
Um amigo meu me falou do lançamento do álbum “The Resistence”, que prometia ser um dos melhores discos do ano. Sinceramente, é um bom disco, muito bem arranjado e com um trabalho de produção grandioso, chega até ser surpreendente para um banda que não tem uma projeção tão grande assim (querendo ou não, eles ainda tem que fazer muito para chegar no status de um Radiohead). Fiquei sabendo que a banda prometeu para esse disco, a canção mais complexa da história ! COWABANGA!!!
Historicamente, toda vez que uma banda promete demais, acaba convencendo de menos, temos aí exemplos como o U2 que prometeu revolucionar o rock (na verdade causou foi revolta em mim como fã!) e o The Killers ( que vira e mexe dizem que são a maior banda do mundo). A tal canção se chama “Exogenesis: symphony” , a qual é dividida em três partes , totalizando um pouco mais de 13 minutos. Eu ouvi a canção (a propósito é uma bela composição), os arranjos são realmente de primeira linha, formando uma ópera rock, agora esse papo de “canção mais complexa do mundo”, só se for complexa para Bellamy e sua turma! Gente como Yes , Van der Graaf Generator , King Crimson e etc., faziam coisas muito mais malucas que “Exogenesis: symphony”, e com os seguintes detalhes: faziam canções mais longas e conseguiam executá-las ao vivo! Quem já ouviu Rick Wakeman ou Jean Michael Jarre , sabe que esses caras são verdadeiras orquestras ambulantes.
É inegável que eles são um Power trio agora
Voltando ao disco, “Uprising” inicia o disco com sintetizadores, uma batida bem forte e uma guitarra distorcida que faz sua figuração na hora certa, muito legal. A “resistence” já faz o estilo The Killers(espero que esse estilo passe logo para não cair no senso comum) com um refrão bem forte e que cresce soberbamente de forma dançante. Gostei de “United States of Eurásia”, só achei que o uso de orquestras ficou inflacionado, dando uma cara de Queen à música (coisa que sinceramente... deixa pra lá).
Esse disco tem uma canção chamada “Guiding light” (mesmo nome de uma canção do Television), que possui umas guitarras meio U2 meio Coldplay, só que com efeitos mais pesados do que os citados.
Eu não gostei de “Mk Ultra” e a canção “I belong to you” até começa legal, mas se perde na tentativa de ser progressiva demais.
No final das contas, como disse no começo, é um bom disco.







