9 de mai de 2013

Paul McCartney: Out There tour - Fortaleza 09/05/2013



Dizem que quando a pessoa vai morrer, um filme de 1 segundo com todas as cenas da sua vida, passam perante os seus olhos. Posso dizer categoricamente que o mesmo acontece quando você vê um ex-Beatle.
Felizmente, pude finalmente realizar o sonho de todo beatlemaníaco, que é ver um beatle vivo.

Mas falar desse tipo de evento sem paixão e história é difícil. A minha vida de fã começou bem cedo, graças ao meu irmão Luizinho e aos inúmeros clipes que passavam normalmente na tv na primeira metade dos anos 80.

Não me perdoava jamais por ter perdido o show em Recife no ano passado, para mim, a chance havia ido embora. Mas para minha sorte, meio que de sopetão, o bom e velho Macca agendou para Fortaleza. Fiz todos os esforços possíveis, comprei na pré-venda, adiantei passagens e etc. Mas por questões de saúde, quase perdi o show. Graças a Deus, que ficou no quase.


Eu fiz questão de ficar no Frontstage, para ver McCartney de perto lógico, afinal de contas, passei toda a minha vida vendo fotos e vídeos, e não será dessa vez que eu vou pra olhar para os telões do palco (que a propósito eram excelentes). O que me desagradou muito foi a (DES) Organização do show. Problemas para arrumar as filas, gente perdendo lugar, uma bagunça completa. Sem falar no atraso épico de abertura dos portões 18:20 (era para ser 17:30). No mínimo uma falta de respeito com as pessoas que pagaram bem caro por aquele.

Um erro gravíssimo da organização foi durante as revistas na entrada, nada de detector de metal, nada de verificar bolsas, bolsos.... NADA. Se eu fosse outro Chapman, poderia ter levado uma pistola e feito estrago. Desse jeito, Fortaleza precisa aprender bem mais coisas para poder estar pronta de fato para a copa do mundo.

A galera "antes" de mim...

...olha o galeroso depois.


Eu estava distante "3 pessoas" da grade

Consegui ficar a 1,5 metros de distância da cerca que separa do palco, bem pertinho mesmo. Às 21h em ponto começou a rolar um slide show de fotos com trilha sonora do McCartney e do fab four. Foi  30 minutos de "enrolação", até que as 21:32 ele apareceu no palco. Sim! Logo ali! Não acreditava, finalmente estava lá. Vou confessar que meus olhos verteram muitas lágrimas, não somente os meus, mas o de várias pessoas. O fenômeno que o meu amigo Amauri disse, de fato acontece, pessoas choram (inclusive, é muito comum ver senhores de idade).

"Eight days a week" abriu o show. Sim, foi o mesmo setlist de Belo Horizonte e Goiânia.

Um setlist que considero bom, mas lamento muito a falta de "My love". Por conta de ser uma lista bem variada, que tem músicas que somente aqueles fãs (do naipe do Amauri) irão saber de cor e salteado. Uma coisa que observei, a maior parte do feedback do público vinha do front stage e pista premium. Eu olhava para as aquibancadas e em certos momentos, confesso que vi um pouco de frieza.

Belíssimo momento de Let it Be. Esse estádio é incrível

Os pontos máximos do show foi quando tocou "And I Love her" , Yesterday, Let it Be ( o estádio ficou belo com as luzes de celulares, com elogios do Paul) e Hey Jude ( com balões em verde e amarelo, que também arrancou um "Vocês são demais!" do Paul, em português bem claro). Até citou a copa do mundo e as olimpiadas no Brasil.

Eu sinceramente fiquei impressionado com a qualidade do som, realmente impecável, parecia até que tinha um disco tocando. Mas também pudera, a qualidade dos equipamentos, era demais. McCartney fez questão de exibir a Epiphone utilizada em Paperback Writter.

Momento "Let me roll it"

Os instrumentos eram um show a parte, todos de época. O clássico baixo Hofner de McCartney ia e voltava o tempo todo para o palco. Senti falta de Rickembaker no palco. McCa usou uma Gibson Les Paul rosa, cheia de enfeites e uma Les Paul igual a de Jimmy page. Curiosamente, o baixo Hofner só era tocado pelo Paul, quando era necessário que  Brian Ray tocasse baixo, era passado um Epiphone pra ele. Ciúmes? talvez rsrsrs, eu teria. Eu gostei muito do guitarrista, o cara faz tudo exatamente igual à gravação original.

Uma novidade desta turnê foi o pequeno palco que se eleva, bem na frente do palco principal. Neste momento, ele tocou a favorita da minha mãe "Blackbird"" e "Here today" de tug of war.

Momento "Blackbird", esse OK, pode ter sido pra qualquer um, mas na land rover foi exclusivo!

Vou abrir um parentese especial neste texto, este velho lobo do rock, já confessou ter se emocionado ao ver a lenda, mas mais emoções vieram durante o show. Sobretudo, quando Paul tocou "The long and widing road" (exatamente como no disco Let it Be NAKED). Lembrei de minha falecida avó. Música dos Beatles é assim, sempre nos remete às pessoas amadas e lembranças agradáveis.

Em "Hope of  deliverance" até o baterista tocou baixo. Foi um momento legal, em que todos os 5 membros da banda estavam tocando instrumentos de corda.

O calor estava terrível, fiquei exausto ao final de quase 3 horas de show (sem falar na espera interminável! desdes 13:45 na fila) e nem a chuvinha que rolou no meio do show aliviou, tava tudo muuuuito espremido.

Não tinha espaço nem pra um peidinho

Na saída, tive uma agradável surpresa e logo em seguida, presenciei algo desagradável. A land rover que trouxe Paul, passou lentamente no meio de todo mundo despercebida. Uma ótima estratégia não colocar aquelas motos escandalosas, pois tava engarrafadíssimo, e um reconhecimento, geraria tumultos. Quando a land rover passou do meu lado, olhei bem para dentro, somente pude ver o contorno de duas cabeças. Uma feminina e a outra (com certeza) do McCartney. Eu olhei bastante e dei tchau e ele deu tchau de volta.
A bronca é que uns 4 metros à frente, a land rover passou no bico do sapato de uma mulher bêbada, revoltado, o acompanhante (também bêbado) deu 2 socos no carro (1 na janela do carona e outro no banco de trás, o do Paul). Cena desagradável, que ninguém irá noticiar, pois não tinham jornalista.

Incrível como taxista abusa nesses momentos, todos que eu pergunta simplesmente cobravam R$100, nem sequer perguntavam o destino. R$100!!! Como uma cidade que irá receber uma copa do mundo, tem gente explorando turistas dessa forma ? Deal with it!

Tirando essas reclamações, o show foi memorável. Com direito a elogios de Paul ao "Welcome to fortaleza, paul" logo na saída do aeroporto e ao público.

Eu que agradeço!

Fecho esse post muito feliz e com a sensação de que cumpri com a minha missão apaixonado pelo Rock n Roll. Agora, posso sentar arrodeado por mais jovens e dizer "Vi um Beatle nesta vida!"

see ya

7 de mar de 2013

David Bowie: The Next Day (2013)


http://netkups.com/?d=01cd5f0ecc0a3

Há tempos que não publico neste blog, sei disso, o tempo de dedicação ao trabalho, games, esposa, casa... tudo isso demanda tempo, e o meu "hobby" acabou ficando vários planos atrás. Eis que nos últimos dias, tive um grande motivo. David Bowie, o camaleão do rock de volta e com a corda toda. Espero que gostem o tanto quanto eu.

Após 10 anos de dormência, um gigante desperta. Tal como um mensageiro especial (ou espacial) que vem até nós, meros mortais, trazer uma mensagem nova. David Bowie é esta entidade que nos visita quando lhe é sempre conveniente. As caras, cabelos, roupas e vozes, podem ser múltiplas, mas a essência é sempre a mesma.

O novíssimo disco "The Next Day", foi gravado totalmente em segredo, algo interessante para os dias de hoje, quando informações vão e vem em frações de segundos, sendo compartilhadas até mesmo com pessoas que nunca ouviram falar do Camaleão do Rock. A produção do disco ficou ao cargo do antigo parceiro Tony Visconti.

The Next Day soou pra mim como aquela brincadeira da "cápsula do tempo", em que um grupo de amigos resolve colocar dentro da tal cápsula, mensagens, fotos e coisas, para serem revistas em um futuro não tão próximo. Esse disco é assim, uma espécie de coletânea de músicas feitas em certos momentos da carreira de Bowie e que soam como se fossem da época (tipo, tiradas diretamente de discos como "Lodger", "Heroes", "Low", "Scary Monsters"), porém com o tratamento digital. Talvez seja por essa ligação com os melhores momentos da carreira dele que fazem The Next Day estar sendo tão celebrado pela crítica. Antes que pensem que Bowie está fazendo "cover" dele mesmo, garanto de antemão que isso é um equívoco.

Quando soube da volta do Bowie, fiquei muito alegre e ao mesmo tempo curioso por conta do tal trabalho feito em "segredo". Pra completar eu vi a "capa", uma referência direta ao seu disco mais célebre "Heroes", porém com o nome taxado e com um quadrado "bem amador" (porém não menos criativo) com o nome "The Next Day". Acho interessante como Bowie brinca com a sua imagem, eu não me refiro ao cabelo e roupas, e sim, às artes que envolvem ele. Ele deliberadamente muda, desfaz, vira meio-homem meio-cão, põe raio, tira raio...  agora taxa e cobre como se fosse um cartaz.

O single "Where are we now" foi anunciado e com direito a clipe foi uma canção que me conquistou de cara. Bem calma e bastante contemplativa. Eu vi a letra, e percebi que se trata de uma revisitação aos tempos em que Bowie foi  meio germânico, fazendo shows para meninas de 13 anos de cabelos vermelhos.

"She Stars (are out tonight)" já é um Bowie passional, que canta com certa pressa, como quem procura algo. Canção estilão anos 80. Não sei se é impressão minha, mas a letra seria alguma referência às aventuras de Major Tom de "Space Oddity", porém contempladas por um terráqueo com os olhos para o céu?



Clipe de "The Stars (are out tonight)" com direito a um clone no visual "Low"

"Valentine's Day" é daquelas baladas especiais que quando eu ouvi tive a impressão de ele estar acompanhado da clássica banda "Spiders from Mars", direito as guitarras cortantes do saudoso Mike Ronsom. Nesta canção, Bowie revisitou o vocal do eterno Ziggy Stardust e causou arrepios neste que vos fala.

"If You can see me" soa como uma fusão entre a fase dos discos "Lodger" e o eletrônico "Earthling" (anos 90, e Bowie percebeu que Chemical Brothers e Prodigy estavam fazendo algo "interessante").

Neste disco Bowie mais uma vez faz bom uso da "plasticidade" da sua voz em canções como "Dirty boys" e "I'd rather be high".

Segundo informações, o produtor Tony Visconti disse que sobrou material que ainda pode ser utlizado, será  que teremos "Outro dia" na vida de Bowie e na história do rock? 

O jeito é ficar de "Dedos cruzados/ só para garantir" Fingers are crossed/ Just in case.

Caso contrário, Bowie já nos presenteou com um novo clássico em pleno "anos 10", quando eu acreditava não haver mais espaço ou chance para o rock trazer algo especial. Eis que ele nos deixa o que poder ser o seu "canto dos cisnes"

abraço a todos

NOTA:

10


5 de mai de 2012

Editorial: A volta das dancinhas cretinas no Brasil



Nos anos 90, o Brasil foi assolado por uma onda de segurar e amarrar o tchã, de tal forma que as garotas faziam a coreografia independente do local, seja no colégio, no bar, na rua, no banheiro ou no raio que o parta. O que me intrigava era como uma música tão pobre e de letra rasa poderia fazer tanto sucesso? Simples, o senso comum não quer fazer esforço para entender. Entretanto, acabam virando marionetes que repetem o que o mestre manda na música. Isso mesmo, "Amarra"... você amarra...  "te pego"...  você pega...  "Eu quero tchu"...  você TCHA!

Depois do "Mete em cima e mete em baixo" do É o Tchã!, agora temos o "seu eu te pego". Pegar, é apenas uma comidinha rápida, sem compromisso. Mas se eu falasse em pegar para essas desmioladas que dançam loucamente essa música, eu daria uma pegadinha? Lógico que o não, não sou o cara que fica cantando essa estupidez e nem quero ser.Também reparei que os cantores agora sentem dor...  ou seria um "ai" de prazer?

Pelo visto a Macarena fez escola, com direito a doutorado. Viva ao culto das músicas que mandam nos seus fãs! Viva à música brasileira!

Letras que remetem a sexo, ídolos teen (o cidadão da foto) e fãs cada vez mais jovens, é triste ver garotas de 12 a 18 gritando loucamente e dançando essas coisas. Mal sabem elas a sementinha que está prestes a germinar na cabecinha delas...  e a longo prazo no ventre.

Ahh Blimbou, mas a Beatlemania as garotas se esperneavam pelos caras! Era diferente! As letras do Fab Four falavam de amor, amizade e compreensão, e NUNCA vinham acompanhadas de uma famigerada coreografia que simulasse a sodomia.

Depois se perguntam por quê eu sou completamente importado e fã de rock.


30 de abr de 2012

Los Hermanos e a volta com Anna Júlia


Os Los Hermanos entraram em uma curta turnê pelo Brasil para celebrar os 15 anos de carreira  tocando os seus principais sucessos. Até aí não é novidade para ninguém e esse tipo de babaquice você certamente leu por aí logo quando Camelo e CIA anunciaram os shows. O que algumas pessoas se perguntavam era "Será que eles vão tocar Anna Júlia?"O grande sucesso que fez com que a bandar tocasse no Domingo legal e que comprasse instrumentos top de linha?

"Anna Júlia" fez tanto sucesso que foi hit até nas micaretas, gerando uma superexposição da banda e deixando lesões muito profundas, pois é chato ser lembrado por apenas uma canção (algo tipo P.O. Box, Right Fred Said, Joan Osbourne e etc).  

Em face disso, os Hermanos resolveram fazer o seu "Sgt. Peppers" o cultuado "Bloco do eu sozinho". A priori, o nome era bastante sugestivo pois a gravadora ficou tão puta com o que ouviu que praticamente disse "Vocês são um bloco!".

O que não contavam é que o LH agradou um novo nicho de fãs, aqueles que gostaram da forma desinteressa e de despeito com o mundo do showbizz. Algo parecido com o que o Radiohead fez a partir de Kid A, o que todos chamavam de "suicídio comercial".

Às vésperas (umas semanas antes) do primeiro show, o Bruno Medina levantou a questão "Anna Júlia" no seu blog. Ele dividiu opiniões, muitos fãs acham um absurdo, outros acharam legal.

Eu particularmente, acho isso uma bobagem de gente "pseudo-cult". Vou tentar repetir o que escrevi no blog do Medina.

Aqueles tempos de "Anna Júlia" meio baiana já era! Temos que considerar que esse é o grande sucesso do LH e que sem ela cairia no mesmo limbo de outras bandas brasileiras da época. Afinal, quem diabos lembra do Catapulta  com "Beira mar"?

"Anna Júlia" é a única canção (que eu saiba) brasileira que foi tocada por um ex-Beatle , no caso George Harisson na cover de Jim Capaldi. Nem "Garota de Ipanema" foi porra!

Enfim, o tempo passou, Anna Júlia cresceu... é moça direita, não anda mais em micareta e não liga mais para festas do povão. Portanto, vamos engolir o orgulho e festejar os 15 anos como deve ser...  com todos os sucessos. Querendo os "cults" ou não.


10 de fev de 2012

Noel Gallagher's High Flying Birds (2011)



2011 foi um ano bem movimentado para quem é fã do britpop, sobretudo para quem é fã dos Gallagher Bros. Após a conturbada separação entre Liam e Noel, o primeiro mante o restante dos músicos consigo e formou o ótimo Beady Eye. Deixando bem claro qual era a postura musical deles. Eu era muito curioso para ver o Liam se virando sozinho, e gostei muito.

Agora restava ver como Noel iria se sair de fato fazendo tudo só. Todos sabemos que Noel é um songwriter à moda antiga, compõe facilmente e cria melodia belíssimas como quem faz algo normal do dia-dia como escrever um email para alguém.

Quando eu ouvi o Beady Eye pude de cara ver de onde estava vindo toda aquele influência rock n roll. Liam e Andy Bell mostraram um bom serviço.

Mas Noel é um apaixonado, certamente já ouviu mais coisas que os dois juntos, não é a toa que as suas canções continuam verdadeiras obras épicas, difícil de ser ver em artistas recentes uma preocupação tão refinada em deixar os arranjos impecáveis. Se tem uma palavra que define a qualidade instrumental e de produção de "High flying Birds" é IMPECÁVEL.

Mas isso não significa que o nosso marrento Noel não tenha cometido seus pecados... sim! Cometeu alguns.

"High Flying Birds" soa predominantemente como inúmeras variações para "The importance of being idle", a bela canção do álbum "Don't believe the truth" que é marcada pelo falsete sessentista. Isso é um claro reflexo do caminho bem bifurcado que o som do Oasis estava trilhando.

Eu gostei muito do disco, mas fiquei com aquela sensação de que eu ouvi algo muito agradável, bem feito , mas que soava repetido. Por mais impecável que seja, é um triste fato. Quando ouvi as primeiras canções de "High Flying Birds" comentei com o meu amigo Mark e ele resumiu o meu pensamento na seguinte frase "Bonitinho mas ordinário".

Não estou dizendo que o disco não presta e que Noel deve ser jogado em uma fogueira por isso. A questão é que o Beady Eye, apesar de fazer rock n roll com guitarras bem mais altas e ágeis, Noel optou pelo que já era previsto, optou por algo datado.

A minha principal queixa de "High Flying Birds" , é que Noel quase não faz uso das suas habilidades com guitarra. Para onde foram parar canções completamente soladas e trabalhadas como "Don't look back in anger" ou "magic pie"? Somente na última canção "Stop the clocks" que Noel se lembrou que Rock n Roll também se faz com solos.

Gostaria de apontar as excelentes canções "Dream on" e "The death of you and me"(uma clara alusão ao irmão Liam, apesar de Noel negar isso).

Para quem é muito fã do Oasis, "High Flying Birds" não irá decepcionar, muito pelo contrário, será um disco bastante prazeroso. Só que eu sinceramente, esperava muito mais de alguém que tem em seu currículo "(What's the story )mornig glory?" e "Be here Now", e um talento muito grande para tocar guitarra.

Ficou bem claro agora quem estava fazendo o que no Oasis nos últimos anos, como eu já havia antecipado no post sobre o disco do Beady Eye .

É isso galera, demorei pra postar... mas antes tarde do que nunca.

NOTA: 8,5




16 de dez de 2011

Seja um verdadeiro Guitar Hero em ROCKSMITH




Não resisti a tentação e comprei o game Rocksmith para Xbox 360, de fato a minha empolgação era tamanha por conta do fato de o game fazer uso de guitarras reais e não aqueles brinquedinhos estúpidos com botões coloridos. A proposta da Ubisoft é muito mais ousada e arriscada que a da Harmonix com o seu Rockband. A grande diferença é que em Rocksmith você de fato toca guitarra e o seu som sai no jogo!!!

O jogo acompanha com um cabo especial "Real tune" que converte o som analógico para digital via USB. Graças a este bendito cabo, que podemos conectar guitarras e até mesmo violão (desde que tenha captação) e jogar o game. Infelizmente, não tem suporte para contra-baixos, inclusive eu vi muitos fãs pedirem esse tipo de opção para os desenvolvedores do game na página do facebook oficial.

O alto preço (pra não dizer "abusivo") praticado aqui no Brasil assusta mesmo (R$279,00)qualquer entusiasta por guitarras e games, quem vai ser louco o suficiente para dar mais da metade de um suado salário mínimo num game? Ok... tem uma meia dúzia por aí que foi capaz. É natal gente...

Vamos ao game:

O jogo logo de cara te pergunta se o padrão das tarraxas da guitarra são 3x3 (como nas Gibson Les Paul e Flying V) ou em linha de 6 (como nas Fenders modelo Strato), além disso, pergunta se o jogador é destro ou canhoto. Logo em seguida, o passo seguinte é ensinar a segurar a palheta e por último a afinação do instrumento.

A didática aplicada neste game é realmente algo excepcional, ou seja, aqueles indivíduos que NUNCA seguraram numa guitarra nesta vida, vão poder dar seus primeiros passos sem medo algum. Se você está nessa situação, não se preocupe, em Rocksmith você não irá se perder em momento algum. Entretanto, o game todo está em INGLÊS. Acredito que a barreira da linguagem será mais complicada do que dar os primeiros passos com o instrumento.

Quanto à opção "destro" e "canhoto", exclui algumas pessoas por conta da dificuldade que é em ter que inverter todas as cordas para que um canhoto possa tocar. Por conta disso, o meu primo não pode experimentar o game, a não ser que se tenha uma segunda guitarra. Pois eu não vou inverter as cordas da minha nem a pau.

Outra informação importante é que é possível se jogar com duas guitarras. Enquanto um jogador fica encarregado de fazer as bases o outro segue a linha um pouco mais complexa com solos. Além disso, é possível utilizar microfone para cantar no game, essas opções ainda não testei, pois não sei de ninguém que more por perto que também tenha um Rocksmith e uma guitarra.

O jogo conta com um playlist com mais de 50 músicas, que contam com gente da pesada como: The Cure, Queens of the Stone Age, Radiohead, David Bowie, The Animals, Franz Ferdinand, The Strokes, The Rolling Stones, Soundgarden, Nirvana, Lynnird Skynird, The white stripes, Interpol... por aí vai.

Quanto a dificuldade do jogo, varia de canção pra canção e pelo modo que você escolhe para "ensaiar". Você pode optar para tocar somente a base "Arrangements" ou ela com tudo "Combo". Se você já é experiente com guitarra ou se já tem uma pequena prática vai achar todas as músicas demasiadamente fáceis no início. Mas aí que está uma ótima sacada de Rocksmith, caso você comece a detonar, o jogo reconhece e vai atribuindo novas informações de comandos durante o gameplay em doses homeopáticas. Além disso, o fato de vir poucas notas, favorece a intuição de quem está tocando, ainda mais quando você conhece a música e sabe que tem um acorde faltando naquele trecho, nada impede de você arriscar...




A interface do gameplay consiste no braço inteiro da sua guitarra e cada cor dos quadrados (ou da linha) são referentes à uma determinada corda da guitarra. O formato dos quadrados também variam, indicando técnicas de guitarra como "bend", "hammer" e o slide. Calma! Não faz idéia de que pirocas são essas técnicas? O game ensina cada uma delas, com direito a vídeo em HD, um exercício prático pra ver se você aprendeu e um pequeno desafio pra checar se você de fato aprendeu.

Outra coisa legal do gameplay, é que no ponto onde você deve tocar, vem uma faixa em azul claro que indica a partir de qual traste você deve colocar o dedo indicador esquerdo.

Na minha opinião, o maior trunfo do game é o fato do som que você produz sair junto com a canção e com o EFEITO DO PEDAL ORIGINAL DA CANÇÃO!!! Enquanto que nos games da concorrência, os botões coloridos só servem para "travar" o som mecânico da gravação que está rolando. Em Rocksmith, você toca mesmo! E pode praticar depois sozinho.

Quanto à prática, tem o modo "Amp", no qual você pode praticar livremente sua guitarra, montar sua pedaleira (com direitos à pedais e seus referidos efeitos), combinar pedais e etc. Quando você "completa" uma canção, você ganha o referido pedal dela. Isso é realmente muito legal, o único inconveniente é ter que ficar fazendo isso na televisão.

Agora vamos ao único ponto NEGATIVO do game... o DELAY! "Delay" é um penqueno atraso (fração de segundo, eu disse "SEGUNDO") que rola entre o bater na corda e o som sair na tv. Pra mim incomodou um pouco no início, mas depois eu não senti tanto, acredito que seja por conta do próprio ritmo das canções ajudarem, mas quando se está praticando no modo "amp", não fica legal.Por causa disso, eu não explorei tanto o modo amp, pois o delay causa o descompasso. Pelo menos comigo isso aconteceu.

É lógico que essa sensação pode variar de jogador para jogador, mas que o delay existe, existe.

O jogo conta com "Guitarcade" que são pequenos games, muito divertidos a propósito, que são jogados com a guitarra. "Ducks" lembra games de nave para Atari, que consiste em você acertar patos vermelhos ao longo da escala de sexta corda. "Super Ducks" é o mesmo game, só que usado todas as 6 cordas. Tem também um de ataques de Zumbis que é baseado somente em acordes e não em solos, e o Baseball (nesse eu tive dificuldades por causa do delay).

O pacote do jogo original vem com adesivos numerados para que os jogadores inexperientes possam se "encontrar" no braço da guitarra. Rocksmith também vem com um bundle que tem uma guitarra de verdade, modelo Epiphone Junior muito bonita, alça, palheta, poster e etc. O preço também é outra problemática... em torno de 800 reais, mas se levarmos em consideração que vem com uma guitarra EPIPHONE, é um caso a se pensar.

Quanto ao cabo que acompanha o game, o mesmo pode ser utilizado em PC, Xbox360 e PS3, desde que você tenha o disco do jogo... Só não sei dizer, se os cabos comuns utilizados por guitarristas para converter analógico em digital para PC's são compatíveis com o game. Eu tentei saber com a galera tanto do site oficial quanto do facebook, mas só um fã disse que não, mas ele não disse em momento algum se testou. Tanto que vi mais gente com a mesma dúvida que eu.

Enfim, Rocksmith é uma experiência única, para quem ama Rock, games e guitarra. A possibilidade de poder tocar canções queridas com bastante liberdade e tocá-las tal como na canção original é realmente algo incrível (pra não usar palavras feias como "Foda" ou "do caralho").


See ya


NOTA: 9

5 de out de 2011

Show do Deep Purple em Belém



Ontem foi um dia histórico para Belém e também para mim. Eu sou fã confesso do Deep Purple, o meu baterista favorito do rock é Ian Paice, o maior solo de guitarra da história (segundo eu) é o de Blackmore para Highway Star e sempre achei o Purple melhor que o Led (ops!). O curioso é que nunca postei nada neste blog sobre o Purple, eu lembro que no meu fotolog eu comentei Machine head e In Rock. Nada melhor do que analisando um show de verdade.

Ok ok ok, como todos sabemos o Deep Purple não é mais o mesmo, é como um time grande que joga desfalcado dos principais titulares e põe reservas para sanar as necessidades do time. Eu ouvi muita coisa do tipo "Eles só tão vindo porque já estão acabados" , "não é a mesma banda" e por aí vai. Pois bem, da formação "clássica" (do álbum Machine head, somente Ritchie Blacmore e John Lord não estão mais).


Tá com calor Gillan? E os joelhos Morse? Amazônia é assim

O show começou religiosamente às 22hs, e a banda já começou com carrão de sena logo de cara mandou "Highway Star". Steve Morse realmente fez uma releitura impressionante para essa música, sobretudo a introdução cheia de efeitos, que chega a lembrar uma sirene insana. Foi muito bacana ver a galera CANTANDO o solo (inclusive eu)!!! O mais engraçado que Morse não parava de rir ao ver a galera cantarolando o solo! Eu não curti Ian Gillan no começo, tava com a voz sumida literalmente, não sei se era ele ou se era o som.


Steve Morse e todo seu virtuosismo

Grandes clássicos foram tocados em sequência: Strange kind of woman, Maybe I'm Leo, Hard Loving man... uma atrás da outra! Foi muito bacana mesmo.

O show só teve uma senhora queda de ritmo (que é natural) quando eles tocaram música mais recentes, como: Contect lost e Rapture of the deep. Eu não conheço essas músicas, e só sei o nome porque o Gillan anunciou as mesmas.

Eu notei que Ian Paice, fez solos mais curtos na sua bateria. Ele ainda continua sendo um baterista incrível, mas acredito que a idade já está pesando nestas horas... ao contrário de Roger Glover que tocou muito e fez um longo solo de baixo antes de "Black Night".


Eles retomaram o ritmo quando tocaram canções como: Knocking at your back door, Perfect Strangers (Morse arrebentou), Lazy, Space trukin' e Smoke on the water (com direito a breves solos de "Back in black" do AC/DC e "Sweet Child O'mine" do Guns n Roses antecipando a música).

O Bis contou com "Hush" e "Black night".



PONTOS NEGATIVOS: Quando o Iron Maiden veio pra Belém, toda uma estratégia de marketing, foi montada. Todo mundo já estava sabendo meses antes, comercial de tv, outdoor e muito vuco vuco. Então por quê pirocas com o Deep Purple só teve um comercialzinho de tv na hora do almoço quando faltava menos de 7 dias para o show? Sem outdoor... NADA!
Foi triste ver uma platéia pequena para um show tão importante na história de Belém, afinal era o Deep Purple! Querendo ou não, os caras tem uma história memorável no rock.

Além do fato da platéia ter sido pequena, coisas desagradáveis aconteceram... ao final do show, quando rolou Smoke on the water, alguém (que não estava na área vip), achou que seria mais divertivo jogar gelo e latas de cerveja no público da frente. E eu digo que não foi pouco gelo e nem pouca lata, a propósito eu fui acertado pelos pedaços de gela em escama! O problema maior foi a lata cheia de cerveja que jogaram no palco bem em cheio da pedaleira de Steve Morse. Puta que pariu velho, já é foda termos um show na nossa cidade, muita gente já taxa paraense de mal educado e etc, e quando temos uma oportunidade de demonstrarmos o amor pelo rock, me aparece meia dúzia de filhos da puta baderneiros pra fazer isso. É muito triste, tanto que no vídeo que eu fiz de Smoke on the water, eu tive que baixar a câmera por conta de tanta coisa que voou! Eu não baixei por imperícia ou nervosismo ou cólicas menstruais! Foi por causa dos malditos pau moles que ativaram coisas!


SALDO FINAL: Como eu já disse, o Purple pode até ter jogado com o time misto, mas mesmo assim ainda tocou muito Rock n Roll. Ontem a noite, Belém pode tripudiar de 95% do Rock in Rio.

See Ya!

Veja a performance do Deep Purple para "Smoke on the water"



20 de set de 2011

Se EU chefiasse o Rock in Rio 2011...


Tudo mundo já viu a listinha ridícula de atrações que o Rock in Rio de 2011 se propôs a fazer. Pois bem, eu resolvi montar uma lista por conta própria, e aposto que seria menos oneroso e os fãs iriam curtir mais!

Vamos lá.


Dia 1 "Britpop":


- Skank

- Beady Eye

- Graham Cox

- Coldplay


Dia 2 "Metaleiros":

- Sepultura

- Megadeth

- Motorhead

- Mettalica


Dia 3 "Indie ou algo assim":

- Paralamas do sucesso

- Cansei de ser Sexy

- Sonic Youth

- The Strokes


Dia 4 "Pop de fato":

- Pitty

- Florence and the Machine

- Lily Allen

- Lady Gaga


Dia 5 "Rock n Roll":

- Cachorro grande

- Jeff Beck

- Roger Daltrey

- Eric Clapton ou Neil Young


Dia 6 "Pop mas com peso":

- Titãs

- Kings of Leon

- Queens of Stone age

- Foo Fighters


Dia 7 "Grand Finale":

- Os Haxinxins

- Interpol

- Radiohead

- Roger Waters


E aí? Não seria um Rock in Rio razoável?

19 de ago de 2011

Nirvana: Nevermind (1991)


O que raios você fazia há 20 anos atrás? Eu tenho visto todo mundo comemorando o aniversário de 20 anos do lendário (porém não excelente) disco "Nevermind" do Nirvana. Em 1991, o garotão aqui tinha seus 12 anos, já olhava timidamente para as meninas e ouvia muito Guns n Roses nas minhas fitas K7, além de ouvir muuuuito a rádio Transamérica (naquele tempo prestava). Exatamente nesta mesma época, começou a tocar muito uma canção de um trio americano chamado Nirvana. O meu irmão conheceu um cara que tinha o "Bleach" em vinil aqui em Belém, e isso ANTES do Nirvana estourar, temos que tirar o chapéu para esse cidadão desconhecido.

A primeira vez que vi e ouvi foi no extinto programa "Kliptonita" da Rede Record, apresentado por um cara chamado Sérginho Café. "Smells like teen spirit" foi realmente um hino naquela época, e uma grande façanha, pois o Nirvana conseguia levar rock, sujo, pesado e cru para as FM, tirando do topo, um monte de porcaria que tocava na época. Quem não lembra de coisas como Deee lite? Acho que não lembram mesmo, rsrsrsrs.

Pois bem, foi num cenário musical bem mal desenvolvido e tedioso que o Nirvana surgiu dividindo as águas, e remexendo tudo da mesma forma que a Beatlemania o fez. Lógico que o Nirvana não conseguiu os mesmo números que os Beatles, mas na época foi uma movimentação intensa. Estilo de roupas, comportamento e o estilo musical se resumia ao "grunge". Eu vi tudo isso acontecer, mesmo não vivendo em Seatle ou em Bangladesh, isso era perceptível até mesmo nos jovens da minha cidade. eu felizmente, não andava por aí de calça rasgada, cabelo grande ou tatuagens, pois nunca curti esses papos furados.

Em 94, pouco antes da morte de Cobain, pude comprar 3 cds do Nirvana (todos importados), Nevermind estava. Eu já havia ouvido Nevermind antes, e por incrível que pareça, sempre achei ele um disco regular. Eu compreendo a importância desse disco pra época, sua capa era realmente "cool", expondo o bebê Spencer Elden com a piroca esfolada em busca de um dólar, muito genial mesmo.

Spencer Elden, 20 anos depois, sem a piroca esfolada.

Dos hits que o Nirvana emplacou, "Lithium" é a minha favorita, a propósito, ouço até hoje como se estivesse ouvindo ainda naquela época. O mesmo não posso dizer de "Smells like teen spirit" que ficou muito desgastada na época, inclusive o próprio Nirvana não tinha mais saco para executar a música ao vivo.

"Drain you" é outra música de nervemind que sempre me deixou piradão, Cobain não tinha nenhum dó da sua fender Jazzmaster azul nessa canção, batia as cordas com vontade mesmo, isso sem falar em Dave Grohl completamente insano na bateria.

Como disse lá no começo, eu particularmente, sempre achei Nivermind um disco regular. Canções como "Breed", "Polly" e "Louge act" tem prazo de validade muito curto. Mas isso é minha opinião, um fã mais fervoroso do que eu certamente irá dizer o contrário. Sem contar que foi tocando "Breed" que um colega meu arrebentou a corda da antiga Gianini do meu irmão, o que fez eu ficar mais puto com essa música.

Enfim, 20 anos se passaram, aquela febre e alegria da época se passaram, restando só a saudade de quem viveu aquilo. Hoje, lembrar disso e ver que foram há 20 anos atrás, percebo que estou velho. O grunge já está na mesma posição de marco histórico da Beatlemania ou do punk, ontem mesmo quando comentei na mesa do bar, os meus colegas que são da faixa de 25 anos disseram "caralho velho, nem era nascido!"(exagerando lógico). Engraçado, que nos 90's, quando eu dizia ouvir Pink Floyd, que era de 20 anos atrás, diziam "Isso é coisa de velho porra!", hahaha.

Agora sempre que formos falar sobre Nirvana, olharemos para trás e com ajuda de óculos...

Seja benvindo à terceira idade Nirvana!

da

27 de jul de 2011

The Stone Roses (1989)


Em 1999, tive a agradável oportunidade de conhecer, tardiamente, uma das melhores bandas que o rock inglês já produziu em toda a sua história. Pode soar meio estranho para muitos, pois praticamente só que curtiu na época (na época mesmo) ou resolveu descobrir que o movimento britpop não se restringia somente ao Blur e o Oasis, conhece e com certeza adora Ian Brown & Cia.

Mas antes de comentar o disco em si, vamos nos reportar para o tal "britpop", termo que designa a retomada do cenário musical mundial para as mãos dos britânicos. Muita gente fazendo muito sucesso mesmo, como exemplo: Blur, Oasis, Spice Girls, Pulp, The Verve, Supergrass, Suede, Ocean Colour Scene, Travis, a lista é realmente longa, e olha que eu nem citei que o cinema inglês nessa época também pegou carona no oba oba cultural que ferveu a velha ilha da rainha.

Muitos dizem que o britpop teve início com os Smiths, eu discordo completamente, os Smiths surgiram e terminaram com o mesmo cenário esfumaçado e sem prosperidade. Em 89, surgiu uma banda que tinha uma proposta muito mais moderna do que as letras ambíguas dos Smiths(não desmerecendo os caras), mas o papel dos Stones Roses para consolidar o estilo musical e visual foi memorável. Guitarras sessentistas mas com efeitos bem rasgados e equalizados, roupas com a cara dos anos 90 e penteados com a cara do legítimo rock inglês. Pode conferir, a cabeleira de muito neguinho por aí, foi copiada dos Stones Roses, como exemplo temos os irmãos Gallagher, Johnny Greenwood do Radiohead e os nerds de classe média do Blur.

Manchester, pra variar, foi o berço dessa banda. Os Stone Roses são caracterizados pelo estilo bem melódico, som limpo, bem produzido, de vocal altamente suave de Brown (não confuda com o estilo chorão-babão de Cris Martin) e com batida dançante (em alguns casos).

"I wanna be adored" é um dos mais belos inícios de álbum que já ouvi. Brown praticamente implora nos refrões "I wanna be adoooooored...." simplesmente de arrepiar, e as guitarras de John Squire são demais. Squire usa muito bem os efeitos, dando a "cara" da guitarra do britpop. A linha de baixo dessa canção é realmente de assustar, o som do Rickenbaker de Gary Mounfield é imponente.

"I'm the ressurection" é a mais complexa de todo o disco, não necessariamente pela sua duração, mas sim, pela riqueza de melodias e mudanças quase que repentinas, tal como se faz no rock progressivo, só que com abordagem completamente moderna. O seu refrão chega soa como a "imploração" que Brown faz em "i wana be adored", só que num tom bem mais exaltado, na medida exata para a batida. Os solos dessa canção são demais, tanto de baixo quanto de guitarra. Gostaria de ressaltar que tem um momento (por volta de 3:45) a sequência de solos lembra muito de "The end" dos Beatles, muito mesmo. Afinal, quem nunca recorreu ao fabfour para ganhar inspiração na vida? Pior seria se eles recorressem à porcarias como um Luan Santana ou um Linkin Park.

A delirante "Don't stop" é uma viagem que aparenta estar soando ao contrário, como eu disse.... "aparenta", é apenas um trabalho excelente de efeitos feito por ele o qual é muito raro nas bandas de um modo geral, só bandas como Beatles, Pink floyd tem culhões para fazer bem feito.

"Waterfall" é marcante por uma levada única, é como se todos os elementos vocais e instrumentais fluíssem em um único caminho. É completamente perfeita. O vídeo abaixo falar por si só:



Essa apresentação de "Waterfall" para a tv eu ainda não tinha visto, e por curiosidade notei que foi justamente nesta apresentação que foram tiradas as fotografias emblemáticas que figuram nos encartes do disco e do cd. Eu pirava só de vê a guitarra e o o baixo pintados como a capa do disco, imaginem a minha emoção em ver isso em vídeo e a CORES!!!! Don't cry babe!


A capa é um show a parte, eu tive o vinil, por questões econômicas tive que me desfazer, mas eu garanto que foi a capa mais bela que já tive em mãos. Os outros discos de rock que me perdoem, mas essa capa dos Stone Roses é uma obra de arte propriamente dita. Dá vontade de pendurar na parede e colocar uma legenda com as informações no rodapé tal qual em um museu.

Outro dia li na internet que o jornal inglês The Observer fez uma enquente entre os críticos e jornalistas ingleses sobre qual seria o maior disco de rock de todos os tempos... adivinha quem foi.

Pois bem, "The Stone Roses" é um disco lançado no apagar das luzes dos anos 80, mas voltado para uma década inteira pela frente. Porque não dizer que este seria o melhor disco dos anos 90? Bah foda-se data de lançamento!

Enfim, postar sobre um dos meus disco mais queridos do rock foi uma forma de presentear no dia de hoje.

See ya

PS.: Sou grato ao meu amigo Aerton "Mark" Reis por ter me apresentado os Stone Roses e por me vender os dois cds (inclusive o raríssimo "second coming").


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