31 de dez de 2008

Mgmt - Oracular Spetacular (2008)


Clique na imagem para baixar o cd

Eu achava que as novidades que tinham que surgir no rock já tinham acabado quando o Radiohead lançou “Ok Computer” e “Kid A”, entretanto, eis que surge o MGMT (Management). O Mgmt é composto por uma dupla de malucos certamente fãs de gente como David Bowie e Love.

“Oracular Spetacular” é o nome do álbum lançado em 2008, me foi passado em mp3 por um amigo que dizia “Eles são os Hyppies do ano 2000”, essa foi boa. Pode até parecer engraçado, mas toda a atmosfera “Flower power” associado a experimentos eletrônicos e pitadas de música dançante, tornam o Mgmt algo alucinante e lisérgico. Eu to com uma certa dificuldade para definir esse “Eletro-rock” do Mgmt, pois, os caras conseguem fazer uma mistura do tipo: New Order + Donovan, Love + David Bowie, Kinks + Flamings Lips... não necessariamente nesta ordem e nestes pares.

O discaço começa com “Time to pretend”, que faz bem o estilo Flaming Lips, só que muito mais maluco, e incrivelmente coerente. Outra canção que me chamou muita a atenção foi “Kids”, a qual tem um potencial excelente para hit, consegue ser algo diferente e ao mesmo tempo acessível, pois, as suas batidas, seus sintetizadores e refrão colam na mente, o ouvinte sai assoviando o solo do teclado após a canção.

“Eletric feel” é outra maluquice psicodélica que o clipe é belíssimo. Outra canção que eu destaco é “4th dimensional transition”, que faz bem estilo “Love” e “13th elevator’s floor”, só que com a marca registrada eletrônica e experimental que só o Mgmt é capaz.


30 de dez de 2008

A guitarra infinita de "Heroes"

Sei que este post foi copiado e colado do meu blog antigo, mas pelo fato de o Blogspot proporcionar a possibilidade de se postar vídeos e até canções, eu farei uso desse recurso para poder dar mais "vida" a este post que foi um dos meus favoritos, e em virtude das limitações do blog antigo, eu não pude sequer postar os link do clipe. Ejoy it!

Se sempre houve algo que me intrigou por anos, foi aquela introdução mágica e única da canção "Heroes" de David Bowie, aquele solo que "viaja pelo espaço"(como eu costumo dizer rsrsrs um amigo meu sempre diz que eu viajo muito quando uso essa expressão) e cria um climão único para essa canção (que pra mim é um dos maiores clássicos do rock).
A primeira vez que eu ouvi "Heroes", foi em uma fita K7 gravada de um vinil de um amigo em 1994. Desde então, essa guitarra espacial sempre me encantou. Mas o que há por trás desse solo tão impressionante e simples ao mesmo tempo ? As pessoas ? A Técnica ? Bem isso vocês saberão agora.

O "Sustain infinito" ou a "guitarra infinita" já era um antigo sonho de Brian Eno, que tentava experimentalmente conseguir resultados semelhantes em 1972. Entretanto, somente em 1973, ao trabalhar com o excelente guitarrista Robert Fripp (da banda de progressivo King Crimson), Eno conseguiu dar sons à sua imaginação. Através de trucagens de estúdio, delays e uso de tapes sobrepostos, Eno e Fripp conseguiram algo que fazia com que os solos "voassem" pelo espaço, podendo ser conferido no disco "No Pussyfooting" de Eno & Fripp, sobretudo na canção "Frippertronics".


Enquanto uns quebram, outros são rápidos… Fripp "cria" !

Apesar do advento da técnica, isso ficou restrito ao experimentalismo e aos discos de Eno. Anos mais tarde, Eno & Fripp participaram do discaço "Heroes" de David Bowie, introduzindo o efeito a pop music.

Desde então, guitarristas queriam usar o mesmo efeito de Fripp. Steve Hakett utilizava um efeito semelhante, mas não de sustain infinito, e sim um sustain temporário que se confundia com os teclados da época (o assunto Hakett fica para um post futuro).

Em 1976, o equipamento "Ebow" foi introduzido no mercado, o que proporcionava o famoso efeito, isso graças às vibrações magnéticas do equipamento. O curioso é que Fripp, é tão safo, mas tão safo, que nunca fez uso do ebow, e recorre a técnica clássica criada por ele e por Eno.


Ebow em ação

Anos depois, the Edge do U2 veio utilizar o ebow nos discos "the unforgettable fire" e "the Joshua tree" (aquele efeito da introdução de "with or without you"), The Edge deu uma cara nova para as guitarras dos anos 80. Muita gente fez uso desse equipamento, e de diferentes aplicações, por exemplo: The jesus and Mary Chain, usa o ebow numa tentativa de remeter às distorções empregadas por John Cale nos tempos de Velvet Underground; Cocteau Twins; Sigur Ros, e etc.

Dentre os que fizeram algo de novo com esse efeito (além do mestre Fripp, e de Hakett, David Gilmour,The Edge, Eddie Van Hallen), foi Jonny Greenwood do Radiohead que deu novos "ares" de desespero e sustains desenfreados ao sustain infinito, como se pode conferir em "Ok Computer" (um dos últimos discos de rock conceitual da nossa era).

Hoje em dia, o ebow é usado até mesmo por bandas de metal, vide aqueles solos rapidíssimos, graças, na maioria das vezes, ao "Tap" no braço da guitarra", o que torna qualquer um, um Flash nas guitarras.

Assim que eu conseguir realizar o upload da canção de Bowie "Teenage wildlife", eu disponibilizarei o player neste mesmo post para que vocês possam ouvir mais uma contribuição da guitarra infinita de Fripp.

Ao contrário do que diz a música, Fripp e Eno, não foram heróis por um dia, e sim por toda a eternidade.

Os fãs de rock e guitarristas agradecem.

UP FRIPP!

Veja o vídeo:

25 de dez de 2008

A coisa abstrata chamada "Mp3"

Antigamente, quando eu ainda tinha os meus discos de vinil (isso não faz muito tempo não, uns 4 anos atrás), o ato de se ouvir música era cercada de rituais; tais como, a escolha do disco na estante, depois a escolha da faixa, e por último, ouvir a canção apreciando a arte da capa ou dos enormes encartes que vinham com os long plays.

No final dos anos 80, os cds foram começando a se popularizar, a coisa deu uma compactada, a capa já não tinha mais o mesmo impacto artístico que no vinil. Em contrapartida, a qualidade digital do som era algo realmente impressionante, pois, eliminava aqueles ruidinhos dos discos de vinil.

Ao final de 90, começou a surgir o "mp3", que se tratava de um formato de arquivo sonoro comprimido, o que possibilitava a reunião de várias músicas em um mídia digital, sem perda de qualidade. Na minha opnião houve perda de muitas outras coisas valiosas, o mercado musical nunca mais será o mesmo, as vendas e rentabilidades dos músicos estão menores, a importância da capa do disco virou algo secundário (isso sem contar que quem baixa o arquivo, já passa o diretório diretamente para o aparelho, pra que ver capa então?).

Com o advento do mp3, a música virou algo invisível e intagível, onde está a graça de se admirar uma bela capa de um Yes ou um Genesis ? Outra perda com o mp3, é que se perdeu o interesse em procurar saber de informações técnicas do disco, tais como: quem compos o que... , quem tocou o que... , quem produziu o que... , quem fez capa do que..., onde foi gravado ... e etc. Até onde eu sei, esse tipo de informação não aparece no display dos mp3. O ouvinte moderno de hoje, que tem pressa pra tudo, será que vai se interessar em saber essas coisas? Certamente não.

Para ilustrar tal abstração, eu busquei no google imagem por "mp3".


Resultado da busca por "mp3"

Para se remeter ao formato, é imprescidível mostrar o aparelho! Agora se for feita uma busca por "vinil", ou "cd", as imagens resultantes terão tudo haver. Até mesmo a palavra "música" tem imagens que remetem a ela, a primeira é uma figura com uma clave de sol (não pensar em música ao se ver uma clave de sol é no mínimo uma brincadeira de mal gosto né).

Lembro-me como era difícil achar certas bandas, tinha que torcer para que algum conhecido do conhecido do amigo do vizinho tivesse o disco, para quem sabe, esse indivíduo grava-se em uma fita K7. Apesar do xiadinhos do vinil, tem bandas que eu ainda prefiro nesse formato, os Beatles por exemplo, ainda não conseguiram fazer algo decente no formato digital para os discos do fab four, a magia e atmosfera que o vinil cria é ímpar, outro exemplo, é se ouvir bandas punks como Buzzcocks e Black Flags, TEM QUE SER EM VINIL!

Apesar das dificuldades da época do vinil e do cd (durante o cd já não foi tão difícil assim de se achar as coisas), assim era muito mais interessante, os álbuns tinham um valor diferente, o sentimento de conquista era bem mais presente. Qual é a graça que se tem ao achar o link no rapidshare? Qual é a graça que tem em esperar o Emule baixar o arquivo todo? Tudo bem, é grátis. Mas nada substitui uma estante cheia de discos com capas originais, com grandes encartes para serem admirados durante a música.

Me chamem de tarado! Pois pra mim, a música é algo palpável, e não um mp3 voando por aí, que entra e sai dos ouvidos e ninguém sabe para onde foi depois.

Vamos retroceder no tempo, e em vez de livros subversivos sobre socialismo, vamos queimar os aparelhos de mp3 em praça pública!

23 de dez de 2008

A Carência de ídolos pop

Madonna em São Paulo (Essa Menopausa não chega "Diva"?)


Hoje em dia, o indivíduo "Pop star" está cada vez mais em extinção, tal como as grandes bandas das grandes turnês. A carência é tamanha que cinquentões e sessentões são os únicos capazes de realizar mega turnes com grande público, posso até listá-los: U2 , The rolling Stones, Madonna, Micheael Jackson, Pink Floyd (isso se improvisarem outro tecladista, o que é improvável), Paul McCartney,... acho que foi só. Dessa vez não irei citar nenhuma banda de metal, senão os trilhões de fãs da "Dama de Ferro (uiii!)" irão me matar por não ter citado a bandinha deles.

Atualmente, uma candidata em potencial a ídolo pop, é Amy Winehouse. Essa louca tem tudo o que um ídolo pop precisa; talento, caricata, uma vida desregrada, e muuuita polêmica. Jackson seguiu um caminho contrário, ao deixar a polêmica vir depois da ascensão, foi o seu grande erro.

Madonna, ao posar de "Sadomaso pop" nos anos 90, era na verdade uma grande jogada de marketing, Bob Dylan decepcionou muita gente ao resolver utilizar a temida guitarra elétrica.
A passagem desses "semi deuses" por nossas terras, causam alvoroço, gente de todos os estados, juntam toda sua grana para ver umas 2 horas de show. Talvez toda a pirotecnia compense o investimento..

Em se tratando de U2, na última passagem do quarteto irlandês no país, foi mais pirotecnia do que sei lá o que. o Show até começou da pesada, mas foi ficando lento... e lento... e cada vez mais lento... pra piorar quando Bono vendou os olhos, eu quase cobri os meus para não continuar assistindo aquela transmissão mutilada da globo. Pelo menos a pirotecnia deles, e os efeitos de guitarra do Edge, valem a pena. Para ser sincero, se eu morasse em São Paulo, iria para o morumbi naquele dia para ver o show de 15 minutos do Franz Ferdinand, e depois ficava para prestigiar o U2 (rsrsrs).

Quem se habilita a ídolo? Sejam rápidos meninos do Coldplay, Radiohead e etc.. Os cinquentões e sessentões já estão para começar a receber torpedos sms do Papai do Céu.

22 de dez de 2008

Little Joy (2008)


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Quando foi anunciado a junção de Rodrigo Amarante (Los Hermanos) e Fábrizio Moretti (The Strokes), achei que o trabalho seria no mínimo interessante. Isso sem contar que o nome do projeto “Littlejoy”, já dava a pista de que seria um trabalho cantado em inglês. Eu me perguntava “Será um Los Strokes ou algo completamente diferente?”, na verdade eles conseguiram fazer algo novo, a partir da mais perfeita fusão das fórmulas usadas por Amarente nos Hermanos, com o estilão Strokes.

O álbum abre com “The Next Time around”, num climão bem 60 e bem Hawaii, já mostra de cara para que o Littlejoy veio e a sua proposta, Amarante se mostra bastante a vontade ao cantar em inglês, tal facilidade na troca de idiomas na música eu vi quando Sting cantou “frágil” sem sotaque algum. Os Backing vocals de Binki Shapiro (outra integrante) dão um toque muito legal na atmosfera proposta.

O trabalho de produção do disco conta com aquele efeito de envelhecimento do som (mesmo utilizado pelos Strokes), o que conferiu o ar “strokeano” no som. O ar “los hermaniano” é conferido pela emotividade e entrega de Amarante em seus vocais.

O disco segue com a bela “Brand new start”,é a essência do rock de 60, cairia perfeitamente em um disco do The Kinks ou The Troggs. “Unattainable” é canta por Shapiro (namorada do Moretti), essa canção faz o estilo da namorada de Camelo, Mallu Magalhães (o nomezinho anticomercial esse hein).
“Keep me in mind” é a mais Strokeana do álbum, remetendo a “Room on fire”, uma particularidade dessa canção é o “Bum bum” que a batera faz na introdução, que por uma fração de segundos me fez achar que era “Glass onion” do álbum branco dos Beatles. O disco encerra com a única canção em português, a belíssima “evaporar”, que poderia estar perfeitamente em Los Hermanos 4.

Sei que Amarante e Camelo são caras completamente diferentes, e de estilos notadamente diferentes, mas em matéria de estréia “Pós-Los Hermanos”, o primeiro se saiu muito melhor, com canções belas, bem arranjadas e um disco excelente do início ao fim, ao contrário do sonolento “sou/nós” de Camelo.

Little Joy não é uma banda para se apreciar pouco, e sim, muito... rsrsrs.

Eis o clipe que tem na net (adorei essa opção!)

Obs.: Sei que este post é repetido, mas nada como começar o novo endereço com o pé direito.


NOTA: 8,7


Link do rapidshare:

http://rapidshare.com/files/156641939/Little_Joy.zip.html

Welcome... AGAIN!

Olá a todos!

Em virtude das problemáticas que eu enfrentei com algumas alterações do portal Terra, nos seus blogs, eu resolvi mudar completamente e recomeçar do Zero.

Agradeço a compreensão de todos.

Long live rock

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