22 de dez de 2008

Little Joy (2008)


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Quando foi anunciado a junção de Rodrigo Amarante (Los Hermanos) e Fábrizio Moretti (The Strokes), achei que o trabalho seria no mínimo interessante. Isso sem contar que o nome do projeto “Littlejoy”, já dava a pista de que seria um trabalho cantado em inglês. Eu me perguntava “Será um Los Strokes ou algo completamente diferente?”, na verdade eles conseguiram fazer algo novo, a partir da mais perfeita fusão das fórmulas usadas por Amarente nos Hermanos, com o estilão Strokes.

O álbum abre com “The Next Time around”, num climão bem 60 e bem Hawaii, já mostra de cara para que o Littlejoy veio e a sua proposta, Amarante se mostra bastante a vontade ao cantar em inglês, tal facilidade na troca de idiomas na música eu vi quando Sting cantou “frágil” sem sotaque algum. Os Backing vocals de Binki Shapiro (outra integrante) dão um toque muito legal na atmosfera proposta.

O trabalho de produção do disco conta com aquele efeito de envelhecimento do som (mesmo utilizado pelos Strokes), o que conferiu o ar “strokeano” no som. O ar “los hermaniano” é conferido pela emotividade e entrega de Amarante em seus vocais.

O disco segue com a bela “Brand new start”,é a essência do rock de 60, cairia perfeitamente em um disco do The Kinks ou The Troggs. “Unattainable” é canta por Shapiro (namorada do Moretti), essa canção faz o estilo da namorada de Camelo, Mallu Magalhães (o nomezinho anticomercial esse hein).
“Keep me in mind” é a mais Strokeana do álbum, remetendo a “Room on fire”, uma particularidade dessa canção é o “Bum bum” que a batera faz na introdução, que por uma fração de segundos me fez achar que era “Glass onion” do álbum branco dos Beatles. O disco encerra com a única canção em português, a belíssima “evaporar”, que poderia estar perfeitamente em Los Hermanos 4.

Sei que Amarante e Camelo são caras completamente diferentes, e de estilos notadamente diferentes, mas em matéria de estréia “Pós-Los Hermanos”, o primeiro se saiu muito melhor, com canções belas, bem arranjadas e um disco excelente do início ao fim, ao contrário do sonolento “sou/nós” de Camelo.

Little Joy não é uma banda para se apreciar pouco, e sim, muito... rsrsrs.

Eis o clipe que tem na net (adorei essa opção!)

Obs.: Sei que este post é repetido, mas nada como começar o novo endereço com o pé direito.


NOTA: 8,7


Link do rapidshare:

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