27 de dez de 2009

The Flaming Lips/Stardeath & white dwarfs: The dark side of the moon (2009)


The Flaming Lips é uma banda que eu sempre quis ouvir, mas é muito difícil de se achar (é melhor usar "difícil" para não ter que usar palavras feias como "foda"), para minha sorte, com o advento do mp3 e da net isso já pode ser sanado. Recentemente eles anunciaram que iriam fazer uma releitura do clássico "dark side of the moon" do Pink Floyd. O estilo garage-psicodélico-pop dos Lips me deixou curioso em ver o resultado do trabalho. Eu sinceramente, nunca fui muito chegado a cover

O disco conta com a participação da banda do sobrinho de Wayne Coney, a Stardeath and the white dwarfs, também com Henry Rollins (Black Flag) e uma tal de Peaches (que não é a princesa cogumelo do Mario Bros ou a Pitty caso alguém confunda pela pronuncia).

O disco tem um começo realmente arrasador, "Speak to me/breath" altamente distorcida e pesada, mostrando que o rock espacial também pode ter seus ruídos nada polidos, "Time" também segue o mesmo estilo.

"Us and them" e "the great gig in the sky" são as que aparentemente foram as mais "preservadas" em relação às originais de Waters e cia. Eu não gostei muito do enfraquecimento que foi dado ao refrão de "Us and them", perdou toda a carga emocional. Também não gostei muito da versão para "Money", mesmo assim é uma canção audível.

Gostei muito das versões para "Brain damage" e "Eclipse", atmosfera bem legal para se dizer que "os lunáticos estão no hall".

Com relação a capa, poderia ser feito algo bem melhor e mais sugestivo, pelo menos o "Charque side of the moon" do La Pupuña (daqui de Belém), apesar da imagem de mal gosto, foi ousada e criativa, entretanto o disco é uma BOSTA (isso mesmo fãs de La Pupuña, a banda de vocês é uma merda). Terei a pachorra de ouvir por completo o "Charque side" para postá-lo aqui, acredito que meus fiéis visitantes nunca tiveram o desgosto de ouvir.

No final das contas, é um bom disco, não é um clássico... afinal, foi feito em cima de um, mas antes um disco de covers em cima de um Pink Floyd do que um "No line on the horizons" para fechar 2009.

Happy new year!

NOTA: 8,2

14 de dez de 2009

Melhores de 2009

Olá prezados!

Não sou de fazer listinhas de top sei lá o que e etc e tals, por isso não irei rankear os discos que na minha opinião foram os melhores de 2009.
Eu sei que marquei touca em não postar alguns aqui (isso vocês perceberão ao verem a lista)... acabei esquecendo, mas fazer o que ?
Eis os discos:


Power trio formado por Grohl, John Paul Jones e J. Homme, mostrou que o rock não está morto e que som pra macho ainda cabe em um simples cd!!! Acabei me entregando ao chamá-lo de "disco do ano", os caras merecem.


a Esse discaço foi muito elogiado por mim, esse sueco que sabe compor belas canções fez um dos melhores discos do ano. Belas canções , bela voz, belas melodias... discaço.
asdads




Taí um disco que aos 47 do segundo tempo me cativou, não tirou 10, mas é um dos melhores de 2009 com certeza. O estilo dançante e seu vocal poderoso são únicos. Vale a pena

The Dead Weathers: Horebound.

Eis um disco que eu não postei aqui... sorry! A banda que Jack White resolveu mostrar para sua maninha como se toca batera , som com peso e efeitos sujos na medida certa.

Ida Maria: fortress round my heart

Ida Maria também acabou passando batida aqui no nosso blog, mas mesmo assim não escapou dos melhores do ano. Um vocal próximo ao Bjork e as batidas no estilo Pretenders, só que um pouco mais nervoso. Muito bom mesmo.


Banda formada pelos irmãos negros que engavetaram o projeto por causa de imposição da gravadora que não aceitava o nome "Death". Apesar desse disco se de 74, ele só veio a tona para o grande público esse ano. Foi como ouvir grandes bandas como Stooges e New York Dolls pela primeira vez. Um achado!!!


See ya

10 de dez de 2009

Yo la tengo: Ride the tiger (1986)


O que raios eu fazia em 1986 ? Brincava de futebol de botão, e via transformers na tv, certamente era uma das coisas, mesmo assim, até mesmo que conhecia muito rock nessa época dificilmente sabia da existência de uma banda chamada "Yo la tengo" (puta que pariu, mas que nomezinho hein). Em 96, o selo Matador resolveu trazer para o Brasil muita coisa boa a quilo, e o Yo La tengo foi uma delas.

Kaplan e cia, são fãs DECLARADOS (sim! com letras maiúsculas) do Velvet Underground, aquele estilo manso e quase falado de Lou Reed, e os riffs de guitarra super simples. "The evil that men do" é uma quebradeira de guitarras, altamente descompasadas no mesmo estilo Cale.

Deixo a indicação das belíssimas "The pain of pain" e "Alrock's bell".

O Disco também conta com a cover "A house is not a Motel" do Love, tão boa quanto a original.

É isso aí, dessa vez serem menos "eloquente"...

até

NOTA: 10

3 de dez de 2009

Florence and The Machine - Lungs (2009)



Em minhas andanças pela net, quando quero me aborrecer, dou um pulo no blog do "Jeca" Camargo para ler algumas bobagens que ele escreve (e são muitas my friend). Logo no começo do ano, ele citou as promessas da música para 2009 de acordo com uma revista britânica. Nessas promessas estavam "Florence and The Machine", curiosamente, foi o nome que eu memorizei (era o mais "cool"). Até que encontrei um link para o disco e resolvi conferir. Florence Welch é mais um exemplo da onda de excelentes vocais femininos da atualidade como Amy Winehouse, Zee Avi, Lilly Allen e Adele, só que com um estilo meio pop-hippie-ópera-dançante (putz! Quanta porra).

A canção inicial "Dog days are over" abre o álbum com tudo, alto astral e um refrão muito bom, a canção cresce de forma incrível. Como a própria Florence diz "Quero que minhas canções façam com que a pessoa se sinta em queda livre". "Rabbit Heart" já tem sintetizadores no estilo The Killers, mas algo que me agradou muito é o fato de a própria Florence fazer os backing vocals, montando um coro bem afinadinho.

"Kiss with a fist" é a que tem as levadas mais "sujas", com guitarras pesadas (não barulhentas) e com uma bateria que bate no melhor estilo rock n roll clássico.


A bela Florence, uma máquina de canto

Analisar discos no final de ano pode ser perigoso na escolha dos melhores do ano, pois a empolgação da audição recente pode influenciar, mas não vou hesitar em colocar "Lungs" no pacote.

cheers

Nota: 8,5

29 de nov de 2009

O Clone - Titãs x King Crimson


Dessa vez resolvi postar capas de discos que sou louco e tem capas muito parecidas, a capa de "Cabeça Dinossauro" é uma ilustração feita por Da Vinci, se eu não me engano se chama "Homem urrando" ou coisa parecida. Enquanto que a do King Crimson é a face do "Schizoid Man", não sei quem é o ilustrador dessa capa (no encarte deve ter o nome do cara), a capa é realmente uma obra de arte.




See ya

20 de nov de 2009

Muse: The Resistence (2009)




O Muse é uma banda que sempre que alguém se refere, e quem ouve falar desconhece, vem logo em seguida a associação “é um genérico do Radiohead”. Também pudera, os vocais de Matthew Bellamy são muito parecidos com do nosso amigo Thm Yorke. Então você me perguntaria, onde raios eles seriam diferentes dos bizarros de Yorke & CIA ? O Muse é notadamente mais “rock” , ou seja, gostam de usar mais guitarras que o Radiohead (isso quando nos referimos à Kid A e às inúmeras faixas com o estilo Radiohead de ser), não que isso desmereça o Radiohead, é apenas para mostrar que existe diferenças.

Um amigo meu me falou do lançamento do álbum “The Resistence”, que prometia ser um dos melhores discos do ano. Sinceramente, é um bom disco, muito bem arranjado e com um trabalho de produção grandioso, chega até ser surpreendente para um banda que não tem uma projeção tão grande assim (querendo ou não, eles ainda tem que fazer muito para chegar no status de um Radiohead). Fiquei sabendo que a banda prometeu para esse disco, a canção mais complexa da história ! COWABANGA!!!

Historicamente, toda vez que uma banda promete demais, acaba convencendo de menos, temos aí exemplos como o U2 que prometeu revolucionar o rock (na verdade causou foi revolta em mim como fã!) e o The Killers ( que vira e mexe dizem que são a maior banda do mundo). A tal canção se chama “Exogenesis: symphony” , a qual é dividida em três partes , totalizando um pouco mais de 13 minutos. Eu ouvi a canção (a propósito é uma bela composição), os arranjos são realmente de primeira linha, formando uma ópera rock, agora esse papo de “canção mais complexa do mundo”, só se for complexa para Bellamy e sua turma! Gente como Yes , Van der Graaf Generator , King Crimson e etc., faziam coisas muito mais malucas que “Exogenesis: symphony”, e com os seguintes detalhes: faziam canções mais longas e conseguiam executá-las ao vivo! Quem já ouviu Rick Wakeman ou Jean Michael Jarre , sabe que esses caras são verdadeiras orquestras ambulantes.


É inegável que eles são um Power trio agora

Voltando ao disco, “Uprising” inicia o disco com sintetizadores, uma batida bem forte e uma guitarra distorcida que faz sua figuração na hora certa, muito legal. A “resistence” já faz o estilo The Killers(espero que esse estilo passe logo para não cair no senso comum) com um refrão bem forte e que cresce soberbamente de forma dançante. Gostei de “United States of Eurásia”, só achei que o uso de orquestras ficou inflacionado, dando uma cara de Queen à música (coisa que sinceramente... deixa pra lá).

Esse disco tem uma canção chamada “Guiding light” (mesmo nome de uma canção do Television), que possui umas guitarras meio U2 meio Coldplay, só que com efeitos mais pesados do que os citados.

Eu não gostei de “Mk Ultra” e a canção “I belong to you” até começa legal, mas se perde na tentativa de ser progressiva demais.

No final das contas, como disse no começo, é um bom disco.

NOTA: 7,2

12 de nov de 2009

Them Crooked Vultures (2009)


Pode parecer que estou repetindo post, mas não é isso, o disco em destaque no post é de fato o novo álbum do Them Crooked Vultures (ou "Os abutres corrompidos"), composto por John Paul Jones, Dave Grohl e Josh Homme (se você não sabe que é pelo menos um desses, não mereceu o sopro da vida !). Há quem diga que Mark Lanegan participa do disco, sei não... só vendo os créditos. Então, o disco que eu havia comentado uns meses atrás era na verdade um "Bootleg" (uma gravação amadora de um show ao vivo da banda). O disco tava previsto para 17 de novembro, mas acabou caindo na rede bem antes disso, quando eu consegui o link (que foi hoje de manhã) tratei de verificar logo e pude conferir o que a superbanda fez.

Agora pude conferir com a qualidade máxima as canções e posso dizer com segurança "O rock ainda pode nos presentear ainda!". É visível que o estilo que predomina é o do QOTSA.
E tem algum problema nisso!? Lógico que não! QOTSA é da pesada! A presença de Jones trouxe arranjos únicos que dão todo um estilo hard rock com viradas no estilo do progressivo (só que bem menos lisérgico).

"Elephants" é uma porrada, com riffs bem cortantes e com o devido peso, o seu longo refrão é único e me faz lembrar algo como o Jethro Tull fez com aqualung, ao intercalar a parte pesada com a parte lírica.

"Gunman" já tem uma levada levemente "disco" e guitarras com "Wah wah", que nos guiam a um refrão muito louco cheio de reverberação, ótimo para se ouvir no último volume e mandar os vizinhos chatos para os quintos.

"Scumbag blues" é a minha favorita (talvez essa minha escolha foi afetada pelo teaser da banda uns meses atrás), essa canção tem toda a atmosfera psicodélica no estilo do Cream! Dá até pra enganar alguém dizendo que a música é de 68 ou coisa assim. O refrão fica na cabeça e a riff atua de forma invisível estimulando o seu pé e sua cabeça a acompanharem toda a levada de forma rítmica. O solo dessa música já está entre os maiores que já ouvi, e posso dizer com orgulho que foi lançado na minha geração. Dá até pra perceber os backing vocals de Dave Grohl no refrão. Outra coisa é o efeito de vortex insano que rola no meio da música, com uma guinada nas guitarras, dando um tom bem caótico a música, até que retorna à batida original (que parece uma verdadeira marcha do rock!).

"Caligulove" é outra que destaco, também no melhor estilo QOTSA , e para sair quebrando tudo destaco "Dead end Friends" (guitarras tocadas sem pena).

O disco tem 13 músicas (pelo menos a versão que eu tenho, nunca se sabe né...) e eu simplesmente gostei de todas. Eu só comentei algumas por consideração àqueles que não estão sabendo do lançamento e querem ter uma idéia, pois bem meninos e meninas, eu recomendo... podem ouvir e pirar!

Eu não queria me deixar levar pelo entusiasmo de ver tanto cara safo numa banda só, também pudera, historicamente temos exemplos de supertimes que foram fiascos (Ex.: GTR, Asia (não tão fiasco assim), Velvet revolver,Real Madrid de 2002 e etc). Agora, após ouvir o disco do TCV, posso finalmente dizer sem medo que temos o disco de rock do ano, rock de qualidade, peso e pra cabra macho (isso mesmo Emos, mordam-se de raiva) !!!

See ya

NOTA: 10

8 de nov de 2009

David Bowie: Pinups (1973)



David Bowie apesar de ser um artista conceitual, não tinha o reconhecimento de público até o lançamento do single "Fame" de 75, não que ser famoso seja determinante para a qualidade do artista, mas é importante saber desse detalhe para nos situarmos em 1973. Até "Pinups", o camaleão já tinha "The Man who sold the world", "Ziggy Stardust" e "Alladinsane", álbuns excelentes, só que mesmo assim ainda eram poucos que sabiam o que era bom. Motivado pela mesma idéia de Bryan Ferry, Bowie regravou os grandes clássicos (naquela época não eram tão clássicos assim, pois eram de alguns anos atrás...) que fizeram a cabeça do nosso amigo.

O disco abre de cara com guitarras levemente distorcidas e bem dinâmicas para o clássico do Rhythm & blues "Rosalyn" de Bo Diddley, é o que eu digo de canção em "alta voltagem". A canção seguinte é "Here comes the night" (que eu não sei de quem é sorry), a qual não deixa a peteca cair, com seu refrão cheio de metais e o vozeirão de Bowie reverberando para tudo que é lado!!! Puro Glam rock cacete!!!

"I wish you would" e "Shapes of things" são canções que eu ouvi em disco dos Yardbirds, até onde eu sei a primeira é uma canção que os próprios yardbirds tocavam como cover, enquanto que a segunda era de autoria deles mesmo. "I wish you would" tem vocação para ser entupida de guitarras e batera no mais alto volume, e a banda o faz bem... mas os vocais de Bowie, são sublimes, é algo que eu chamo de vocal "plástico". Enquanto que "Shapes of things" já tem incrementos artísticos mais "Bowieanos", tais como sintetizadores e um refrão surge do nada como se estivesse se recuperado de um súbito derretimento (caraca, se alguém souber definir isso de forma mais adequada, porfavor digam!), agora algo que me faz pirar nessa música é o solo de Mike Ronsom cortando tudo !!! Oh You crazy Things!

Agora vou tocar num assunto delicado... Bowie canta "See Emily play"!!! Aposto que muitos não sabem que raios de música é essa! Afinal, o povo pensa que Pink Floyd se resume somente ao , Dark side of the moon, Wish you were here ou , na grande maioria, ao bom (jamais excelente, odeio a canção "another brick in the wall") The Wall. Voltando ao Pinups... em "See Emily Play" Bowie não só vestiu uma capa "Barrettiana" como elevou ao cubo as idéias do gênio que abandonou a nave Pink Floyd de forma precoce, com arranjos completamente desenfreados e alucinantes.

Bowie também gostava muito de the Who, tanto que incluiu "I cant explain" e "Anyway, anyhow , anywhere". A primeira já tem um clima meio lisérgico e é acompanhada de um vocal lento, nada agressivo e bem light.... mas plástico, ao melhor estilo dele. Já a segunda, Bowie quis ser o mais próximo possível da canção original, pena que ele não contava com um Keith Moon na bateria, mas tudo bem, o cara respondeu bem, algo que ressalto também é o caos sonoro que rola no meio da música, como eu adoro aquela quebradeira.

Pelo visto ele gostava de uma quebradeira na sua vitrolinha, somos presenteados com "Where Have the good times gone" do Kinks, só isso. NEXT---->

"Sorrow" é a mais legal de todas (não desmerecendo nada), mas é bela e hipnotizante. Aquela intro com violino e a guitarra trêmula é de arrepiar, isso sem falar no vocal de Bowie que está perfeito! Essa canção é uma verdadeira conspiração, tudo nela ficou perfeito! Essa canção tinha até versão em português por uma banda da jovem guarda, é engraçado quando eu ouço a versão de Bowie e a minha mãe aparece cantado uma versão em português muito diferente.

Era para esse disco contar com uma cover de "White Light white heat" do Velvet Underground (a qual sempre foi tocada por Bowie em seus shows), ela chegou a ser gravada, mas por algum motivo doido não ficou, deixa pra lá, o disco é perfeito de qualquer forma.

Bowie RULES!

NOTA: 10






3 de nov de 2009

Bryan Ferry: These foolish things (1973)


A estréia do genial líder do Roxy Music como cantor solo foi abençoada por um discaço de covers. Vocês podem muito bem alegar "Porra Blimbou, é só pegar grandes sucessos dos outros e pronto!", como se a coisa fosse fácil. Mas não, aí que mora o perigo... o artista fica sob a sombra da obra original e tem que dar seus pulos criativos para poder dar uma nova roupagem para as canções.

Isso Ferry conseguiu com louvor! O seu vocal ágil e seu timbre dão um tom tão pop e legal, que as canções acabam parecendo suas!!! Tal coisa só vi com David Bowie. Falando no camaleão, ele também tem um disco chamado "Pinups", que curiosamente, foi lançado no mesmo dia (the same fucking day!!!) de "These foolish things". Fico imaginando um fã de glam rock chegando na loja no dia do lançamento, tendo em seu bolso dinheiro só para um disco e ter que escolher entre o camaleão e Ferry (que sacanagem isso!).

Conversas furadas de lado... o disco conta com 10 pérolas, sim... 10! Adoro esse número, fica mais fácil para dar uma nota no final. O disco abre com "A hard rains gonna fall" de Bob Dylan com um estilão bem legal e bem alegre, ou seja, bem rock n roll no melhor estilo vocal "Virginia Plain".

"Don't ever change" e "You won't see me" mostram todo o apreço de Bryan Ferry com o som de 60, a diferença está nos arranjos bem mais limpos e altos que os equipamentos de 70 promovem.

Uma das versões mais legais desse disco é "Don't worry baby" dos Beach Boys, que apesar de ser uma cover de uma canção de 60 lançada em meados de 70 poderia muito bem tocar em um baile da década de 80! Basta conferir a atmosfera meio Jesus & Mary Chain, Ferry tinha mesmo visão.

Eu gostei muito do baixo de "Sympathy for the devil", o cara que toca é bom! Gostei também do uso dos instrumentos de sopro no refrão, além de crescer a canção foi usado na hora certa. É raro ver o bom uso de sax ou trompetes ou seja lá o que for na canção certa e na hora certa. Costumo usar "Whatever gets you thru the night" de John Lennon como exemplo bem sucedido. Outra digna de baile é "I love how you love me", com direito a saxofones (na hora certa também).

A versão para o sucesso do Four tops "Loving you is sweeter than ever" é realmente emocionante e bem arranjada. Não lembro onde ouvi a versão original, certamente deve ter sido em algum filme... mas tudo bem, sempre é bom revistar esse tipo de informação.

Ao contrário de muitos cantores, Ferry não fazia o tipo "rock urbano" ou "folk", e sim, um estilo cosmopolita do pop, realizando um "mosaico do mainstream" sem ser refém da necessidade comercial (eita porra que loucura!). Acho que no final das contas, ele queria ser um pouco de cada... uma espécie de Elvis multi-uso (basta conferir o visual na capa). "These foolish things" (apesar do nome, não se trata de coisas idiotas), é uma verdadeira apologia ao pop, rock e seus heróis.

God save Ferry!

NOTA: 10

Atenção! Próximo Post ... David Bowie!!!

P.S.: Outro dia o meu amigo Xandre disse que Ferry está igual ao Getúlinho na capa... até que lembra mesmo!


26 de out de 2009

Mamãe eu quero um baixo elétrico



Desde de que o rock é rock, o mito do guitarrista sempre foi motivo de admiração, desejo e até mesmo um meio de se ofuscar os demais músicos. O guitarrista sempre rouba a cena com seus solos, no qual acaba trazendo os holofotes para si.

Caras como Hendrix, Clapton e Jeff Beck que o digam, pois já ficavam com os holofotes para si sem mesmo dar início aos acordes. Mas, e o pobre do contra-baixista ?
Tá lá num canto, com um instrumento que nem todo mundo se liga no som. É um "dum dum" o tempo todo.

Eu só vim começar a prestar atenção na música como algo composto de vários fragmentos que se complementavam quando comecei a ouvir os Beatles. Paul McCartney, a partir de 67 (para ser mais preciso, no sgt.pepper's), nos apresentou o baixo solado. Diferente dos solos usuais que seguiam sempre a mesma escala. A impressão que dá, é que McCartney simplesmente concebia os solos. Na minha opinião, a canção em que ele expressa a sua complexidade máxima é "Hey Bulldog".

Outro baixista que gosto muito é Geddy Lee do Rush, basta ouvir o sonzão que o baixo dele faz em "Subdivisions". A propósito, o rock progressivo foi o que nos presenteou com os maiores baixistas que temos notícia.

Na minha opinião, o baixo é o som mais importante de todos os que compoem uma canção. É o baixo que dá o tom que virá, em muitos casos a bateria segue o compasso que o baixo dá e por aí vai. Não é a toa que temos o "drum bass" que dispensa guitarras e até mesmo exemplo de gente que dispensa guitarras, mas não abre mão de um baixo, como por exemplo Keane.

Então, parafraseando Gessinger... "Mamãe, me dá um baixo elétrico".

PS.: O baixo em destaque é da marca Rickenbacker, o qual foi predominante nas bandas de progressivo e foi introduzido por Paul McCartney (aliás, os Beatles introduziram Rickenbacker no mundo).

see ya


13 de out de 2009

O fim do Oasis


Para meu espanto (isso mesmo), soube que Noel Gallagher resolveu dizer um sonoro "Fuck off!" para seu irmão Lian, segundo as declarações do mesmo que alegou não aguentar mais o irmão e que só vivia brigando com ele.

Ahh! Noel! Vai tomar banho seu bosta! Desde que o Oasis existe, os dois brigaram, sempre brigaram. To até achando que essa separação é devido à falta de motivos pra brigar, ou quem sabe é uma grande jogada de marketing para alavancar as promissoras carreiras solos (afinal, Lian tem feito canções muito legais nos últimos discos, como exemplo "Songbird").

Fato parecido (só que relâmpago), aconteceu no auge do disco "What's the story morning glory", em que os dois maletas resolveram se separar e depois retomar a banda. Se a banda tivesse se separado naquela época não teríamos "Be here now", "Standing on the shoulder of the giants" e "Don't believe the truth". Com ressalvas para o ótimo "Dig out your soul".

Muitos podem dizer que eles não farão falta, na verdade o Oasis só irá causar esse tipo de sentimento pela facilidade com que os próprios tinham para despertar a antipatia das pessoas para com eles. Os irmãos eram pessoas difíceis, que falavam pelos cotovelos e que eram bastante odiados. Isso tem refletido muito nas vendas dos últimos discos, que jamais chegaram aos 20 milhões de cópias do excelente "Be here now". Esse caminho inverso que o Oasis fazia em face à fama prejudicou muito a imagem da banda que pretendia ser tão grande quanto os Beatles.

Isso foi um dos motivos que me fez ser bastante relutante em conhecer o som da banda no ano de 96, nessa época "Wonderwall" tocava até em novela da globo. Fora a eterna apurinhação de que os caras eram cópia dos Beatles.

FODA-SE quem dizia isso !

FODA-SE com letras maiúsculas e a cubo!!!

Os caras copiavam muuuito mais coisas que os Beatles!!! Desde misturar elementos dos Sex Pistols , T-rex, Stones Roses, Stones, Smiths e por aí vai... Da próxima vez que forem falar mal dos Gallagher, ouçam um pouco mais de som seu bando de bosta (Putz falei como um Gallagher agora! Sorry!).

Voltando a historinha, eu só vim sacar mesmo os cara quando vi um show no canal da fox (There and then), que rolou durante a turnê de "Whats the story...". O show era recheados dos hits e com direito a cover de "Im the walrus" (uma porrada) e a bela "Masterplan". Esse vídeo foi determinante para que eu virasse fã das músicas deles.

Querendo ou não, os caras fazem um rock bom e da pesada, com bastantes guitarras cortantes e bem altas, coisa que muita banda tem um medo da porra em fazer (Ex.: Coldplay)! Bater em todas as cordas da guitarra com vontade, tal como Towsehend fazia... e Noel também (tá certo que numa potência menor se comparada ao do monstro do The Who).

Até outro dia eu não conhecia a canção "Whatever", pois era foda ter acesso a singles... mas com o advento do maldito/bendito mp3...

Deixo vcs com essa bela canção, e ficaremos na torcida para o que os Gallaghers continuem tendo lampejos de criatividade, juntou ou separados...




See ya

27 de set de 2009

Queens of The Stone aga - Songs for the deaf (2002)


Password: qotsa

No começo dos anos 00's , a crítica badala os Strokes e o White Stripes, também pudera os caras tavam fazendo um som cru e interessante (apesar de eu gostar muito mais da primeira opção do que da segunda). Até que em 2002, Nick Olivieri e Josh Homme lançaram um discaço (que na minha opinião tem que figurar entre os grandes discos conceituais do rock). A dupla teve a idéia péssima de chamar Dave Ghrol para tocar bateria e Mark Lanegan para os vocais de algumas canções. Você não sabe quem são esses ? Então se muda pra marte! Os caras formaram um verdadeiro Real Madrid do rock, e resgataram todo aquele som da pesada com guitarras bem insanas que há tempos eu não via. Os caras fazem um estilo "Cream" filtrado por um garage rock bem pesado e com a filosofia orquestral insana do King Crimson.

"Songs for the deaf" já começa arrasador, com guitarras e vocais insanos atropelando os meus ouvidos, em uma sinfonia de puro caos e peso. "You think I aint worth..." abre o disco como um verdadeiro prelúdio de uma avalanche som pesado e refrões revoltados.
O disco segue "No one knows" que nasceu clássico!!! Essa canção é o mais perfeito exemplo de riff com vários instrumentos em harmonia, pode conferir, a batera, o baixo e a guitarra se completam perfeitamente formando uma linha sonora bem coerente e que torna a música única.

Destaco também "Go with the flow", que além de um clipe da pesada, a música é igualmente da pesada .

É isso aí, curtam esse discaço! Eu recomendo!

Nota: 10

14 de set de 2009

The Beatles - Abbey Road 2009!!!


Em menos de 24 to colocando esse outro post, porque a coisa é séria .... esses discos remasterizados dos Beatles estão espetaculares!!! Não tem comparação com qualquer outro registro fonográfico. Não era a toa que eu achava que os vinis tinham o som melhor do que aqueles cds de uns tempos atrás.

Assim como no post anterior, esse disco dispensa apresentações, comentários e nota, pois tudo o que eu disser vai parecer mais do mesmo... então que se dane!

eis o link:
http://rs465tl.rapidshare.com/files/279534338/7253269/The_Beatles-Abbey_Road-_Remaster

ate mais



The Beatles - Revolver 2009 !!!




Fiquei sabendo do lançamento da caixa com todos os discos dos Beatles finalmente remasterizados (de fato), pois os cds que até então eram comercializados oficialmente não tinham o trato digital merecido.

A diferença na qualidade é algo realmente impressionante, som mais limpo, alto e rico em detalhes , todos cristalinos. É realmente algo de arrepiar poder ouvir canções como "Tomorrow never knows" , "Love you to" e "Got to get into my life" com essa qualidade de som .

eu poderia ficar o post inteiro fazendo tudo o que eu acho desse disco, dar nota e blá blá blá, mas vou só deixar uma pista para vocês... por que será que o Blimbou testou justamente o "Revolver" primeiramente ?

Futuramente garanto disponibilizar os demais discos dessa caixa espetacular

see ya

A seguir o link para download :
http://s49.hotfile.com/get/e4e7021fe0c8fd5c12e6eef003ec4c5aa83e0f/4aae5282/0/4281d

1 de set de 2009

Them Crooked Vultures - Bootleg (live)

Clique no abutre para baixar
click on the vulture to download

Acabei de baixar um "bootleg" (disco pirata que não tem a mesma conotação da pirataria de hoje em dia) da superbanda "Them Crooked Vultures". O disco disponível foi gravado em um show na Bélgica, entrão, não me venham reclamar da qualidade ruim do som, isso é apenas como aperitivo.

]Não conhece por nome? Pois bem, trata-se da banda formada por Dave Grohl (Foo fighters), Josh Homme (Queens of the Stone age) e John Paulo Jones (ex- led zeppelin).



Josh Homme arrepiando na guitarra



John Paul Jones... muita bala na agulha ainda.



Dave Grohl... destruindo.

As primeiras impressões foram bastante interessantes, pois das poucas canções disponíveis no bootleg, já deu pra ter uma noção que o som é realmente da pesada, fazendo bem mais ao estilo do QOTSA, mas no fundo fiquei com a sensação de estar ouvindo o Cream em pleno anos 00's.
A canção desconhecida "Unknown title" é a prova disso. Dentre as canções, a que me chamou muito minha atenção foi "Elephant" , canção pesada de refrão bem imponente e com um final de arrasar com tudo se quebrando.

Quer baixar o bootleg?
eis o link:
http://rs23tl.rapidshare.com/files/269887105/8161069/VCT090820.rar

27 de ago de 2009

O clone - Radiohead x Interpol x Ryan Adams


A seguir os discos : Amnesiac (2001), Turn on the bright lights (agosto de 2002) e Demolition (setembro de 2002).

Vejam que as capas tem algo em comum...






até mais

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16 de ago de 2009

O gigante adormecido: Death - For the whole world to See (1974-2009)




Meados de 70 foram marcados pelas mudanças na formação dos Stones, no surgimento do Glam Rock e do Punk. Nesse contexto, tínhamos expoentes como MC5, Alice Cooper,The Stooges e The New York Dolls. Em 74, um grupo chamado "Death" (isso mesmo, a "Morte"), formado pelos irmãos David, Bobby e Dannis Hackney surgia com potencial para figurar entre essas grandes bandas citadas anteriormente. O disco conta com 7 canções oriundas de singles da banda, e que ficaram guardadas por um bom tempo.

Um amigo me disse que ouviu uma história que o fato de os três serem negros (algo incomum em bandas de rock) teria sido o fator para que a gravadora os recusasse, mas a verdade (e a que está sendo repassada na internet) é de que o nome desagradou os produtores e empresários da gravadora (columbia digasse de passagem), e isso foi motivo de desacordo. Mas eu me pergunto, porque os caras não procuraram outra gravadora então? Os Pistols foram expulsos de trocentas até pararem na virgin records.

Histórias e polêmicas de lado, o disco (gravado originalmente em 74), foi lançado agora em 2009, o som deles é regado de muitas guitarras, estilo que lembra o N Y Dolls (algo que é conhecido como "proto punk").

O disco abre com "Keep on knocking on the door", que logo de cara é a cara do Foo Fighters, caraca sorte de Grohl esse grupo ter ficado armazenado nos arquivos dos Hackneys, caso contrário o Foo Fighters seriam uma reles cria do Death.

Destaco também "Rock n roll victim", bem ágil e sem frescura, com riffs que faz jus ao título (riffs bem roqueiras mesmo). "You're a prisoner" é marcada pelo seu refrão carregado de uma batida em conjunto com o baixo e a bateria que dão o peso ( e não barulho como falei em um post no blog antigo) a canção. "Where do we go from here" tem um senhor refrão e um baixão que praticamente canta junto com o vocalista. O discaço fecha com "Politicians in my eyes", que é um exemplo prático de fusão do proto punk com soul e funk .


Esse disco foi um achado, em face da falta de coisa nova e sempre aparecendo gente querendo ser alguém do passado, com o Death a coisa muda, eles são esse passado e estão sendo apresentados no presente, tal como aquela brincadeira da cápsula do tempo em que os amigos guardam lembranaças para serem revistas e lidas anos mais tarde. O próprio nome do álbum sugere "For the whole world to see" (Para que o mundo inteiro veja). Pelo que eu soube, foi um colecionador que achou uma coletânea que contava com "Keep on knocking", o cara pirou e resolveu resgatar tudo. O irônico é que os caras são oriundos de um grande centro (Detroit), e foram alvo de desdenha e esquecimento, um absurdo completo.

Que presentão! É uma pena que isso ficou guardado por tanto tempo e perdeu a chance de figurar entre as grande lendas da época no seu devido tempo.

see ya

NOTA : 10

29 de jul de 2009

Os fabulosos Jonas Brothers



Em 2006, surgiu o Power trio "Jonas Brothers"... Nick, Joseph e Kevin Jonas, eles nos remetem à toda àquela verve de psicodelismo e criatividade que existiu nos áureos anos 60. Os garotos são altamente talentosos com suas guitarras distorcidas e refrões de lirismo ímpar, que fariam os Beatles morrerem de inveja. Os caras são Cool, são apadrinhados de walt disney e são fofos! Quer mais!?

Pena que não é primeiro de abril né gente, assim todos os absurdos que eu falei acima estariam coerentes com a data. Na verdade, não se precisa de uma data em especial para se falar de uma banda como essa. A minha idéia para tratar sobre os supracitados, veio quando eu estava numa loja e vi uns cds, e constatei o quanto eles eram ridículos, e comecei a falar para um amigo "Quem diabos são esses cagões?" , ao meu lado tinham 3 adolescentes (com um jeito meio Emo de ser) que ficaram horrorizadas com minhas colocações.

Nessa hora, eu estava vendo a capa do cd "A little bit longer", em que os meninos aparecem olhando para direções completamente distintas, o que dá a clara impressão de que cada um foi fotografado individualmente... como isso é patético! As grandes bandas faziam verdadeiras obras de artes, sem frescura de photoshop, sessão de fotos individuais ou maquiagem ou mão quebrada ou seja lá o que for.


Eu tive a coragem (graças ao poderoso estou são) de pesquisar sobre Nick, Joseph e Kevin, vulgo os Jonas Bronhas ... quero dizer... Brothers! Até ouvi umas canções, e tive algumas conclusões para afirmar porque eles são ridículos:

1. Os caras não sabem o que é SOLO de GUITARRA! Ficam limitados em riffs bobinhas feitas nos bordões da guitarra, e eganam com um pouco de efeito.

2. Os estilo dos caras é aquele "feito para adolescente recém menstruada histérica", com refrões chatos, sem clímax algum e nada colantes.

3. Eles são um breve mosaico de cópias de outras bombas como McFly, High School Musical e Hanson (esse último aqui eu chamo de "bombas" com aspas).

4. Eu até livro a cara do Hanson, pois os caras tem pelo menos um talento na questão instrumental, e não tiveram que beijar a bolsa escrotal dos empresários de Walt Disney para poder fazer sucesso. E sem contar que os caras tocavam "Sushine of your love" do Cream numa turnê.

5. O Jonas Bothers (Putz é Brothers!) são o que a crítica classifica como "Teen affiliated groups", formado por irmãos, mas na verdade... os caras são apadrinhados por produtores da disney, que enxertam com os clipes desses moleques na programação para alienar as pobres garotinhas.

6. As músicas dos caras são todas iguais!

7. As vozes são irritantes!

8. Os caras são semi Emos! what a disgusting thing!

9. O brazão deles é um plágio do logo da Warner Bros! Fucking terrible!

10. Os caras cantaram com a Hannah Montana !Fucking Shit!!! Isso é demérito pra qualquer um! Não é a toa que o Radiohead desprezou a tietagem dessa pirralha !!!

11. Eu fico imaginando daqui uns anos, as vozes dos pobres que já é irritante agora, imaginem no dia que engrossar (isso se a voz deles engrossar de fato um dia como ocorre como todo cabra macho!).

12. Os caras usam um anel que simboliza a castidade deles, Ui! Mal as meninas sabem que o anel de couro deles já foi pro espaço há muito tempo. Isso é uma babaquicee e pura jogada de marketing com valores que esses garotos certamente não tem. Eles pensam que são o que ? Da tropa dos lanternas verdes? Totally fucking ridiculous man!!!

Pois é, a Beatlemania serviu para coisas boas e coisas ruins, o Jonas Bros, é um exemplo dessas coisas ruins ( e bote ruim nisso hein). Acho que seria mais interessante falar do filme de Michael Mann que eu vi hoje ou então passar a receita de um empadão que aprendi, mas infelizmente esse blog é direcionado para o que diz respeito ao rock ou algo parecido, em se tratando dos Jonas Brothers o que eles tocam só pode ser considerado rock no mundo mágico da disneylândia, com direito a fada Sininho liberando aquele pó brilhante maluco que deixa todo mundo doido o suficiente para não se tocar da bosta que está ouvindo.

Eu sou conhecido por ser muito chato quando o assunto é rock (ou que o que acham ser próximo), detesto muita coisa intocável como por exemplo Legião Urbana, Raul Seixas, Joy division e Iron Maiden. A diferença, é que esses citados sabiam tocar ou copiar ou fazer algo que pudesse ser aproveitado por outras gerações de forma positiva, apesar de não gostar, eu reconheço isso nessas bandas. No caso dos Jonas Bronhas Bothers Bros, NADA é aproveitável ou reciclavél!!!

É isso aí gente, com esse tipo de banda ... Rock, não é rock mesmo!

see ya

16 de jul de 2009

The Black Angels - directions to see a ghost (2008)


Taí uma mistura altamente explosiva, uma perfeita mistura de duas bandas que gosto muito em uma só. The Black Angels consegue ser o Verve de "A storm in heaven" com o The Velvet undergroud desenfreado de Reed e Cale.


Pelo próprio nome da banda, já dá pra perceber que os caras são fãs de Velvet Underground, pois, remete a canção "The Black angel death's song", e assim como o Velvet, também tem uma mulher na bateria.

"Mission district" é uma canção que faz mais o estilo The Verve, mas com uma senhora quebradeira com direito a um delírio a lá "Astronomy domine" do Pink Floyd no final da canção.
"18 years" tem uma linha de riff baixo e guitarra casadinhos, que é bem a cara dos sons que se ouve hoje em dia com, e que me lembra muito o Galaxie 500.
"Never/Ever" é um delírio total, que você pensa que os instrumentos foram todos abaixo e de repente voltam acelerando cada vez mais e com muito solo de guitarra acompanhado de uma bateria que não economiza nos pratos.
O disco fecha com "Snake in the grass", é um delírio completo, o único problema é que se trata de uma canção longa demais e acaba sendo cansativa. Não que eu tenha problema com canções longas, mas o nível de delírio dela acaba se alongando demais e cansando o ouvinte.
PS: essa capa é uma loucura
NOTA: 9,5

12 de jul de 2009

Dia mundial do rock

Sei que quem morre de véspera é peru, mesmo assim to postando um dia antes para poder passar o dia inteiro de amanhã meditando.

E para celebrar essa mágica do ritmo mais contestador e contagiante que já existiu, eu deixo para os visitantes desse blog, a canção que na minha opinião é o maior hino do rock (ou pelo menos quando se fala em rock é a que propagou o estilo). Sei que os fãs do Elvis, Beatles, Doors, Led zeppelin, Legião Urbana (acreditem, eles acham isso!) e seja lá mais quem diabos acha que seu grupo foi o maior de todos... a questão aqui é a canção, e não a obra ou as pessoas. E a canção que melhor exprime a cara do rock n roll é...

See ya!!!

1 de jul de 2009

O Clone - Genesis x Retrospective



Olá, inauguro hoje uma brincadeira chamada "O Clone", que consiste em apresentar capas parecidas ou idênticas (roubadas rsrsrs) ou seja lá o que for.

Deixo a capa do discaço "Wind and wuthering" do Genesis e o "Spectrum of green Morning" dos poloneses do Retrospective (eu pesquisei a respeito, e eles são fãs de progressivo... algo óbvio pela capa).



See ya!

25 de jun de 2009

Morre Jackson...


Para minha surpresa (na verdade nem tanto), hoje morreu Michael Jackson. Simplesmente , um dos maiores exemplos de ídolo pop que tenho notícia. O cara tinha tudo que um ídolo pop precisa, talento, um passado fudido, polêmica, pôlemica, pôlemica e polêmica... e grana também.


Foi acusado de pedofilia, na minha opinião, apesar das bizarrices dele, eu sempre achei que ele fosse inocente. E que na verdade, por ser um homem doente, estranho e que resolveu ficar branco, alguns espertos resolveram estorquir uma grana dele.


Fora isso, Jackson deixou grande sucessos em álbuns muito bons , leia-se: Off the Wall, Thriller e Bad. Isso sem contar com os sucessos nos tempos de Jackson Five. Um filme que dá pra assistir numa sessão da tarde, um game para o mega drive da pesada e clipes... nisso, o cara era expert, só chamava diretor conhecido. Até nas suas canções Jackson sempre contou com o melhor, já teve McCartney (tudo bem que McCartney mandou ele se fuder depois), Jeff Beck, Slash... e Eddie Van Halen (que faz as guitarras de "Beat it").


Seja lá pra onde essa figura for... RIP!



21 de jun de 2009

Zee Avi (2009)


http://rapidshare.com/files/238021852/Z_AVI.zip

Eis uma jovem talentosa achada recentemente na Malásia, trata-se de Zee Avi, e eu cheguei a achar que o google fosse criar algum conflito com a extensão “.avi” e o sobrenome dela, mas não, tem bastante coisa. Ao contrário do que aconteceu quando eu busquei por Gustaf Spetz, tem bastante informação a seu respeito.

Vou adiantar de antemão que Zee é uma cantora com uma bela voz, que tal como Amy Winehouse, remete aos grandes nomes de mulheres do Jazz como Billie Holiday por exemplo. A maioria das coisas que eu li a respeito, os caras comparam Zee diretamente com a Amy, comparações a parte, Zee diferencia-se de Winehouse por ter composições bem mais calmas, melodias e instrumentações bem mais leves e com velocidade bem lenta (algo coerente com o estilo da pequena). Isso sem contar que ela não tem a vida particular conturbada da louca, louca, louca (tem que dizer 3x) da Amy.

Na verdade, ela me lembra mais a Norah Jones do que a Amy Winehouse. Outro fato , é que o media player ao buscar as informações automáticas sobre o álbum, classificou ele como “Indie”.Ó raios! Esse termo me persegue!!!

Indico as seguintes canções para uma audição inicial: “Poppy” (perfeita canção de ninar), “Honey bee” (só voz e violão na medida certa), “Just you and me”, “is this the end” (letra muito legal), “I am me once more” e”Monte”. Tem uma canção chamada “Kantoi” que ela canta em dois idiomas, e usa um instrumento maluco, dever ser certamente algo da terra natal da garota.

Pelo que eu soube, esse álbum de estréia só saiu graças a aposta do batera do Rancouters que apresentou Zee ao empresário (esse deve ta vendo possíveis “$” na frente com uma jóia do lado). É a mesma gravadora do White Stripes e do Vampire Weekend.

Taí um disco perfeito para se ouvir num carro, ao final da tarde sem porra nenhuma ao redor.

Recomendo

Nota: 10



13 de jun de 2009

Dia dos namorados

Ontem foi dia dos namorados, e os brasileiro (ao contrário dos Estadunidenses que comemoram em fevereiro), é celebrado em Julho. Essa é uma data para reforçar laços, reativar outros, renovar e etc.. É desculpa para conhecer alguém ou para se desculpar com alguém, mas também acontece tudo ao contrário, casais terminam, pessoas levam fora, tentativas de reconciliação vão pelo ralo, grávidas aparecem e etc..

Acredito que essa data não é celebrada em fevereiro aqui devido o carnaval aquecer todo o comércio, afinal vamos empurrar essa data em um mês que ninguém compra nada... Junho! é isso aí! Após as mães... antes das férias... como uma camisinha! Quero dizer, como uma luva!

Esse post não é uma homenagem aos pombos e pombas apaixonados por aí, e sim, porque resolvi de forma arbitrária indicar um som da pesada muito bacana, já que se fala tanto em coisas românticas nesse período, me senti um tanto que sensibilizado pela atmosfera.

Eis o som... divirtam-se crianças!

7 de jun de 2009

The Beatles... o jogo



Essa semana foi anunciado na maior feira de games do mundo (E3), com direito a presença de Paul MacCartney e Ringo Starr, o trailer com as primeiras imagens do games "The Beatles - Rock Band", os Beatles sempre foram favoráveis à novidades (ao contrário do Led Zeppelin que faz "cu doce" pra tudo).

A franquia Rock Band surgiu fazendo frente ao "guitar hero", com uma proposta diferente, colocando todo mundo pra tocar alguma coisa, e não ficar só duelando nas guitarras de teclinhas coloridas. Eu nunca gostei do estilo de jogo, apesar de achar válida a proposta de se propagar o rock n roll entre nossos jovens, pois, tem tanta merda tocando por aí... acho que esses games deveriam ser comprado pelo nosso governo e distribuído para nossas crianças e jovens, assim teríamos menos pagodeiros, funkeiros e etm espalhados por aí.

O game tá com uma idéia superlegal, de abordar todas as fases da carreira do Fab Four, tal como modificando o visual dos caras e até o figurino original da época.

Tem momentos legais como o show no "Hollywood bowl" e "Budokan", e também o telhado e algumas maluquices psicodélicas como em "I'm the walrus".

O game conta com instrumentos iguais aos originais (como a Rickenbacker e o Höfner "Fucking Nice!"), como pode ser visto abaixo:






Apesar dos gráficos muito abaixo do que estamos acostumados a ver com a nova geração, o estilo "cartoon" ficou bem legal. Resta esperar pelo lançamento em 09.09.09(data sugestiva)... para todas as plataformas (Wii, X box 360 e PS 3).

Cheers!

Assista o trailer aqui:

O dia em que o avião virou passageiros



O U2 após o lançamento de “Zooropa” e sua bem sucedida turnê “Zoo TV” em 1993, passou uns anos no limbo da música sem produzir, apenas realizando trabalhos pontuais como uma canção num “Missão impossível” aqui, um “Batman forever” ali e compondo uma canção para outra pessoa cantar num 007 acolá…

Entretanto, no ano de 1995, o U2 em parceria com Brian Eno (ex Roxy Music e de currículo invejável) resolveu fazer um álbum “conceitual” , com direitos a canções instrumentais e todo o mais. A idéia era compor o álbum com canções feitas para diversos filmes, diferentemente do que é dito em muitos sites, e como foi dito pelos irresponsáveis Léo Madeira e Marina Person no famigerado “Top top”, de que o U2 fez uma trilha para um filme que nunca existiu, na verdade todos os filmes estão lá indicados em cada uma das canções. Por exemplo, “Always forever now” toca na cena de perseguição do filme “Fogo contra fogo”, a canção “Miss Sarajevo” toca num documentário que eu não sei o nome e me lembro também de uma outra canção que toca no mangá japonês “Ghost in the Shell”.

“The passengers…” não é um disco de rock, tal fato foi um tiro no pé de 99,9% dos fãs que compraram o cd na época, fato compensado pelo super hit “Miss Sarajevo”.

Esse disco é indicado para quem gosta de música instrumental como Vangelis, Kitaro, Mike Oddfield, e outras maluquices como Enya e etc..

Não estou abrindo o espaço nesse blog para enaltecer o disco, ou livrar a cara do U2, e sim para falar dessa curiosidade; pois , ainda vejo muita gente creditando “miss Sarajevo” somente ao U2, e esquecem o “reluzente” Brian Eno. Depois desse disco, o Passengers voltou a ser U2, e veio com uma série de “tiros no pé” como a trilha do “Hotel de 1 milhao de dólares” e “All that you can leave behind” (esse último os fãs adoram, sobretudo a nojentissima “Beautiful Day”). É isso aí, na falta do que fazer, o U2 resolveu mudar de nome para não afetar a “marca”.


Nota: 2,0

26 de mai de 2009

Yes - Fragile (1972)




"Fragile" é o quarto álbum do Yes, lançado originalmente em 1971, e que conta com uma bela arte na capa assinada por Roger Dean (que contribuiu também para a capa de "Yessongs").
A minha experiência com este disco veio tardia, somente em 1998, quando eu fui apresentado ao Yes, consequentemente ao rock progressivo, pelos meus amigos Aerton (Mark) e Sandro (Hammil).
Até então eu estava acostumado com os formatos básicos do rock, coisas como pop de 80, britpop e punk, o Yes me mostrou que o rock pode tomar contornos de música clássica, tal como uma verdadeira orquestra sinfônica, com direito a mudanças abruptas e grandes retomadas durantes as canções. As canções soavam como épicos, não pelo tempo de duração, e sim, pela grandiosidade das composições.

Outra coisa que me marcou muito com "Fragile", foi aquela introdução de "Roundabout", em que Steve Howe realiza um "Pizzicato", que é aquele leve toque que os dedos dão na corda da guitarra, e que gera um som cristalino. O Pizzicato é muito utilizado para uma afinação perfeita do violão.

O baixo de Chris Squire, sempre com aquele timbre bem "Dum dum", se sobresaindo e marcando as canções, sobretudo nas canções "long distance runaround" e "Heart of the sunrise".
Rick Wackeman é outro monstro que detona com os seus teclados, e ele por si só já era uma orquestra ambulante "Cans and Brahms". Steve Howe não fica de fora, e demonstra todas as suas habilidades solo na instrumental "Mood for a day" (crianças, não tentem tirar essa música em casa).

Ainda me lembro, que toda as vezes que eu ouvia o meu vinil, eu fazia questão de deixar a capa de frente, e eu pensava com meus botões "aquilo é uma obra de arte".

10 de mai de 2009

Watchmen - OST (2009)

http://rapidshare.com/files/204837632/VA-The_Watchmen__OST_-2009-MTD.rar

Eis uma trilha da pesada, para um filme igualmente da pesada. O filme homônimo baseado no clássico do feiticeiro dos gibis, o sr. Alan Moore, foi finalmente lançado depois de inúmeras incógnitas e blá blá blá... até o Zach Snyder vir, tomar as rédeas, e conseguir fazer um filme excelente, e com a ousadia de fazer um final muuuito melhor do que o proposto por Moore no gibi (tudo bem que a idéia prevaleceu).

História mais rock n roll que a de "watchmen" impossível, basta pensarmos. Um louco que sente a fornicação da cidade e outro que anda mostrando a piroca azual por aí, isso sem contar o restante. Mas o que interessa aqui é o rock n roll, e isso a trilha de "Watchmen" tem de sobra.

Logo nos créditos iniciais rola um som da pesada de Bob Dylan "Times they are A changing", inclusive despertou a minha curiosidade quando um amigo disse que tinha um som que era a minha cara, esse ABC realmente acertou que eu ia curtir esse som.

A trilha conta também com um clássico folk de Simon e Garfunkel "Sound of silence", a qual toca em um momento bem oportuno no filme. Temos também Janis Joplin com sua "Me and bobby mgee", Leonard Cohen "Hallelujah" e Jimi Hendrix "All along the watchtower".

Essa trilha tem uma participação que me chamou bastante a atenção, que foi Philip Glass (instrumental tema de Dr. Manhatan), ainda hoje , outro amigo me mostrou que essa canção é monstruosa e que o filme só englobla dois trechos da canção. É algo hipnotizante! (Se vc não curte coisas como Mike Odfield, jean Micheal jarre ou Vangelis, ignore a faixa).

Outro destaque é a versão do Smashing Pumpkins para uma canção que eles fizeram para o ridículo "batman e robin" de Joel Schumacher, aqui temos uma versão mais sóbria e bem sombria, que só rolou no trailer do filme.

Eu sinceramente não curti de Nina Simone e do My Chemical Romance, mesmo assim a trilha tá valendo !

Trilha feita na medida certa para toda a atmosfera do filme.

NOTA: 8,9





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