31 de jan de 2009

Que diabos é a censura afinal ?

Durante a história do rock, muitos artistas já se depararam com uma coisa chamada “censura”. A censura apareceu quando algo está extrapolando os limites do que muitos chamam de bom senso (ao ser contrário a ordem vigente ou fazer algo a contra gosto da maioria). Eu já sabia que muitas capas de discos foram censuradas em virtude de sua “idéia artística” ser arrojada demais para o grande público.

O meu interesse por esse assunto será explicado ao final do post, a priori iremos listar alguns discos com suas capas originais (censuradas) e suas respectivas capas alternativas.

Para quem não sabe, os Beatles foram alvo da censura, com a sua sanguinária capa de “Yesterday and today”, disco que até hoje é vendido a peso de ouro.

Rapazes carniceiros!

John Lennon e Yoko Ono, com o seu esquisitíssimo “Unfinishing music 1”, chocaram a opinião pública com a nudez do casal na capa. A solução, foi “embrulhar” os salientes.

Uma tesoura para o casal por favor!

O Blind Faith (banda de Eric Clapton, Steve Winwood e Ginger Baker), tiveram que mudar de capa, tudo devido ao topless da adolescente da capa (isso sem contar com o avião em forma de falo que a jovem segura). Segundo umas lendas, essa jovem era uma filha bastarda de Baker, outra lenda reza que a jovem era uma escrava sexual do grupo. Na verdade, ela queria era uns trocados como modelo, e só.

Jimi Hendrix já foi mais adiante, encheu de mulher nua a sua capa de “Electric Ladyland”.

O U2 teve a capa de “Boy” considerada material “impróprio” e que remetia a “PEDOFILIA”!!!

O Poison teve dois de seus álbuns censurados, o primeiro em virtude da tatuagem recém feita, com direito a sangue (de verdade) e todo o mais, e o segundo a capa com a linguaruda (não sei o que há de indecente ou sugestivo nessa!).

O The beautiful south pegou pesado ao colocar um homem e uma mulher preparados para o suicídio. Os insanos foram trocados por bichinhos de pelúcia.

Em matéria de censura, ninguém ganha os Scorpions, até onde eu pesquisei os caras tiveram 6 capas censuradas! Acompanhe abaixo cada uma delas.


Essa tá na cara né...

A capa original mostrava um pouco do decote da moça...


Os Rolling Stones tiveram as capas do seu Beggar’s Banquet (aquele banheiro sujo da capa original era de muito mal gosto para os gentlemen da Inglaterra) e Sticky Fingers (a capa de Warhol não era sugestiva, ela dizia tudo!). A segunda na verdade, é que as caixas com relação ao zíper, pois o zíper danificava o vinil, e a capa alternativa saiu somente na Espanha.

O Guns n roses ao expor um estupro brutal realizado por um robô na capa de “Appetite for destruction”, foi o suficiente para gerar uma capa nova.

White Zombie teve que vestir a sua modelo no disco abaixo.


Roxy Music teve suas belas mulheres da capa desfocadas e etc...


O Aerosmith para não ter problemas com religiosos Hindus, optou por modificar “Nine lives”.

Janne’s Addiction... basta olhar.

O Slayer finaliza a lista com 2 de seus álbuns com capa alterada em virtude do seu teor artístico...

O que me motivou a fazer esse post ? Foi o seguinte, eu estava nas minhas andanças pela net quando me deparei com essa famigerada capa.

Trata-se de um disco de carnaval infantil assinado por ninguém menos que Xuxa Discos. Na época, eu era criança, e nem me liguei nas maldades. Mas olhem um pouco mais... uma menina que Mal consegue engatinhar com uma calcinha FIO DENTAL! E pior, em uma posição altamente sugestiva (se é que vocês me entendem). E logo atrás, o garotinho negro, com uma folha de adão em cima da Piroca. Seja lá quem for o autor dessa capa, a pessoa pode até não ter tido maldade em sua concepção, mas sugere um monte de absurdos!

Isso é Brazil, esse tipo de coisa não foi censurada, e por que será? Será que os Beatles e Cia estavam nos países errados? Será que por que lá não tem tantos reis e rainhas como aqui ? Ou é por que a putaria é tão banal em nosso país, que é melhor deixa as coisas como estão...

That’s life...

25 de jan de 2009

O maior show de todos os tempos...


40 anos atrás (exatamente no dia 30 de janeiro de 1969), a maior banda que já existiu na história do rock n roll, fez o seu último e mais memorável show. O Show do “telhado” (Rooftop) foi uma idéia concebida há apenas 4 dias antes da sua realização. A idéia de se fazer um show surpresa, ao ar livre foi algo realmente original , e copiado até hoje por muita gente (leia-se U2 , REM e etc.).


Parte 1 do show




O show surpresa foi realizado numa manhã gelada de Londres, bem no horário do almoço. É muito legal ver a aglomeração gradual dos curiosos na rua e nos telhados. Imaginem você estar saindo do trabalho, e de repente, tem o fab four tocando de graça. E mais, ser a última apresentação dos caras! É como ganhar na sena.


Parte 2 do show




O show na verdade foi a cereja do bolo, qual finalizava o documentário “Let it be”, o qual até onde eu sei é inédito em Terra Brasilis... a propósito, foi graças ao youtube que eu vim finalmente ver esse show na íntegra da pesada. Os Beatles contavam com a presença do tecladista Billy Preston, que segundo depoimentos dos próprios Beatles, a presença dele foi um fator atenuante para minimizar o ambiente pesado, mas vamos nos ater as boas lembranças, tais como “Don’t let me down”, é o verdadeiro hino que dá a cara para todo esse show e sua atmosfera única, quando ouço falar em “rooftop”, me vem logo a cabeça Lennon cantando ela.

O show terminou com um pedido elegante da polícia britânica com relação as “queixas” sobre o som alto, será que alguém realmente ligou para dar queixa? Fica em nossas lembranças, a bela imagem do quarteto, todos cabeludos e malucões, com suas roupas excêntricas e as canções.


Até o local foi usado pelo Oasis em 94 no clipe de “Supersonic”, Os simpsons também fizeram uma paródia a este show, em um episódio que George Harisson faz uma ponta, o show rola no telhado do bar do Moe.


Infelizmente vou ficar devendo a parte, porque o vídeo do youtube tá com um probleminha com o html daqui, e acaba desconfigurando todo o blog...



Click aqui para efetuar o download do show em mp3/

click here to download the show in mp3 format



Senha /password : www.manuelbeatlogs.blogspot.com

Beatles... 4 ever


16 de jan de 2009

Skank - Estandarte (2008)

Clique na Imagem para baixar o CD
Click on the picture do download the Cd

This post was originally written on my old blog (blognroll.blog.terra.com.br), but now, i've decided to change some parts, to make a new text (shorter) and in English !
Why in English? Because I want people from different countries could listen to Skank (one of the most nice bands of last years in Brazil).

The Skank's new album "Estandarte", is one of the interesting brazilian pop rock cds released last year . The band changed their music style since 2000 with the release of "Comostron", playng like the britpop bands, but singing in portuguese. I never listen to a brazilian band, that sounds like "originally UK rock", usually brazilian bands try to play most similar to foreign bands as they can.

On "Estandarte", Skank starts a different line of playing guitar, sounding like Talking Heads' (this style can be perceived in some songs). The nice cover art was made by Rafael Silvera.

NOTA: 8

I also indicate the albums : "Cosmotron" and "Carrossel".

13 de jan de 2009

The Verve - Urban Hymns (1997)

Cique na capa para baixar logo esse DISCAÇO JÁ!!!

O ano de 1997 foi muito especial para mim, vivi a emoção de acompanhar o lançamento de discaços como "Ok Computer" e "Be here now", entretanto, de todo o mundo britpop, o disco que mais toca o meu coração até os dias de hoje é certamente "Urban Hymns".
Esse post será mais voltado para contar o processo em que eu conheci esse disco, do que analisá-lo criticamente, afinal sou fã louco por Verve.

Nessa época era difícil ter acesso a certos cds aqui em Belém, os grandes lançamentos (sobretudo os importados) estavam restritos a uma única loja (a atualmente falida Cd store). Tinha um amigo que apelidamos de Ceará. O Ceará era um cara calmo, na dele, que pirou do dia pra noite com o som do Oasis, o que fez com que o rapaz se encantasse com o britpop. Logo que saiu "Ok Computer" ele comprou e todos nós piramos ao ouvir! Eu tenho até hoje o meu k7 gravado daquele mesmo cd. Ficou a promessa do Ceará em comprar um tal "Urban Hymns", de uma banda que vimos numa propaganda da revista "Showbizz". Isso mesmo, o disco já começou a nos afetar pela capa. Pra piorar tudo, a gente viu o clipe de "bitter sweet symphony", em que Richard Ashcroft sai atropelando todo mundo na calçada... aquilo foi a gota d'água. Ceará não pensou duas vezes, nem que aquela fosse a única canção que prestasse do disco, ele estava determinado em comprar.

Nessa época a minha grana era tão curta, que tive que sacrificar o lado b de uma fita k7 de 90 minutos que eu tinha, para poder pelo menos gravar uma parte do cd.
Em 98, o Ceará foi embora com sua família e com o cd, restando apenas a fita, que até arrebentou e eu consigue arremendar ela novamente com Durex (para vocês entedenrem o desespero ! rsrsrs) .

E curiosamente, no dia 13 de Julho de 2001 (dia mundial do rock), eu pude comprar para mim o cd, pelo preço de R$ 28,90 (esse cd sempre foi caro por aqui). Então pude ouvir, com qualidade máxima digital, somzaços como "Sonnet", "The drugs don't work", "lucky man", "The rolling people" e "Space and time".
"Space and time" é uma balada que não teve o mesmo sucesso comercial como "Sonnet" e "drugs dont work", mas tinha tudo para figurar como grande sucesso. Quando Ashcroft vocaliza no final "Ain't got no Lullabies... Oh lord!" É da pesada.
"The drugs don't work" foi motivo para livre inspiração dos Titãs no remake deles para "Não vou me adaptar", podem reparar que a introdução é idêntica! Entretanto, Verve é Verve né.
Outra canção que destaco, "one day", cujas guitarras simples e melódicas da introdução são muito legais, e criam uma atmosfera bem característica e tocante para a canção. Isso sem contar com a sua bela letra e o final que vai se carregando de refrões e emoções.

Foi com muita tristeza que eu recebi a notícia de que o Verve tinha se separado em 98, acompanhei a boa carreira solo de Ashcroft, entretanto nada supera o retorno triunfal dos caras no FODÁSTICO disco "Forth", lançado em 2008.

Costumo a brincar que o mundo se divide em AUH e DUH (antes e depois de Urban Hymns), rsrsrs ... coisas de fã. Agora uma coisa é fato, Ashcroft é tão safo, mais tão safo no vocal, que somente ele é capaz de fazer os backing vocals .

NOTA: 10

UP The VERVE! FOREVER!


Acompanhe uma apresentação do Verve em 2008.





Ouça "One day"

9 de jan de 2009

Television - Marquee Moon (1977)

Clique na imagem para baixar o Cd

Eis um discaço lançado em 1977, que eu tive acesso graças a um amigo em 1995. "Marquee moon"' vinha somente com 8 canções, que duravam em média de 4 a 5 minutos, não que eu tenha problemas com canções longas, mas hoje em dia muita gente tem pressa em ouvir as coisas, e já querem que a música proceda de forma pop "verso-refrão-verso-refrão-solo-refrão- fim". Com o television não é bem assim, músicas que precisam do seu tempo certo, solos muito bem aplicados, seguindo toda a linha que marcou o "garage-rock".

O Television, assim como outros artistas da época tocaram no lendário clubr nova iorquino "CBGB's, casa de shows de gente como Ramones, Patti Smith, Talking Heads, Police e etc.. O vocal diferenciado de Verlaine, a guitarras malucas e os tempos descompassados, são característicos do grupo.

NOTA: 10

Fica aí , a indicação de um disco que é excelente do início ao fim.

No player do Goear, você pode conferir a canção "See no evil".

Até a próxima


7 de jan de 2009

FOO FIGHTERS : ESPG (2007)

Para baixar o cd, clique na imagem

“Desde que o mundo é mundo,a única coisa que mudou foram os carros” essa é a maior verdade que existe,e com certeza pode se aplicar a varias bandas que repetem a mesma coisa. Mas felizmente esse não é o caso do último disco do Foo Fighters “Echoes,Silence,Patience and Grace”. O vocalista Dave Grohl disse que “esse é o álbum mais eclético da banda” e realmente concordo com isso. O disco começa com o bom e velho Foo Fighters com a faixa “The Pretender” com introdução que lembra “starway to heaven” do clássico Led Zeppelin,com bateria forte e guitarras nervosas, fazendo alusão a politica e corrupção em trechos como “Eu sou só apenas mais uma alma à venda..., E se eu disser que não sou como os outros?
E se eu disser que não sou apenas outros de seus brinquedos?”

Na verdade o disco todo traz uma mensagem anti-politica, “Erase/replace” traz toda a fúria da banda com 10 guitarras descontroladas e gritos por toda a parte. “A faixa “Long road to ruin” é o destaque do cd por ser um dos melhores refrões feitos na carreira de Grohl desde “ Times Like these” e “My hero” sendo a musica que fica na cabeça por dias a fio.

A musica “Statues” é a parte mais diferente do cd,lembrando com sua introdução o rock progressivo do Pink Floyd misturado com o Led Zeppelin, só que com a mesma competência das outras faixas.”Home” é a ultima faixa do disco,onde Grohl pegou o seu lado acústico de “In your honor” e misturou com o piano chato e doce,com um violino no final.”Summer’s End” tem solos de guitarra frenéticos e levemente acústicos,com um toque meio texano.

Mais uma vez o Foo Fighters fez um ótimo disco, e espero que não venha a parar por dez anos como eles vem dizendo.

Texto escrito pelo colaborador Ebúrneo.


6 de jan de 2009

Morre Ron Asheton



2009 mal começou e já perdemos uma lenda do Rock, Ron Asheton, o guitarrista dos The Stooges. Banda liderada por Iggy Pop, que deu os contornos ao punk no final dos anos 60. Em 2007, os Stooges estavam tocando juntos, lançaram um bom cd e até vieram ao Brasil.
Asheton deixa um bom legado de solos e guitarras sujas.

Long live Ron Asheton!

Caso queiram baixar o cd "Raw Power", cliquem aqui.

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