28 de mar de 2009

Dennis Wilson - Pacific Ocean Blue (1977)

Links to download:

http://rapidshare.com/files/133895343/Dennis_Wilson-Pacific_Ocean_Blue-_Legacy_Edition_-2CD-2008-BEACHBOY.part1.rar

http://rapidshare.com/files/133896404/Dennis_Wilson-Pacific_Ocean_Blue-_Legacy_Edition_-2CD-2008-BEACHBOY.part2.rar


Este post foi publicado originalmente no blog do meu amigo Mark Lewis: http://cinemanamangueirosa.zip.net/

Quando Brian Wilson, o gênio por trás dos Beach Boys e dono das pérolas “Caroline, No” e “Don't Worry Baby ” se afundava nas drogas, seu irmão Dennis Wilson e seu primo Mike Love já travavam uma batalha para decidir quem comandaria a banda. Dennis era o baterista do grupo. Não participava do processo criativo das canções, até porque Brian não permitia que lhe tirassem seu trono. Love enxergou nos excessos de Brian uma benção, e a primeira coisa que fez foi dar um pé na bunda do rapaz. Love também teve culpa no afastamento de Dennis por um tempo. O baterista não demorou e voltou a tocar com seus companheiros. Em meio a guerra de egos lança “Pacific Ocean Blue” (1975-77), seu único álbum solo.

O "Surfista" que morreu afogado

“River Song” é um milagre e abre o disco. Uma cozinha sofisticada é comandada pelo vocal lasso e melancólico de Dennis. Não existe tentativa de reproduzir a harmonia de seu famoso grupo, Dennis é visceral, rasga sua alma e a coloca nas sublimes canções de “Pacific...”. O clã Wilson assinou e permitiu que o álbum fosse relançado, ano passado. Depois do enterro de Dennis, em 1983, Brian, Love e Carl se reuniram na casa do empresário do grupo, Tom Hullets. Mike Love era o mais certinho do grupo, não bebia e era vegetariano. Apresentou-se com garrafas de champagne e disse que havia sentido um 'despertar'. “Pacific Ocean Blue” é o despertar de um grande músico.


NOTA: 10


até +

22 de mar de 2009

A afinação "open G" de Honky tonk women.

Quando comecei a tocar violão, eu comecei por coisas básicas como Beatles, Oasis e Nirvana. Afinal, as músicas eram fáceis de tocar e cantar ao mesmo tempo (tudo bem que eu canto muito mal, mas diz o ditado de quem canta seus males espanta). Nessas brincadeiras de aprender música (seja tirando de ouvido ou a partir de revistinhas cifradas ou por amigos), eu sempre fiquei com um incomodo em relação a canção "Honk Tonk Women" do Stones.

A primeira vez que eu tentei tirar essa canção foi em 99 (eu acho), eu vi que ela começava em "G" (sol), mas não era exatamente aquele sol que todo mundo faz na terceira casa. Eu tentei as variações próximas, e nada. O que complicava mais ainda eram as passagens para as demais notas, nada saia igual. Até que um tempo depois, eu achei uma revistinha cifrada que vinha a tal canção, e as notas estavam lá, bem triviais e básicas. Mesmo assim, não era a mesma coisa.

Um certo tempo depois, o meu irmão mais velho (ao contrário de mim, ele é músico de verdade), colecionava umas revistas chamadas "Guitar player". Uma dessas edições vinha uma entrevista com um dos maiores colecionadores/guitarristas do Brasil, o sr. Marcos Rampazzo falando justamente sobre "Honk tonky women" e a bendita afinação. Rampazzo percebeu que o som era ligeiramente diferente, e ele já havia visto que Keith Richards batia nas cordas com elas soltas, e de cara percebeu que era uma outra afinal, e conseguiu chegar a essa afinação. Essa afinação é conhecida como "open G tuning" (ou afinação aberta em sol). A afinação é a seguinte: D B G D G D (da primeira até a sexta corda).

Quando o meu irmão se deparou com essa afinação, resolveu logo "acertar as contas" com uma canção do Led Zeppelin (que eu não lembro o nome agora), que também usa o "open G". Hoje em basta buscar por ela na net e por outras coisitas mais no google... como as coisas ficaram fáceis né.

Assista aqui, os Stones em ação tocando "Honky tonk women":


See ya

20 de mar de 2009

Japan Tribute - Radiohead (2007)

Clique na capa
Click on the picture

Sei que eu poderia ter feito o óbvio, e ter postado um "the bends" ou "ok computer" ou "kid A", dava um 10 e falaria o mesmo blá blá blá que todo o fã do Radiohead tá calejado de saber.
Resolvi prestar um "tributo" ao grupo de Yorke (que está no Brasil para fazer shows), postando esse tributo de bandas japonesas.

Trata-se de covers para algumas canções do Radiohead, de acordo com a ótica dos caras. O Audio Active abre o cd com "Karma Police", logo no começo tem uma zoada alta (acho que é algum instrumento oriental, não faço a menor idéia que bagulho é aquele) que até assusta, mas dá um toque legal que até cairia bem na versão original, isso sem contar a atmosfera pesada que os caras deram pra música. Essa versão conta também com uma espécie de banjo que é bem característico do oriente.

"Destaco" também, a versão do THE LOCAL ART para "Fake Plastic Trees". Eu deixei destaco entre aspas, porque não se trata de uma bela versão. Os caras reinventaram "fake plastic trees", formando até mesmo um novo refrão. A compentência deles e ousadia em formatar a canção foi louvável (coisa que muita gente teme ao fazer uma cover, e acaba indo pro feijão com arroz), mas a canção é fraca... é digna de uma trilha sonora de "Malhação", mesmo assim fica o registro da ousadia dos caras.

Gostei da versão do Tsubaki para "Black Star", o vocal levemente nazalizado do cantor e as riffs mais cruas, até deixaram a canção legal. Gostei da versão do LITE "Everything in its Right Place". Gostei também de I-lulu tocando "Just".

É interessante ver como pessoas diferentes, conseguem enxergar a mesma coisa de forma diferente. Esse disco tem mais versões, eu comentei as que me chamaram a atenção, eu sei que os fãs podem dizer "Ahh Marcelo, essa bomba desse álbum nem se compara ao original", o que importa é ouvir desprovido de qualquer preconceito e ficar buscando o as versões originais (vai ser impossível para qualquer fã, incluindo eu rsrs). Mesmo assim, o cd vale como curiosidade, a propósito, foi muito mais interessante ouvir esse tributo de bandas japonesas, do que ouvir "NLOH" (vcs sabem do que eu estou falando...).

Fica aí o registro, see ya

NOTA: 5,5


15 de mar de 2009

Gustaf Spetz - Good Night Mr. Spetz (2009)



Já está ficando cada vez mais difícil achar algo novo(no sentido de recente), belo e talentoso, o som do sueco Gustaf Spetz consegue tudo isso. Com um som que lembra estilos muito próximos ao do Radiohead, Jeff Burckley e até mesmo Travis (chegou até a confundir o meu amigo Cláudio que é muito fã de Travis nesse sábado rsrsrs). “Good night Mr. Spetz” foi uma surpresa (na verdade um achado), que eu estava esperando para ver as reações de amigos, pra conferir se eu estava certo mesmo em enaltecer e apostar no talento do desconhecido.

Eu encontrei o cd desse cara para download nas minhas andanças pela net, e baixei por pura curiosidade. A novidade e a falta de informação sobre esse cara é tanta que nem o portal “Allmusic” NÃO tem informações sobre ele, eu cheguei a achar um blog que era do próprio Gustaf, mas estava todo em sueco! Eu mal sei o inglês, quem dirá o sueco. O que importa, é que assim como muita gente fora do eixo EUA – Inglaterra, ao cantar um inglês bem cantado, sempre consegue um lugar ao sol. Não que eu esteja com isso afirmando que o Sr. Spetz irá alcançar patamares de fama como os conterrâneos Roxxette, The Hives ou The Cardigans.

O álbum “Good Night mr. Spetz” é muito bem produzido e tem belos arranjos, e a sonoridade instrumental é algo que só se vê em grandes nomes do pop rock. O disco abre com “Golden Feathers”, o que chamou logo de cara foi o belo vocal suave de Spetz, muito bem acompanhado por uma guitarra simples, sem pirotecnia e barulho, somente emoção. E isso, ele sabe por muito bem no seu vocal.

“Feel no fear” já faz um estilo daquelas canções do “The Bends” do Radiohead, estilo que o grupo de Yorke resolveu abrir mão em detrimento dos experimentalismos, e deixou a responsabilidade para o Muse e os que viessem depois. “Every word i know”, percebe-se os dedilhados de acordes (que são predominante simples) durante toda a obra.

"Prazer em conhecê-lo Sr. Spetz"

"Restless" tem uma levada de piano bem 60, com um um refrão que fica de forma mágica na cabeça, e conduz o ouvinte a acompanhar automaticamente, como se a gente já conhecesse aquela música.

Esse papo de chamar qualquer um de indie, eu não gosto muito não, a gente percebe essa marca na canção "Lava", mas não é predominantemente como num Strokes ou CSS.

Confira aqui o clipe de "You and me":



Enquanto muita gente por aí prometeu “Revolução” (leia-se U2!), o Sr. Spetz, do anonimato, sem prometer nada, consegue com o seu álbum, trazer de volta o prazer de se ouvir um disco do início ao fim (e isso apenas com algumas audições), coisa bem difícil hoje em dia. Dizer que ele inovou, não irei, mas que o cara é muito bom, isso é fato.
Confira aqui a bela canção "Dewdrop":


Sem medo de ser feliz... nota máxima.

NOTA: 10

The Jesus And Mary Chain - Darklands (1987)

Clique na foto da capa para baixar
Click on the picture

Esse post está sendo uma reedição de um "flog" que eu tinha há uns 4 anos atrás, e infelizmente não tinha tanto espaço para escrever nele.

Já haviam se passado 20 anos após o lançamento do primeiro disco do the Velvet Underground (o clássico disco da banana), foi em 87 que o Jesus & Mary Chain lançou esta obra prima do pop dos anos 80 . Modelando perfeitamente o estilo elaborado por Reed e cia com os estilos e preceitos do som de 80.

Comparações à parte, o Jesus mostrou-se uma banda única com suas guitarras altamente distorcidas, desenfreadas e cortantes. Enquanto muitos viviam o Oba-Oba do "Joshua tree" do U2, uma minoria apreciava sabiamente este discaço. Muitas bandas como Radiohead, Withe Stripes e The Raveonttes curtiram muito essa banda.
Esse disco eu vim conhecer bem tarde, exatamente em 1999, em uma cópia em vinil. E detalhe, nunca vi em CD!
"Darklands" abre com a canção homônima ao disco, cujo lirismo e calma dão todo o clima que o ouvinte precisa para "viajar" no bom sentido.
Aqui você pode ouvir "Darklands":


Os vocais de William Reid são muito legais, e apesar do visual bem estilo "Echo & Bunnymen", o Jesus seguia uma linha menos pop que o grupo de Mculloch, e se destava de forma que distinguível dos demais grupos. Segundo o portal "allmusic" ,"Happy when it rains" serviu de inspiração para o Garbage compor a sua "Only happy when it rains", talvez funcione como uma resposta ou continuação.

Se você é apreciador do som de 80, ou curte algo próximo ao Velvet, eis o disco que eu recomendo "Darklands".

NOTA: 9,2

7 de mar de 2009

Sex Pistols - Nevermind the bollocks (1977)

Clique na capa para fazer o donwload via rapidshare
Click on the cover to start download

Em 1995, ao assistir um documentário sobre a história do rock, tive a felicidade de assistir justamente o que tratava sobre o movimento punk. Eu, aos 15 anos, peguei minha VHS e gravei para um amigo. Houve um determinado trecho, em que ocorreu uma "fissura" na minha cabeça, foi quando eu vi um louco, desengonçado, aos berros, dizendo ser um anarquista, um anticristo, que me fez pirar a cuca com relação ao rock. Pirei tanto que até o contador do blog é da mesma fonte da capa desse disco rsrsrs.

Até então, eu só ouvia o feijão com arroz de 60 (Beatles, e só coisa básica!) e as bandas da época (U2, Nirvana "que já não era tão da época assim", Oasis e blá blá blá). Conhecer as presepadas e as músicas da trupe de Johnny Rotten, foi algo muito marcante. Não que eu quisesse me tornar um punk sujo e mal vestido, mas que todo aquele conceito de transgressão cultural, me fascinava. Até mesmo os próprios Pistols, só andavam maltrapilhos porque eram um monte de lisos, a prova disso foi quando Rotten virou Lydon, e passou a usar ternos pra lá de coloridos na época do seu interessante P.I.L..

A primeira vez que eu vi essa capa, foi em vinil, tudo bem que é uma capa horrível de tosca, mas a idéia de recortes de jornal , o que remetia a uma carta de sequestro, eu achei genial.

Os Pilstos faziam rock n roll, mas em uma velocidade um pouco acima e com uma agressividade que até então havia sido observado somente com os Stooges de Iggy Pop. Certamente, Iggy Pop e cia foram de grande influência para esses doentes.

O disco em destaque é totalmente excelente, cheio de hinos e canções da pesada. As linhas de guitarra aparentemente simples (famosa lógica punk C, D , G) , até que fugia um pouco, pois, Steve Jones solava, ao contrário dos Ramones, que só sabiam fazer riff quadradas e só vieram apresentar solos lá pela década de 80 quando colocaram um outro cara lá, que eu nem lembro o nome. O próprio Joey Ramone dizia que a intenção do Ramones era ser um Kinks "mas o problema é que o Kinks tocava demais".

O disco abre com "Holiday in the sun", com um som de uma marcha e em seguidas guitarras bem cheias de overdrive. Esse tipo de som na guitarra, deu a cara para o rock moderno inglês, vide The Jam, The Smiths e Oasis. A canção seguinte com solo bem alegre e ágil, e uma batida que remete muito bem a genéricos como Green Day.

"Bodies" já começa com um solo que é som do fim do mundo (rsrs), música da pesada, com vocal rápido de Rotten, e uma letra muito podre, que trata sobre aborto. Essa tem uma levada de guitarra que é o que eu chamo de estilo clássico de tocar punk. Isso sem contar com o poderoso refrão, que dá vontade de sair gritando ""Bodyyyyy... I'm not an animal!".

"EMI (unlimited edition" é uma crítica diretíssima à poderosa gravadora EMI, que na epóca tinha decidido rescindir o contrato com os Pistols antes mesmo de lançar o primeiro disco, isso devido ao famoso "fuck you" que Rotten disse em um programa de Tv ao vivo. Em homenagem, os pistols fizeram essa canção "Não julgue um livro pela capa" diz um trecho. O mesmo aconteceu depois com a gravadora A&M, após o lançamente de "God save the queen", afinal que gravadora iria querer ter o seu nome vínculado a um hino musical que maldizia a realeza britânica?

O disco conta com a canção que fez a minha cabeça, "Anarchy in the uk" tem tudo o que um clássico do rock precisa. Refrão que cola, riffs que agitam, solo de guitarra na hora certa e sem frescura, e acima de tudo, o vocal desesperado de Rotten que parece estar louco para cantar tudo aquilo como se fosse a última vez na vida. A introdução com aquele "lights... now! hahahaha" é muuuuuuuuuuuuuuuuuuuito louco!

Essas canções só são uns destaques "meus", mas eu recomendo o disco do início ao fim , e é ideal para se agitar festa (as famosas ROCKADAS).

NOTA: 10

Assista aqui ao DEBUT dos Pistols na BBC! :




Related Posts with Thumbnails