7 de mar de 2009

Sex Pistols - Nevermind the bollocks (1977)

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Em 1995, ao assistir um documentário sobre a história do rock, tive a felicidade de assistir justamente o que tratava sobre o movimento punk. Eu, aos 15 anos, peguei minha VHS e gravei para um amigo. Houve um determinado trecho, em que ocorreu uma "fissura" na minha cabeça, foi quando eu vi um louco, desengonçado, aos berros, dizendo ser um anarquista, um anticristo, que me fez pirar a cuca com relação ao rock. Pirei tanto que até o contador do blog é da mesma fonte da capa desse disco rsrsrs.

Até então, eu só ouvia o feijão com arroz de 60 (Beatles, e só coisa básica!) e as bandas da época (U2, Nirvana "que já não era tão da época assim", Oasis e blá blá blá). Conhecer as presepadas e as músicas da trupe de Johnny Rotten, foi algo muito marcante. Não que eu quisesse me tornar um punk sujo e mal vestido, mas que todo aquele conceito de transgressão cultural, me fascinava. Até mesmo os próprios Pistols, só andavam maltrapilhos porque eram um monte de lisos, a prova disso foi quando Rotten virou Lydon, e passou a usar ternos pra lá de coloridos na época do seu interessante P.I.L..

A primeira vez que eu vi essa capa, foi em vinil, tudo bem que é uma capa horrível de tosca, mas a idéia de recortes de jornal , o que remetia a uma carta de sequestro, eu achei genial.

Os Pilstos faziam rock n roll, mas em uma velocidade um pouco acima e com uma agressividade que até então havia sido observado somente com os Stooges de Iggy Pop. Certamente, Iggy Pop e cia foram de grande influência para esses doentes.

O disco em destaque é totalmente excelente, cheio de hinos e canções da pesada. As linhas de guitarra aparentemente simples (famosa lógica punk C, D , G) , até que fugia um pouco, pois, Steve Jones solava, ao contrário dos Ramones, que só sabiam fazer riff quadradas e só vieram apresentar solos lá pela década de 80 quando colocaram um outro cara lá, que eu nem lembro o nome. O próprio Joey Ramone dizia que a intenção do Ramones era ser um Kinks "mas o problema é que o Kinks tocava demais".

O disco abre com "Holiday in the sun", com um som de uma marcha e em seguidas guitarras bem cheias de overdrive. Esse tipo de som na guitarra, deu a cara para o rock moderno inglês, vide The Jam, The Smiths e Oasis. A canção seguinte com solo bem alegre e ágil, e uma batida que remete muito bem a genéricos como Green Day.

"Bodies" já começa com um solo que é som do fim do mundo (rsrs), música da pesada, com vocal rápido de Rotten, e uma letra muito podre, que trata sobre aborto. Essa tem uma levada de guitarra que é o que eu chamo de estilo clássico de tocar punk. Isso sem contar com o poderoso refrão, que dá vontade de sair gritando ""Bodyyyyy... I'm not an animal!".

"EMI (unlimited edition" é uma crítica diretíssima à poderosa gravadora EMI, que na epóca tinha decidido rescindir o contrato com os Pistols antes mesmo de lançar o primeiro disco, isso devido ao famoso "fuck you" que Rotten disse em um programa de Tv ao vivo. Em homenagem, os pistols fizeram essa canção "Não julgue um livro pela capa" diz um trecho. O mesmo aconteceu depois com a gravadora A&M, após o lançamente de "God save the queen", afinal que gravadora iria querer ter o seu nome vínculado a um hino musical que maldizia a realeza britânica?

O disco conta com a canção que fez a minha cabeça, "Anarchy in the uk" tem tudo o que um clássico do rock precisa. Refrão que cola, riffs que agitam, solo de guitarra na hora certa e sem frescura, e acima de tudo, o vocal desesperado de Rotten que parece estar louco para cantar tudo aquilo como se fosse a última vez na vida. A introdução com aquele "lights... now! hahahaha" é muuuuuuuuuuuuuuuuuuuito louco!

Essas canções só são uns destaques "meus", mas eu recomendo o disco do início ao fim , e é ideal para se agitar festa (as famosas ROCKADAS).

NOTA: 10

Assista aqui ao DEBUT dos Pistols na BBC! :




2 comentários:

Nokenicus disse...

Anarchy In The UK es uno de los mejores temas de The Sex Pistols, me gusta la versión que ahcen los Megadeth!!.

Blimbou disse...

Uma outra versão interessante é a que Larry Mullen e Adam Clayton tocam na trilha de "hotel de 1 milhão de dolares"

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