27 de abr de 2009

Emerson, Lake & Palmer - Trilogy (1972)

Senha/password: amrao

O quarto álbum do power trio Emerson, Lake e Palmer, começa arrasando pela belissíma capa (algo que era de praxe nos discos de rock progressivo), que junta o supergrupo em um corpo só, sugerindo a alto entrosamento da banda. Apesar de eu não conhecer todoa a discografia do ELP, eu considero, "Trilogy" como o grande salto do ELP (também gosto muito do primeiro disco e de "Brain salad surgery"). Provavelmente, esse meu fascínio exagerado é devido ao fato de eu ter possuído o disco em vinil, nada mais justo que estreiar o lado "progressivo" do blog com um disco tão marcante.

Esse disco conta com um dos mais marcantes hinos do progressivo que eu já ouvi nessa vida, a canção "From the beggining". Essa canção conta com um violão muito bem trabalhado, e com solos feitos na medida certa (um bom exercício para quem quer tocar algum dia na vida). O som do baixo, solado ao longo da música, e o solo do teclado ao final, dão um ar altamente transcendental. Inclusive, a canção "Mania de você" da Rita Lee, lembra muito essa canção... coincidência, provavelmente.


"The Sheriff" é outro clássico que figura no álbum, é uma canção altamente acessível (ela fica na cabeça) e não tem longa duração (caso você seja "apressado" como o crítico de discos da revista SET). Eu gosto muito da jogada que o trio faz casando os compassos da bateria com o baixo e os teclados, todos se completando e preenchendo os espaços.

Temos também "Hoedown", que é uma viagem instrumental, bem ágil e uma verdadeira mostra do talento combinado do power trio, e que nos faz pensar "Cacete, só os três tocam tudo isso mesmo ?". Você se depara com uma loucura sonora, que parece não ter freio, cujo teclados de Keith Emerson são realmente o que há de sublime!

O disco fecha com "Abbadon's bolero", que é de fato uma alusão ao bolero de Ravel, mas logicamente com a base progressiva do ELP. Keith Emerson se multiplica nos teclados, basta prestar atenção, e contando como sempre, com o suporte do "baixão" que Lake toca.

Disco vale a pena gente! Falou!

Aqui você pode curtir, uma perfomance de "From the beggining":


NOTA: 10

20 de abr de 2009

The Velvet Underground - VU (1984)


http://rapidshare.com/files/204671286/TVUVU85w.part1.rar

http://rapidshare.com/files/205038061/TVUVU85w.part2.rar

The Velvet Underground VU, é uma compilação de sobras (e que sobras) de estúdios dos anos de 68 e 69. Esse disco não tem canções com a participação de Nico, entretanto, conta com Yule no lugar de Cale em algumas faixas.

Apesar de ser uma compilação, "VU" tem ares de álbum, isso mesmo, as suas canções seguem uma linha melódica bastante coerente, algo difícil em muitos álbuns de fato. VU conta com canções que foram gravadas por Reed durante a carreira solo, são elas: "Stephanie says", "Shes my best friend" e "Andy's chest".

Vou destacar dois fatos curiosos sobre esse disco, a versão em vinil, a canção "Foggy notion" tem um solo bem rápido de guitarra um pouco antes da música começar (o que não tem no cd). A canção "i'm sticking with you" conta com os vocais de todo o grupo. Outro fato, está em torno do nome, "Vu" é na verdade, a abreviação de "Volume Units" (medidor de volumes analógico usado nos estúdios na época), o que acabou sendo usado como alusão a abreviação do próprio nome do grupo.

"VU" é um disco indispensável, pois trata-se de um registro raro de uma das maiores bandas de todos os tempo, no que diz respeito à inovação e vanguarda.

O meu cd está datado em 84, ou seja, é daquelas primeiras levas de cds da história. Essa cópia eu comprei num sebo por apenas 14 reais...

Sei que podem reclamar "ah cara, você tá comentando coletânea...", sinceramente eu não considero esse disco uma coletânea de fato, tal como não considero "Relics" do Pink Floyd. Mas em breve, eu prometo que irei comentar uma coletânea de fato que fez a minha cabeça.


Nota: 10 (com louvor)

17 de abr de 2009

The Strokes - Is this it (2001)

Senha/password/code: www.the-sound-source.com



Esse post foi publicado originalmente em 2005 em um flog (com algumas correções)

Em 2001 a banda The Strokes surgia no cenário do rock norte americano com estilo de som muito semelhante ao The Stooges e Television (ambos americanos). A linha de guitarras dos Strokes é o grande diferencial;pois,as duas guitarras revezam-se entre a base e o solo, e até mesmo uso de riffs (no melhor estilo Richard Lloyd)nas canções. Tem gente que diz que esse estilo é muito parado, eu prefiro essas bases simples do que a rapidez e pirotecnia de um Dragon force (não estou dizendo que os caras do Dragonforce são ruins de guitarra, apenas a subutilizam...).
Outra característica retrô é o vocal de Casablancas que lembra Iggy Pop nos tempos de Stooges , porém menos agressivo.


Outra coisa interessante, é o fato de bandas como Television e Talking Heads (álbum:"77") não "preencherem" as suas canções, de tal modo que se percebe certos "vazios",ou seja, curtos espaços de tempo de silêncio entre um solo e outro. Isso não é um demérito;e sim, uma tendência da época que fora resgatada pelos Strokes. As músicas são simples do ponto de vista instrumental, provando que uma grande banda de rock não precisa berrar ou arrebentar as suas guitarras e bateria para se fazer rock com peso e de qualidade.
Os Strokes fazem o rock à sua maneira dosando o seu peso, sem cair no ponto comum."Is this it" é um disco para se ouvir do início ao fim.
NOTA: 10

9 de abr de 2009

Cansei de Ser Sexy - Donkey (2008)


Sempre fui lembrado por ser um chatão que não gosta de quase nada do rock brasileiro, e ainda por cima detesta gente como Legião Urbana e Raul Seixas, mas tive uma surpresa recentemente. Resolvi ouvir o sexteto paulista conhecido INTERNACIONALMENTE como CSS.
O Css está com bagagem alta lá fora, e pelo que eu to vendo isso não é nenhuma novidade, o bobão aqui que tava por fora de tudo mesmo. Essa banda tem tocado direto em grandes festivais (dividindo festival até mesmo com o QOTSA!). Essa galera tá com a Subpop (mesmo selo do Nirvana e Sebadoh). Já ouvi gente falando mal do Css, eu quero saber que banda brasileira tem esse reconhecimento ? Nem Sandy e junior , nem Legião Urbana, nem titãs, nem... (melhor parar,a lista é grande) ...até onde eu sei, só os Mutantes.
"Donkey" foi lançado em 2008, e faz o estilo eletro-rock, com guitarras que seguem linhas de riffs que lembram muito o Strokes, e também o uso de sintetizadores que já dão um ar "gang of four" ao grupo. "Jared Yoga" é a a faixa que abre o disco, com uma batera que sugere a todos cerrarem os punhos e ergue-los para o alto para acompanhar, e ainda conta guitarras bem legais que seguem linhas de riffs bem básicas, mas cada uma fazendo uma coisa (estilo Strokes), nada barulhentas e com a distorção escolhida na medida para a canção.
"Rat is dead" já faz um estilo Pixies, e eu piro quando Lovefoxxx dá um gritinho quando ela diz "she screamed so loud", isso sem contar com o vocal suave e os refrão bem colante seguido ao fundo de um solo bem básico, mas muito bem aplicado.
Outra canção que eu ouvi, é que eu senti uma energia interessante, foi na ágil e eficiente "give up", que tem um refrão muito bom pra levantar a galera em shows. Essa canção já conta com guitarras que lebram o Talking Heads (final de 70).
"left behind" já é bem mais eletrônica, mas não ao ponto de ser dançante, e como sempre, Lovefoxxx canta sem pressa alguma, pois , sabe que está na dose certa. "beautiful song" faz jus ao nome, e é outra no melhor estilo Pixies.
Agora, em se tratando de energia, "I fly" tem uma introdução eletrizante, com batidas poderosas e bem simples (questão do peso ser diferente do barulho, esse é um caso de peso). Reparem que o solo de guitarra da introdução é iguazinho de "gloria" do U2 (to dando argumento para os caras que se queixam da minha opinião sobre o famigerado NLOTH).
O disco encerra com "Air Painter", som muito legal, que não foge do estilo proposto durante o disco, e é uma excelente forma de terminar um cd digno de se ouvir em uma rockada na casa de amigos.
PS.: Quando vi o nome da banda, achei algo anti comercial, mas Css (abreviado mesmo) ficou legal. E mais, apesar do nome, a voz de Lovefoxxx pe sexy pra caramba (isso porque ela se cansou rsrsrs).
NOTA: 9,2

7 de abr de 2009

A valsa mórbida de Cobain

Há 15 anos, um desmiolado do rock resolveu estourar os miolos, renunciando: fama, dinheiro, família e etc.. Um ser pertubardo pela fama, e que incontestavelmente deu o que eu considero a "última sacolejada" do mundo da música. Isso mesmo, desde gente como os Beatles, não se viveu (pelo menos no que se refere a um artista do ROCK) um fenômeno como aquele.

Após a passagem do Nirvana, só vi mesmo oba oba com gente como Backstreet Boys, Spice Girls e Britney Spears. O álbum "Nevermid" (na minha opinião, um disco razoável), foi na verdade um divisor de águas, isso é inegável. O mundo pop, estava dançante demais, eletrônico demais... até que esse trio de Seattle resolveu retomar a filosofia de acordes simples e crus (e põe crueza nisso).
O grunge se instalou, e após o Nirvana veio uma avalanche de bandas querendo ser Nirvana (em saua maioria não prestavam). Não é a toa que no filme "The wrestler", o personagem de Mickey Rourke diz "Os anos 80 eram uma parada, até surgir o babaca do Cobain e etragar tudo!". Na verdade, quem estragou tudo foram as bandas que seguiram o Nirvana, pois, "In Utero" é um discaço incrível (muito mais disco que o "nevermind").

O que tornava o Nirvana especial, era a acessibilidade do som deles (algo que o Pixies já fazia muito bem antes), a batera poderosa e agressiva de Ghrol e o vocal meio rouco de Cobain. Vamos e venhamos, Cobain era um guitarrista bem limitado, entretanto, sabia bolar riffs.

A viuvez dos fãs, rendeu uns discos caça níqueis do trio, como: "from the muddy banks" e a coletânea.

Já tive quase todos os discos dos caras, me desfiz de todos, eles perderam o efeito com o tempo. Uns meses atrás até voltei a ouvir.

Eu deixo como homenagem, um som para se dançar essa valsa de 15 anos...

3 de abr de 2009

Clarity of mind

Há muitos anos atrás, aqui em Belém tinha uma rádio chamada "Transamérica", era a única rádio que tocava rock por aqui, e foi a minha grande fonte de rock no início da adolescência. Era um barato ver a guerra do Guns n roses e do Nirvana nos tops da vida todos os dias. Rolava Elastica com o seu superhit "Connection". Nesse tempo, não tinha mp3, nem download e muito menos cd regraváveis.

A minha vida eram fitas K7, as quais eu fazia as capinhas com recortes e xerox. Torcia para que músicas legais rolassem na hora, para eu poder gravar. E quando rolava o slogan da rádio no meio da música, era de matar! Por volta de 1993 ou 94, uma canção de um grupo chamado Spy versus Spy rolava muito. Era um hino, de pura surf music, refrão legal e guitarras muito bem tocadas, com riffs que grudavam, e te faziam querer ouvir o tempo todo.

Eu tinha gravado essa canção em 2 fitas cassetes, sendo que nas duas o infeliz dizia "Transamérica" no meio da música. O tempo passou, e a transamérica saiu de Belém. Sem chance de conseguir gravar a música a qual eu só sabia o nome da banda, tive que fazer uma versão definitiva, arrumei uma terceira fita , e juntei as duas versões, gerando uma final sem o solgan maldito.

Em 1998, para a minha tristeza, a fita foi fatalmente devorada pelo toca fitas... aí fiquei triste... muito mesmo. Estava perdido, uma banda que nínguem conhecia, e uma canção que eu nem sequer sabia o nome.

Com o advento do Emule, eu até baixei um cd deles "Best of", que ironicamente não vinha com a canção. Já no final de 2008, esse blogueiro que vos fala, teve a brilhante idéia de escrever Spy vs spy no youtube, como que fosse um estalo maluco. Eis que me aparece o clipe abaixo, e quando tocou ... a emoção foi FODA! (desculpe o termo chulo e a sinceridade).

Acompanhe esse som clássico da PESADA!

Related Posts with Thumbnails