26 de mai de 2009

Yes - Fragile (1972)




"Fragile" é o quarto álbum do Yes, lançado originalmente em 1971, e que conta com uma bela arte na capa assinada por Roger Dean (que contribuiu também para a capa de "Yessongs").
A minha experiência com este disco veio tardia, somente em 1998, quando eu fui apresentado ao Yes, consequentemente ao rock progressivo, pelos meus amigos Aerton (Mark) e Sandro (Hammil).
Até então eu estava acostumado com os formatos básicos do rock, coisas como pop de 80, britpop e punk, o Yes me mostrou que o rock pode tomar contornos de música clássica, tal como uma verdadeira orquestra sinfônica, com direito a mudanças abruptas e grandes retomadas durantes as canções. As canções soavam como épicos, não pelo tempo de duração, e sim, pela grandiosidade das composições.

Outra coisa que me marcou muito com "Fragile", foi aquela introdução de "Roundabout", em que Steve Howe realiza um "Pizzicato", que é aquele leve toque que os dedos dão na corda da guitarra, e que gera um som cristalino. O Pizzicato é muito utilizado para uma afinação perfeita do violão.

O baixo de Chris Squire, sempre com aquele timbre bem "Dum dum", se sobresaindo e marcando as canções, sobretudo nas canções "long distance runaround" e "Heart of the sunrise".
Rick Wackeman é outro monstro que detona com os seus teclados, e ele por si só já era uma orquestra ambulante "Cans and Brahms". Steve Howe não fica de fora, e demonstra todas as suas habilidades solo na instrumental "Mood for a day" (crianças, não tentem tirar essa música em casa).

Ainda me lembro, que toda as vezes que eu ouvia o meu vinil, eu fazia questão de deixar a capa de frente, e eu pensava com meus botões "aquilo é uma obra de arte".

10 de mai de 2009

Watchmen - OST (2009)

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Eis uma trilha da pesada, para um filme igualmente da pesada. O filme homônimo baseado no clássico do feiticeiro dos gibis, o sr. Alan Moore, foi finalmente lançado depois de inúmeras incógnitas e blá blá blá... até o Zach Snyder vir, tomar as rédeas, e conseguir fazer um filme excelente, e com a ousadia de fazer um final muuuito melhor do que o proposto por Moore no gibi (tudo bem que a idéia prevaleceu).

História mais rock n roll que a de "watchmen" impossível, basta pensarmos. Um louco que sente a fornicação da cidade e outro que anda mostrando a piroca azual por aí, isso sem contar o restante. Mas o que interessa aqui é o rock n roll, e isso a trilha de "Watchmen" tem de sobra.

Logo nos créditos iniciais rola um som da pesada de Bob Dylan "Times they are A changing", inclusive despertou a minha curiosidade quando um amigo disse que tinha um som que era a minha cara, esse ABC realmente acertou que eu ia curtir esse som.

A trilha conta também com um clássico folk de Simon e Garfunkel "Sound of silence", a qual toca em um momento bem oportuno no filme. Temos também Janis Joplin com sua "Me and bobby mgee", Leonard Cohen "Hallelujah" e Jimi Hendrix "All along the watchtower".

Essa trilha tem uma participação que me chamou bastante a atenção, que foi Philip Glass (instrumental tema de Dr. Manhatan), ainda hoje , outro amigo me mostrou que essa canção é monstruosa e que o filme só englobla dois trechos da canção. É algo hipnotizante! (Se vc não curte coisas como Mike Odfield, jean Micheal jarre ou Vangelis, ignore a faixa).

Outro destaque é a versão do Smashing Pumpkins para uma canção que eles fizeram para o ridículo "batman e robin" de Joel Schumacher, aqui temos uma versão mais sóbria e bem sombria, que só rolou no trailer do filme.

Eu sinceramente não curti de Nina Simone e do My Chemical Romance, mesmo assim a trilha tá valendo !

Trilha feita na medida certa para toda a atmosfera do filme.

NOTA: 8,9





4 de mai de 2009

She & Him - Volume 1 (2008)


No ano de 2008, uma dupla formada pela atriz Zooey Deschanel e o músico M. Ward, resolveram lançar o "Volume 1", que contém canções autorais e umas covers, como "I should've known better" (isso mesmo dos Beatles) e "You really got a hold on me".

O grande mérito da dupla, é o fato de o disco ter sido concebido sem pretensão, e conseguiu ser um achado! Som que mescla elementos do folk e country, e sobretudo muito rock de 60, torna "volume 1" uma audição agradável, sendo perfeito para se ouvir numa bela manhã durante o café da manhã rsrsrs... algo que eu cheguei a dizer sobre o segundo do Belle & Sebastian. Inclusive She & Him tem um pouco do ideal retro que o Belle & sebastian resgatou no começo dos 00's.

Destaco as composições da bela Zooey: "This not a test" , "Why do you let me stay here?", "I was made for you", "sweet darling" e "Black hole", já nasceram hits, são deles! Parecem terem sido feitas nos anos 60! Eles conseguem fazer um som que "não busca ser 60", e simplesmente "consegue ser 60".

"Why do you let me stay here ?" é a canção que tem até clipe, inclusive esse foi o meu primeiro contato com a banda, que me agradou muito. Quando vi Zooey no filme "sim senhor" com Jim Carrey, fiquei motivado a postar sobre o She & Him. Essa múscia tem uma levada com um piano e um violão muito legal, isso sem contar com a voz gostosa de Zooey, outra coisa legal é que a própria faz os backing vocals (algo que Richard Ashcroft faz muito pelo Verve).

"This is not a test" é outra muito legal (com um excelente potencial para hit), tem toda uma atmosfera a lá The Zombies, muito legal mesmo, com um refrão que marca e que dá vontade de ouvir toda hora.

A dupla tá prometendo um "volume 2", não vejo a hora de ouvir, e espero que seja algo tão agradável quanto o volume 1.

até mais

NOTA: 10




1 de mai de 2009

A bateria mágica de "Tom Sawyer"

Nos anos 80, a abertura de "Profissão perigo" (vulgo McGyver), rolava um som da pesada que eu pirava muito, apesar de curto. Depois de anos, descobri que essa música se chamava "Tom Sawyer" e era de um power trio da pesada chamado Rush.

Eu ouvi essa música completa finalmente, além de sua guitarra doida, baixo da pesada e teclados viajantes, teve algo me hipnotizou... foi a bateria de Neil Peart. Simplesmente, algo sublime.
Ao longo da música, Peart faz inúmeros pequenos exercícios durante a sua base, sendo que cada exercício parece ter sido feito exclusivamente para aquele determinado trecho, não se repetindo como a maioria dos bateras fazem.

Tem um trecho, logo após o solo de guitarra, que Peart nos brinda com um solo de fato da bateria, usando todos os vários recurso que a bateria monstruosa dele conta, e sem contar que ele toca com uma calma incrível, e ao mesmo tempo executa com uma complexidade impressionante, tocando em pratos e outros componentes localizado atrás dele. Acho que eu tinha que ter uns 8 braços para reproduzir esse solo!


Aqui você confere Neil Peart:



Aqui você confere um garoto de 6 anos (apesar de certas limitações), dando um show:



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