16 de ago de 2009

O gigante adormecido: Death - For the whole world to See (1974-2009)




Meados de 70 foram marcados pelas mudanças na formação dos Stones, no surgimento do Glam Rock e do Punk. Nesse contexto, tínhamos expoentes como MC5, Alice Cooper,The Stooges e The New York Dolls. Em 74, um grupo chamado "Death" (isso mesmo, a "Morte"), formado pelos irmãos David, Bobby e Dannis Hackney surgia com potencial para figurar entre essas grandes bandas citadas anteriormente. O disco conta com 7 canções oriundas de singles da banda, e que ficaram guardadas por um bom tempo.

Um amigo me disse que ouviu uma história que o fato de os três serem negros (algo incomum em bandas de rock) teria sido o fator para que a gravadora os recusasse, mas a verdade (e a que está sendo repassada na internet) é de que o nome desagradou os produtores e empresários da gravadora (columbia digasse de passagem), e isso foi motivo de desacordo. Mas eu me pergunto, porque os caras não procuraram outra gravadora então? Os Pistols foram expulsos de trocentas até pararem na virgin records.

Histórias e polêmicas de lado, o disco (gravado originalmente em 74), foi lançado agora em 2009, o som deles é regado de muitas guitarras, estilo que lembra o N Y Dolls (algo que é conhecido como "proto punk").

O disco abre com "Keep on knocking on the door", que logo de cara é a cara do Foo Fighters, caraca sorte de Grohl esse grupo ter ficado armazenado nos arquivos dos Hackneys, caso contrário o Foo Fighters seriam uma reles cria do Death.

Destaco também "Rock n roll victim", bem ágil e sem frescura, com riffs que faz jus ao título (riffs bem roqueiras mesmo). "You're a prisoner" é marcada pelo seu refrão carregado de uma batida em conjunto com o baixo e a bateria que dão o peso ( e não barulho como falei em um post no blog antigo) a canção. "Where do we go from here" tem um senhor refrão e um baixão que praticamente canta junto com o vocalista. O discaço fecha com "Politicians in my eyes", que é um exemplo prático de fusão do proto punk com soul e funk .


Esse disco foi um achado, em face da falta de coisa nova e sempre aparecendo gente querendo ser alguém do passado, com o Death a coisa muda, eles são esse passado e estão sendo apresentados no presente, tal como aquela brincadeira da cápsula do tempo em que os amigos guardam lembranaças para serem revistas e lidas anos mais tarde. O próprio nome do álbum sugere "For the whole world to see" (Para que o mundo inteiro veja). Pelo que eu soube, foi um colecionador que achou uma coletânea que contava com "Keep on knocking", o cara pirou e resolveu resgatar tudo. O irônico é que os caras são oriundos de um grande centro (Detroit), e foram alvo de desdenha e esquecimento, um absurdo completo.

Que presentão! É uma pena que isso ficou guardado por tanto tempo e perdeu a chance de figurar entre as grande lendas da época no seu devido tempo.

see ya

NOTA : 10

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