29 de nov de 2009

O Clone - Titãs x King Crimson


Dessa vez resolvi postar capas de discos que sou louco e tem capas muito parecidas, a capa de "Cabeça Dinossauro" é uma ilustração feita por Da Vinci, se eu não me engano se chama "Homem urrando" ou coisa parecida. Enquanto que a do King Crimson é a face do "Schizoid Man", não sei quem é o ilustrador dessa capa (no encarte deve ter o nome do cara), a capa é realmente uma obra de arte.




See ya

20 de nov de 2009

Muse: The Resistence (2009)




O Muse é uma banda que sempre que alguém se refere, e quem ouve falar desconhece, vem logo em seguida a associação “é um genérico do Radiohead”. Também pudera, os vocais de Matthew Bellamy são muito parecidos com do nosso amigo Thm Yorke. Então você me perguntaria, onde raios eles seriam diferentes dos bizarros de Yorke & CIA ? O Muse é notadamente mais “rock” , ou seja, gostam de usar mais guitarras que o Radiohead (isso quando nos referimos à Kid A e às inúmeras faixas com o estilo Radiohead de ser), não que isso desmereça o Radiohead, é apenas para mostrar que existe diferenças.

Um amigo meu me falou do lançamento do álbum “The Resistence”, que prometia ser um dos melhores discos do ano. Sinceramente, é um bom disco, muito bem arranjado e com um trabalho de produção grandioso, chega até ser surpreendente para um banda que não tem uma projeção tão grande assim (querendo ou não, eles ainda tem que fazer muito para chegar no status de um Radiohead). Fiquei sabendo que a banda prometeu para esse disco, a canção mais complexa da história ! COWABANGA!!!

Historicamente, toda vez que uma banda promete demais, acaba convencendo de menos, temos aí exemplos como o U2 que prometeu revolucionar o rock (na verdade causou foi revolta em mim como fã!) e o The Killers ( que vira e mexe dizem que são a maior banda do mundo). A tal canção se chama “Exogenesis: symphony” , a qual é dividida em três partes , totalizando um pouco mais de 13 minutos. Eu ouvi a canção (a propósito é uma bela composição), os arranjos são realmente de primeira linha, formando uma ópera rock, agora esse papo de “canção mais complexa do mundo”, só se for complexa para Bellamy e sua turma! Gente como Yes , Van der Graaf Generator , King Crimson e etc., faziam coisas muito mais malucas que “Exogenesis: symphony”, e com os seguintes detalhes: faziam canções mais longas e conseguiam executá-las ao vivo! Quem já ouviu Rick Wakeman ou Jean Michael Jarre , sabe que esses caras são verdadeiras orquestras ambulantes.


É inegável que eles são um Power trio agora

Voltando ao disco, “Uprising” inicia o disco com sintetizadores, uma batida bem forte e uma guitarra distorcida que faz sua figuração na hora certa, muito legal. A “resistence” já faz o estilo The Killers(espero que esse estilo passe logo para não cair no senso comum) com um refrão bem forte e que cresce soberbamente de forma dançante. Gostei de “United States of Eurásia”, só achei que o uso de orquestras ficou inflacionado, dando uma cara de Queen à música (coisa que sinceramente... deixa pra lá).

Esse disco tem uma canção chamada “Guiding light” (mesmo nome de uma canção do Television), que possui umas guitarras meio U2 meio Coldplay, só que com efeitos mais pesados do que os citados.

Eu não gostei de “Mk Ultra” e a canção “I belong to you” até começa legal, mas se perde na tentativa de ser progressiva demais.

No final das contas, como disse no começo, é um bom disco.

NOTA: 7,2

12 de nov de 2009

Them Crooked Vultures (2009)


Pode parecer que estou repetindo post, mas não é isso, o disco em destaque no post é de fato o novo álbum do Them Crooked Vultures (ou "Os abutres corrompidos"), composto por John Paul Jones, Dave Grohl e Josh Homme (se você não sabe que é pelo menos um desses, não mereceu o sopro da vida !). Há quem diga que Mark Lanegan participa do disco, sei não... só vendo os créditos. Então, o disco que eu havia comentado uns meses atrás era na verdade um "Bootleg" (uma gravação amadora de um show ao vivo da banda). O disco tava previsto para 17 de novembro, mas acabou caindo na rede bem antes disso, quando eu consegui o link (que foi hoje de manhã) tratei de verificar logo e pude conferir o que a superbanda fez.

Agora pude conferir com a qualidade máxima as canções e posso dizer com segurança "O rock ainda pode nos presentear ainda!". É visível que o estilo que predomina é o do QOTSA.
E tem algum problema nisso!? Lógico que não! QOTSA é da pesada! A presença de Jones trouxe arranjos únicos que dão todo um estilo hard rock com viradas no estilo do progressivo (só que bem menos lisérgico).

"Elephants" é uma porrada, com riffs bem cortantes e com o devido peso, o seu longo refrão é único e me faz lembrar algo como o Jethro Tull fez com aqualung, ao intercalar a parte pesada com a parte lírica.

"Gunman" já tem uma levada levemente "disco" e guitarras com "Wah wah", que nos guiam a um refrão muito louco cheio de reverberação, ótimo para se ouvir no último volume e mandar os vizinhos chatos para os quintos.

"Scumbag blues" é a minha favorita (talvez essa minha escolha foi afetada pelo teaser da banda uns meses atrás), essa canção tem toda a atmosfera psicodélica no estilo do Cream! Dá até pra enganar alguém dizendo que a música é de 68 ou coisa assim. O refrão fica na cabeça e a riff atua de forma invisível estimulando o seu pé e sua cabeça a acompanharem toda a levada de forma rítmica. O solo dessa música já está entre os maiores que já ouvi, e posso dizer com orgulho que foi lançado na minha geração. Dá até pra perceber os backing vocals de Dave Grohl no refrão. Outra coisa é o efeito de vortex insano que rola no meio da música, com uma guinada nas guitarras, dando um tom bem caótico a música, até que retorna à batida original (que parece uma verdadeira marcha do rock!).

"Caligulove" é outra que destaco, também no melhor estilo QOTSA , e para sair quebrando tudo destaco "Dead end Friends" (guitarras tocadas sem pena).

O disco tem 13 músicas (pelo menos a versão que eu tenho, nunca se sabe né...) e eu simplesmente gostei de todas. Eu só comentei algumas por consideração àqueles que não estão sabendo do lançamento e querem ter uma idéia, pois bem meninos e meninas, eu recomendo... podem ouvir e pirar!

Eu não queria me deixar levar pelo entusiasmo de ver tanto cara safo numa banda só, também pudera, historicamente temos exemplos de supertimes que foram fiascos (Ex.: GTR, Asia (não tão fiasco assim), Velvet revolver,Real Madrid de 2002 e etc). Agora, após ouvir o disco do TCV, posso finalmente dizer sem medo que temos o disco de rock do ano, rock de qualidade, peso e pra cabra macho (isso mesmo Emos, mordam-se de raiva) !!!

See ya

NOTA: 10

8 de nov de 2009

David Bowie: Pinups (1973)



David Bowie apesar de ser um artista conceitual, não tinha o reconhecimento de público até o lançamento do single "Fame" de 75, não que ser famoso seja determinante para a qualidade do artista, mas é importante saber desse detalhe para nos situarmos em 1973. Até "Pinups", o camaleão já tinha "The Man who sold the world", "Ziggy Stardust" e "Alladinsane", álbuns excelentes, só que mesmo assim ainda eram poucos que sabiam o que era bom. Motivado pela mesma idéia de Bryan Ferry, Bowie regravou os grandes clássicos (naquela época não eram tão clássicos assim, pois eram de alguns anos atrás...) que fizeram a cabeça do nosso amigo.

O disco abre de cara com guitarras levemente distorcidas e bem dinâmicas para o clássico do Rhythm & blues "Rosalyn" de Bo Diddley, é o que eu digo de canção em "alta voltagem". A canção seguinte é "Here comes the night" (que eu não sei de quem é sorry), a qual não deixa a peteca cair, com seu refrão cheio de metais e o vozeirão de Bowie reverberando para tudo que é lado!!! Puro Glam rock cacete!!!

"I wish you would" e "Shapes of things" são canções que eu ouvi em disco dos Yardbirds, até onde eu sei a primeira é uma canção que os próprios yardbirds tocavam como cover, enquanto que a segunda era de autoria deles mesmo. "I wish you would" tem vocação para ser entupida de guitarras e batera no mais alto volume, e a banda o faz bem... mas os vocais de Bowie, são sublimes, é algo que eu chamo de vocal "plástico". Enquanto que "Shapes of things" já tem incrementos artísticos mais "Bowieanos", tais como sintetizadores e um refrão surge do nada como se estivesse se recuperado de um súbito derretimento (caraca, se alguém souber definir isso de forma mais adequada, porfavor digam!), agora algo que me faz pirar nessa música é o solo de Mike Ronsom cortando tudo !!! Oh You crazy Things!

Agora vou tocar num assunto delicado... Bowie canta "See Emily play"!!! Aposto que muitos não sabem que raios de música é essa! Afinal, o povo pensa que Pink Floyd se resume somente ao , Dark side of the moon, Wish you were here ou , na grande maioria, ao bom (jamais excelente, odeio a canção "another brick in the wall") The Wall. Voltando ao Pinups... em "See Emily Play" Bowie não só vestiu uma capa "Barrettiana" como elevou ao cubo as idéias do gênio que abandonou a nave Pink Floyd de forma precoce, com arranjos completamente desenfreados e alucinantes.

Bowie também gostava muito de the Who, tanto que incluiu "I cant explain" e "Anyway, anyhow , anywhere". A primeira já tem um clima meio lisérgico e é acompanhada de um vocal lento, nada agressivo e bem light.... mas plástico, ao melhor estilo dele. Já a segunda, Bowie quis ser o mais próximo possível da canção original, pena que ele não contava com um Keith Moon na bateria, mas tudo bem, o cara respondeu bem, algo que ressalto também é o caos sonoro que rola no meio da música, como eu adoro aquela quebradeira.

Pelo visto ele gostava de uma quebradeira na sua vitrolinha, somos presenteados com "Where Have the good times gone" do Kinks, só isso. NEXT---->

"Sorrow" é a mais legal de todas (não desmerecendo nada), mas é bela e hipnotizante. Aquela intro com violino e a guitarra trêmula é de arrepiar, isso sem falar no vocal de Bowie que está perfeito! Essa canção é uma verdadeira conspiração, tudo nela ficou perfeito! Essa canção tinha até versão em português por uma banda da jovem guarda, é engraçado quando eu ouço a versão de Bowie e a minha mãe aparece cantado uma versão em português muito diferente.

Era para esse disco contar com uma cover de "White Light white heat" do Velvet Underground (a qual sempre foi tocada por Bowie em seus shows), ela chegou a ser gravada, mas por algum motivo doido não ficou, deixa pra lá, o disco é perfeito de qualquer forma.

Bowie RULES!

NOTA: 10






3 de nov de 2009

Bryan Ferry: These foolish things (1973)


A estréia do genial líder do Roxy Music como cantor solo foi abençoada por um discaço de covers. Vocês podem muito bem alegar "Porra Blimbou, é só pegar grandes sucessos dos outros e pronto!", como se a coisa fosse fácil. Mas não, aí que mora o perigo... o artista fica sob a sombra da obra original e tem que dar seus pulos criativos para poder dar uma nova roupagem para as canções.

Isso Ferry conseguiu com louvor! O seu vocal ágil e seu timbre dão um tom tão pop e legal, que as canções acabam parecendo suas!!! Tal coisa só vi com David Bowie. Falando no camaleão, ele também tem um disco chamado "Pinups", que curiosamente, foi lançado no mesmo dia (the same fucking day!!!) de "These foolish things". Fico imaginando um fã de glam rock chegando na loja no dia do lançamento, tendo em seu bolso dinheiro só para um disco e ter que escolher entre o camaleão e Ferry (que sacanagem isso!).

Conversas furadas de lado... o disco conta com 10 pérolas, sim... 10! Adoro esse número, fica mais fácil para dar uma nota no final. O disco abre com "A hard rains gonna fall" de Bob Dylan com um estilão bem legal e bem alegre, ou seja, bem rock n roll no melhor estilo vocal "Virginia Plain".

"Don't ever change" e "You won't see me" mostram todo o apreço de Bryan Ferry com o som de 60, a diferença está nos arranjos bem mais limpos e altos que os equipamentos de 70 promovem.

Uma das versões mais legais desse disco é "Don't worry baby" dos Beach Boys, que apesar de ser uma cover de uma canção de 60 lançada em meados de 70 poderia muito bem tocar em um baile da década de 80! Basta conferir a atmosfera meio Jesus & Mary Chain, Ferry tinha mesmo visão.

Eu gostei muito do baixo de "Sympathy for the devil", o cara que toca é bom! Gostei também do uso dos instrumentos de sopro no refrão, além de crescer a canção foi usado na hora certa. É raro ver o bom uso de sax ou trompetes ou seja lá o que for na canção certa e na hora certa. Costumo usar "Whatever gets you thru the night" de John Lennon como exemplo bem sucedido. Outra digna de baile é "I love how you love me", com direito a saxofones (na hora certa também).

A versão para o sucesso do Four tops "Loving you is sweeter than ever" é realmente emocionante e bem arranjada. Não lembro onde ouvi a versão original, certamente deve ter sido em algum filme... mas tudo bem, sempre é bom revistar esse tipo de informação.

Ao contrário de muitos cantores, Ferry não fazia o tipo "rock urbano" ou "folk", e sim, um estilo cosmopolita do pop, realizando um "mosaico do mainstream" sem ser refém da necessidade comercial (eita porra que loucura!). Acho que no final das contas, ele queria ser um pouco de cada... uma espécie de Elvis multi-uso (basta conferir o visual na capa). "These foolish things" (apesar do nome, não se trata de coisas idiotas), é uma verdadeira apologia ao pop, rock e seus heróis.

God save Ferry!

NOTA: 10

Atenção! Próximo Post ... David Bowie!!!

P.S.: Outro dia o meu amigo Xandre disse que Ferry está igual ao Getúlinho na capa... até que lembra mesmo!


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