31 de jan de 2010

Genesis - Foxtrot (1972)



"Foxtrot" foi o primeiro disco do Genesis que ouvi nessa vida,há anos atrás lembro da minha resistência ao rock progressivo, não conseguia entender para que tanta maluquice e músicas exageradamente longas. Felizmente, tive minha salvação e hoje já sou um ser humano "quitado" com o rock n roll, pois já consigo apreciar e entender toda essa complexidade épica que só o rock progressivo pode realizar. Yes e Pink Floyd foram as primeiras, o Genesis veio um tempo depois, e justamente com "Foxtrot".

"Watcher of the skies" é uma introdução (no melhor sentido da palavra) ao disco, os teclados de Tony Banks dão um ar medieval e de arrepiar nos segundos iniciais, seguido por um belo exercício de bateria-baixo de Collins e Mike Rutherford. O belo final emenda com "Time Table", que faria muito bonito se fizesse parte do repertório dos Beatles, com um incrível baixo e refrão poderoso "time table" foi a canção que facilitou a minha "adequação" ao Genesis.


"Get em out by friday" é uma canção diferente, além de sua bela melodia, conta com uma letra intrigante que trata de diálogos entre um proprietário e um morador à beira de um despejo na sexta feira, o Genesis tinha dessas, Gabriel cantava os diálogos e grandes histórias, isso não é pra qualquer um.

"Horizons" é a canção mais curta do disco, porém não tão menos complexa, trata-se de um solo no violão feito por Hackett, mostrando toda sua capacidade com um violão clássico.

O disco fecha com "Supper's ready" que é na verdade uma reunião de várias músicas, compondo uma obra única que preenchia 99% do lado b do vinil original (o 1% restante era preenchido por "horizons" e os sulcos mudos do vinil). São 22 minutos e 58 segundos, que depois de um certo tempo, eu já passei a achar que era pouco e que se passava rápido demais. Uns tempos atrás li a crítica de um babaca na Revista Set sobre "Forth" do The Verve, ele se queixava que as canções estavam longas demais (em média 5 minutos), fico imaginando o que esse infeliz iria dizer de "Supper's ready". Afinal, ouvimos música para que ? A maioria das vezes, para se relaxar... agora, se o nosso amigo da Set tem pressa para terminar o momento de relaxamento, não é digno de ter um aparelho de som e cds de rock na prateleira.

Nota: 10

18 de jan de 2010

Harrison e amigos


16 de jan de 2010

The Beatles: Rock Band (2009)




Que raios, um disco novo ? Não! Estou falando do game "The Beatles Rock Band", eu já havia mencionado o jogo nesse blog, mas foi apenas a critério de informação e blá blá blá para suprir a minha ausência naquele período (putz, acabei me entregando!). Conversa fiada de lado, eu EFETIVAMENTE pude ter a experiência única de jogar o game (versão para xbox 360). Sim! Com direito a guitarrinha, microfone e BATERIA! Sim, "bateria" em letras maiúsculas! A bateria é algo espetacular, ao contrário da guitarra que foi até alvo de críticas minhas no antigo blog, quando mencionava que ela tinha 5 cordas (uma alusão às cinco cores dos botões no braço da guitarra).

Eu já disse que nunca fui fã desse tipo de game e até mesmo dessa jogabilidade, mas sempre enalteci a importância que esses games têm em trazer informação para a garotada, tais como ouvir e tocar bandas como Cream, The Who, Sex Pistols, King Crimson (isso mesmo!) e etc.. Todos sabem que Beatles é um ponto fraco meu, pois mexe com minha alma e coração. A junção de duas grandes paixões minhas (games e beatles) foi espetacular (só faltou incluir a terceira paixão: MULHERES!). O jogo tem um visual belíssimo e suas ambientações são totalmente coerentes com a atmosfera e história das músicas, o show já começa com a abertura que é realmente de arrepiar! Aquele elefante azul indiano marchando com os eggmen é maravilhoso e incrível, tem toda a cara do estilo Beatles de ser.

Foi tudo muito bem bolado, lógico que seria assim, pois os Beatles remanescentes e as viúvas participaram de toda a concepção artística do game. A idéia de poder ver a transformação dos beatles ao longo da carreira deles, passando do visual yeah yeah yeah até os cabelões e barbas do final de 60 foi simplesmente genial. Outra coisa foi ambientar momentos legais como a apresentação no Budokan ou no Hollywood bowl ou até mesmo no telhado (show de despedida) são emocionantes.


Apresentações históricas podem ser revisadas graças ao game

Eu pude reparar que os personagens fazem as notas de fato (sim! Eles fazem as notas como elas são nos seus violões, guitarras e baixo!). O game conta também com o modo história, que abrange desde os shows no cavern club até o show do telhado, sendo cada um apresentado com suas respectivas datas. Pena que a cópia que eu tinha dava problema nesse modo.


Reparem as mãos, em especial a de Harrison fazendo o solo de "here comes the sun"

Fiquei sabendo que o jogo possibilita a atualização através da compra (via download) de álbuns completos , como por exemplo: Abbey Road (1969). Imagina só , poder tocar o lado B completo de Abbey Road non stop! What Fucking nice Thing Man!!!

Voltando a falar dos instrumentos, tive o prazer de tocar a bateria nesse jogo, e digo que apesar de ser difícil, está muito próximo do real (ao contrário da guitarra da discórdia). Outra coisa que o jogo possibilita é você poder cantar junto com os Beatles, sendo que a frequência da sua voz será avaliada, nesse aspecto você pode cantar como vocal principal ou backing vocals!!! É possível que todos cantem, um sendo o principal e os demais fazendo o apoio no fundo, sendo que o vocal não sobrepõe ao original.


Notem que até pedal para o bumbo tem

O único ponto negativo do game é que as dificuldades não foram distribuídas irmãmente, por exemplo: o nível médio da bateria chega parecer o expert da guitarra, ou seja, enquanto o cara da batera se fode para tocar, o da guitarra tá na maior moleza. E tem outra, não vão achando que só porque era o pobre narigudo do Ringo Starr com sua batidinhas triviais, que o jogo pela bateria será moleza. Agora sr. Player, se você nunca tocou uma batera, vai pensar 2 vezes antes de dizer que o cara era limitado.


Visual belo e coerente

Após jogar esse game, lembrei de uma asneira cretina que um colega disse (se segurem queridos) "Cara o que os Beatles têm de Rock para esse jogo? É só música parada!", o game conta com "Helter Skelter", "Birthday", "Hey bulldog" e "Ive got a feeling" por exemplo. Aí eu pergunto, são paradas?

O jogo não tem gráficos detalhistas, mas o visual cartunesco é muito bonito, ao contrário do visual carregado dos personagens de Guitar Hero, acredito que as ambientações, o climão do jogo e o meu fanatismo me deixaram pirados com tudo isso.

É um dos melhores games do ano passado (lançado na data mágica 9.9.09, número favorito de Lennon) juntamente com Batman:Arkhan Asylum e Modern Warfare 2. A propósito, soube que o game chegou ao seu primeiro milhão de cópias, tudo bem que não é uma marca expressiva quando se fala de Beatles, mas em face da pirataria e dos games caros, esse número poderia ser bem mais favorável e condizente com os Beatles, mas não deixa de ser uma marca interessante para a softhouse que desenvolveu.

Essa será a primeira vez que não darei 10 para os beatles, pois esse aspecto da dificuldade não ter sido bem distribuída foi um ponto negativo do game. Afinal, estou avaliando o game, e não as músicas ou os Beatles. E como game é...

NOTA:9,7

12 de jan de 2010

O Clone - King Crimson x Tears for Fears

Dessa vez resolvi colocar em pauta dois discaços, King Crimson-Tongue's Lair e Tears For fears - Tears Roll down. Cada um com o seu Sol caracterizado por uma face, entretanto a capa do King Crimson tem uma luazinha despintada, mas não deixa de ser muuuito semelhante.


See ya

7 de jan de 2010

Melhores capas de 2009



Recentemente foram escolhidas as melhores capas de 2009, a lista inclui Muse, Manic Street Preachers (a melhor da lista deles na minha opinião) e La Roux (essa lembra David Bowie - Low).
Eu poderia muito bem dar uma de esperto e simplesmente copiar a e colar a lista que os caras fizeram .

Eu optei por dizer qual a capa que na minha opinião foi a melhor de 2009 .



Esse ovo da capa "Its blitz" do Yeah Yeah Yeahs foi demais! Eu não sei onde deixei o disco, é um disco excelente, me desculpo por não ter postado algo sobre esse discaço aqui, mas o que importa é o fato de sua bela capa não ter sido esquecida.

See ya

2 de jan de 2010

Feliz 2010

Muita gente fez canções sobre o natal, de John Lennon a The Who, mas sobre o ano novo só me vem a mente a música a seguir... enjoy it!


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