2 de fev de 2010

O Louva-a-Deus carniceiro de Bukowski


Se tem uma coisa que todo homem hetero teme é um atentado à sua masculinidade, dúvida? Então, ameaça cortar o prego de um fora, com certeza a reação não será tão desesperadora do que cortar o dedo mínimo. Outro exemplo é o que acontece no filme "Tropa de Elite", bastou o capitão Nascimento ameaçar meter a vassoura no bandidinho que ele entregou o Baiano na hora.

No conto "Louva-a-deus" de Charles Bukowski, o personagem Marty assistia TV de forma casual, aguardando a hora de encontrar sua namorada mais tarde. Entretanto, ele é abordado por uma quarentona de maquiagem e vestido barato chamada Lilly.

Lilly vai enrolando Marty com o seu papo, e o seduz pouco a pouco mencionando insetos assassinos e muito sexo. É muito legal a forma como Bukowski nos faz imaginar essa quarentona repetindo lentamente "Foder... foder... foder..." a poucos centímetros da face de Marty.

Logicamente que nas condições normais de temperatura e pressão, uma história escrita por Bukowski deveria ter um destino surpreendente e caótico. Lilly cai de boca no Marty ... FELAÇÃO!!! Hooray!!!

Já que estamos no universo de Bukowski, sabemos que um boquete de qualquer natureza será perfeitamente aceito por qualquer personagem masculino. Mas para o azar do Marty, a Lilly resolve encarnar o Louva a deus e dá uma decepada na pimba do rapaz.

Engraçado como nessas horas o ser fica desesperado e ao mesmo tempo envergonhado, Marty simplesmente não consegue descrever ao fone o que aconteceu.

Bukowski é assim, louco, sujo, culto e genial, uma mistura que pode parecer indigesta para muitos, mas aceitável para um Beatnik.

Eis o velho safado e suas notas

E o que pirocas isso tem haver com rock ? Bukowski mal sabia tocar a própria vida, quanto mais uma guitarra elétrica. Mas o que importa mesmo é o fato de o movimento beatnik, com suas histórias bem modernas, contracultural e sujas, é sem dúvida uma manifestação do rock na literatura.

Buk Rules!

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