25 de mar de 2010

MGMT: Congratulations (2010)


Em 2008, pirei muito quando ouvi "Oracular spetacular" do MGMT, o que me fez viver uma expectativa muito grande pelo álbum que seguiria (a última vez que vivi algo parecido foi na época de "Be here now", o Them Crooked Vultures só vai entrar nessa lista quando anunciarem o segundo trabalho). Eis que finalmente o disco está, mas não foi lançado! O álbum vazou, isso mesmo, alguém do estúdio peidou na farofa e deixou que as 9 canções do disco novo caíssem na rede. O mais curioso de tudo, é que o próprio MGMT em seu site diz algo do tipo " Se você tiver de ouvir o nosso álbum, faça isso diretamente com a gente", foi o que fiz. Tá muito difícil achar o link de download, a maioria ficou fora do ar, então o jeito é seguir o conselho do duo.

De modo geral, o MGMT está soando um pouco diferente em relação ao disco anterior. "Congratulations" não tem toda aquela força pop de "Oracular spetacular", ou seja, você não irá sair assoviando as músicas como faria depois de ouvir "Time to pretend" ou "Kids". Esse disco novo também está com uma proposta de deixar os sintetizadores menos dançantes e viajantes que do disco anterior.

Aí você está a pensar "Pqp, o disco tá uma merda?", a resposta é não. O MGMT veio com uma idéia interessante (algo que eu sempre defendi por sinal), que é "conceber um álbum" e não montá-lo a partir de hits que vem pipocando ao longo do período de gravação num só disco, em função disso eles não queriam que o ouvinte fosse direto nos hits (o que desvaloriza as demais canções). De fato isso acontece, temo um álbum com uma sequência lógica e coerente.

Esse disco já está bem estilo anos 70, com uma cara de ELP e Genesis, entretanto com uma cara de mgmt.

"Lady Dada's nightmare" é a canção instrumental de disco, muito legal por sinal. Segundo os caras do MGMT, o nome não tem nada haver com a Lady Gaga. "Brian Eno" (isso mesmo! o cara é tão foda que virou música!) é a mais "rock n roll" das músicas desse albúm, eu não lembro do Eno ter canções parecidas com essa que o mgmt dedica a ele... mas tudo bem, eu recomendo.

"Congratulations" já faz o estilo T-Rex, até achei que fosse Bolan no vocal rsrsrs, muito boa mesmo. "Flash delilirium" é outra pérola que merece uma atenção exclusiva e que faz jus ao nome.

até mais

Nota: 9,8

20 de mar de 2010

Lou Ree: Transformer



Eis o álbum que marcou o retorno triunfal de Reed ao cenário musical, sendo este e "Berlin" seus álbuns mais cultuados pela crítica especializada em sua fase pós Velvet underground. Com apoio incondicional de David Bowie, que além de tirar Reed do ostracismo, produziu este disco e fez vocalizações em canções como as que se ouve no final de "Satellite of love". Ajudar roqueiros sempre foi uma prática de Bowie, Iggy Pop que o diga.

Outra canção marcante é "Perfect day", a qual teve uma versão cover do Duran Duran e figurou na trilha sonora de "Trainspotting". Além do apoio de Bowie nos backing vocals, a banda montada para este disco também tem Mike Ronsom (umas das aranhas de marte de Ziggy Stardust!) solando as guitarras desse disco clássico . Destaque para a clássica "Walk on the wild side". "Transformer" é bem rock n roll com suas levadas de guitarra legais, Reed como sempre tem em seu vocal algo único e inimitável.

A capa em destaque é de uma edição especial lançada em 2002 (se eu não me engano), a qual contém faixas bônus (pena que eu não tenho…), mas a que eu tenho é a versão clássica que é da pesada de qualquer forma.

12 de mar de 2010

Pink Floyd: The Dark Side of the Moon (1973)


Quando era mais novo, achava que rock progressivo era um monte de miolagem feita por maconheiros sem sentido para fãs com sérios problemas mentais e que obrigatoriamente tinha que ser composto por músicas longas e confusas. Nesse tempo eu era um babaca que nem o carinha da revista Set que implicou com as músicas de 5 minutos do Verve. Por sorte algo aconteceu na minha vida, e me fez ver que existia algo muito mais interessante do ponto de vista instrumental e artístico nos anos 70 além do punk.

Eu sempre tive comigo que o Pink Floyd sempre foi a banda de uma música só (no caso me refiro a música chata "Another brick in the wall"). Mas se tinha uma coisa que me intrigava era o tal disco do prisma, o qual está até hoje no Guinnes Book por ser o disco que mais tempo ficou nas paradas dos EUA (14 anos, se eu não me engano). O que será que esse disco tinha de tão especial? Porque tanto tempo de sucesso? Mas que droga era isso?

Não lembro ao certo que ano foi (acho que 96), o meu amigo Mark descolou um cd do "Dark side" aí gravamos numa fitinha K7 . Poderia até parecer desperdício de fitar gravar o "Lado A" do disco só no "A" da fita e deixar quase 1/4 de fita sem nada gravado. Mas no fundo, o maior crime seria com a gravação original, a qual foi feita para ser tocada do início até o fim. Lembro que a primeira vez que ouvi foi numa tarde de sábado, eu deitado na minha rede olhando o por do sol entre os açaizeiros do quintal de casa... que viadagem!!! Voltando para o disco, quando comecei a ouvir aquele coração com risos e vozes seguidos de um grito desesperado (não sei se de dor ou loucura), o qual é interrompido por uma guitarra gelada e deslizante acompanhada pelo belo vocal "Breahte... Breathe in the air..." Eu percebi nesse momento que o cara que usa drogas pra viajar é um perfeito otário que gasta sua grana nisso. Ouve Pink Floyd seu cagão!

Voltando ao disco... os slides que David Gilmour usa (sobretudo em "Speak to me/breathe ") voa no espaço!!! Tenho um amigo que diz que isso é delírio meu, mas é impressionante como ele faz a coisa flutuar lentamente e graciosamente "Marvelous"!

Eu confesso a única canção desse disco que eu nunca foi muito chegado foi "Money", mas é inegável que ela tem o seu papel fundamental na concepção do disco. O disco inteiro parecer ser uma canção só, cada uma das faixas vive seus momentos, mas sempre uma remetendo a outra.


Ao ouvir o "Dark Side" percebi que toda aquela miolagem que eu implicava tanto era na verdade uma grande obra de arte e eu não conseguia enxergar. Foi preciso, o Pink Floyd vir com seu álbum genial e ao mesmo tempo acessível, e as músicas nem são tão longas assim ( Us and them é a maior). Lógico que se compararmos com outras bandas como King Crimson e ELP, o Pink Floyd não é tão aloprado na questão instrumental e melódica, mas consegue repassar a compasso mais comportados e belos refrões as propostas do progressivo, que é uma verdadeira fusão do jazz com a música clássica e o rock. Um exemplo bom é "Brain Damage", cujas linhas de guitarra e baixo são muito simples, mas PERFEITAS, ao contrário de um Dragon Force que faz sequências infinitas de solos na velocidade da luz sem propósito algum.

"Brain Damage" e "Eclipse" (não pensem que é o filme de vampiros emos) são um dos maiores finais que já ouvi em um disco de rock , todo aquele papo de que "o lunático está na minha cabeça e etc" me fez pirar!!!

Tenho até hoje o cd que comprei com o dinheiro que sobrou da inscrição do vestibular (exatos 25,90, valor caro na época). Serei eternamente grato ao Pink Floyd, por ter me feito enxergar a grandiosidade dos dinossauros. Além disso, vi que nem tudo era resumido em "Another brick in the wall" como 99% das pessoas acham...

PS.: Alan Parson do "Alan Parsons Project" participou da equipe técnica que trabalhou no disco.

See you on the dark side of the moon

10

6 de mar de 2010

The Charque side Of the moon (2008)


http://www.4shared.com/file/80996981/3d6474b4/The_CHARQUE_Side_of_the_Moon__.

Calma! Este blog não é destinado à putaria! A capa acima é do disco "The charque side of the moon", um "mash up" (cover misturada a algo inusitado). O nome charque, talvez não seja muito comum para o pessoal do sul do Brasil, lá eles tão acostumados com "carne seca", a quem quem chame o charque de jabá. Mais o que raios o Pink Floyd, o charque e a chavasca horripilante cabeluda tem haver com isso ?

Vamos por partes, charque é "carne de boi seca" (lógico cabeção, eu sei disso), tente pronuciar "carne de boi seca" bem rápido. "Boi seca" "Boi seca""Boi seca""Boi seca""Boi seca""Boi seca" ... sacou? Por se tratar de uma gíria sofisticada do Pará, o cara que bolou esse mash up resolveu fazer um título que tivesse algo paraense.

O pouco que eu sei é que tem uns caras do La pupuña e mais um monte de convidados, a idéia era regravar todo o "Dark side" impregnado com o estilo da música paraense. Simplesmente colocaram no caldeirão: brega, guitarrada marajoara, cumbia, merengue, tecnobrega, carimbó, lundum ... acho que foi isso tudo.

Quem me conhece sabe que já faço vista grossa para o rock nacional, imaginem como fica a minha vista para o rock paraense. Agora imaginem a minha vista para coisas como o brega... Pois é, apesar de todos esses fatores contrário, o disco não é de todo péssimo.

Eu reconheço que as adaptações foram muito bem arrajandas, o som está limpo, os efeitos dos instrumentos estão bem próximos ao do original... a única coisa que matou foi a inclusão dos ritmos paraenses. Eu to cansando de ouvir bosta de brega, por onde se anda aqui (até no ônibus), é essa merda de brega tocando. E por conta disso, terei até que ouvir brega nos grandes clássicos do rock? Só pode ser brincadeira dessa galera do la pupuña.

Tenho amigos que curtem muito a banda do La Pupuña, o meu querido Mark a essa hora deve querer minha cabeça por isso, mas eu não consigo engolir esse papo deles quererem ser cults tocando bosta de "gererê" com surf music.

Eu ouvi o disco inteiro (sim, ouvi). Em "Speak to me" se pode ouvir o som de um motor de barco (quem mora perto de rio como eu, ouve direto), esse tipo de embarcação é conhecida por "pô pô pô" justamente por causa do som característico.

Dentre as versões, "Us and them" foi muito bem produzida, pena que ficou alegre demais com aquela batida de lambada (ou sei lá o que é aquela porra de batida), "Time" teve seus solos originais muito bem executados, isso é inegável (isso se não for sampler do original, espero que não seja senão vou retirar o elogio).

Quando "Brain damage" começa, eu achei que fosse tocar "Saramandaia", mas a coisa fica mais estranha com o uso da guitarrada no meio da música (guitarrada é um ritmo daqui, não pensei que é uma porrada com a guitarra). Uma coisa interessante, foi a inclusão da risada da Fafá de Belém, pqp o Syd Barrett ficaria mais "lunatic" se houvesse a risada dela, é de meter medo!!! Se o Pink Floyd ouvisse, certamente iriam dizer "Putz, deveríamos colocar essa risada dessa louca na nossa gravação original".

Eu reconheço que foi um trabalho ousado, bem adaptado e bem gravado, mas pra mim não somou em nada e não fará nenhuma falta no minuto a seguir. Eu fui bastante criterioso nessa avaliação e tentei ao máximo ser menos exigente.

até mais

PS.: Reconsiderei a nota anterior, acabei sendo bonzinho demais.

NOTA: 1,0

5 de mar de 2010

O clone - Oasis x Titãs


Esse caso ficou bem latente que foi intencional da parte dos titãs, até a fonte do título é parecida... seria a capa a décima primeira cover?



1 de mar de 2010

Os Haxixins (2009)


Em um breve tour pelos canais de tv, dei uma paradinha na MTv para conferir uma banda do tempo do ronca rufando seus tambores, com órgãos derretidos e guitarras cruas. Esperei para ver de quem se tratava, porque não tinha reconhecido até então... eis que o louco começa a cantar em português! "Raios! Quem são esses?" Ao final do comercial surge o nome... "Os Haxixins".

Todos os que acompanham o meu blog, sabem que este que vos fala não é tão chegado ao rock tupiniquim. Sou muito chato sim! Que se dane! Sei que o som que eles fazem não é novidade alguma nem aqui nem na Indochina, mas é no mínimo ousado. Não é todo mundo que faz questão de revisitar os 60's, os caras o fazem de forma autoral e com maestria. Os Haxixins são na verdade Dinossauros insanos que certamente estavam hibernando em alguma garagem desde 1970 e só acordaram agora em função do aquecimento global ou de algum gol feito pelo glorioso Paysandu Sport Club.

Outra coisa legal, é o compromisso temporal deles, desde roupas, instrumentos, clipes e o som da gravações de estúdio. As capas que eu encontrei na net são todas com aquela carona de 60, dignas de um vinil (inclusive o disco deles tem em LP! Iabadaba roll!!!) . A capa do disco (álbum de 2009) que eu ouvi é na verdade uma fusão da capa do 13th elevator's floor com Love Forever changes.

O som deles tem um estilo bem Deep Purple, com direito a pancadas delirantes no estilo Soft Machine e psicodelia do 13th elevators floor. Pena que só vim ouvir esse disco agora em 2010 (não foi por falta de aviso, o meu amigo André já haviam indicado os caras há seculos), certamente eles estariam na listinha dos melhores do ano passado. São 17 faixas da pesada.

NOTA: 10


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