24 de abr de 2010

Talking Heads: little creatures (1985)


Taí um disco que na época em que comprei o vinil, foi mais pela capa (pintura legal, apesar do cara de cueca lembrar o meu amigo Julião) e pelo peso do nome "Talking Heads". Na primeira audição que tive não me empolguei tanto (adolescente é foda!), mas a coisa foi mudando com o passar do tempo. O Talking Heads é meio assim, pode parecer indigesto no começo, por sorte não senti tal indigestão ao ouvir "77" e "more songs about building and food".

O disco abre com a açucarada e ideal para um café da manhã "And she was", animada na dose certa para alegrar a manhã de qualquer ser decente desse mundo. Se eu não estou enganado essa canção toca no começo do filme da feiticeira com a Nicole Kidman, talvez o wikipedia ajude nessa hora... ah! não vou olhar lá.

Esse disco tem uma das canções mais fodas que o Talking Heads já fez, uma levada bem relaxante, alegre e que entusiama que é "The Lady don't mind". Algo que chega a ser surpreendente, pois se vermos na discografia da banda, o disco anterior foi o albúm-filme "Stop making sense", como o próprio nome sugere era algo "cabeça" demais. Em face disso a própria banda resolveu usar algo mais leve e colorido no disco que veio a seguir (no caso o disco em questão). "Lady don't mind" fica na cabeça da gente, desde sua introdução e baixo poderosíssimo, gosto muito da forma como a canção vai crescendo ganhando sons de metais ao final dando mais força ao vocal de Byrne. "No no no no... the lady dont mind" Se algum dia eu for dono de uma festa, que se danem os incomodados, tocarei essa música 3 vezes (não é a toa que algumas edições do cd vem com uma versão estendida).

"Perfect world" é outra porrada pop belíssima, com uma batida comportada ideal para servir de fundo para Byrne que manda e desmanda com seu vocal "This is a perfect world/I'm riding on an incline/I'm staring in your face/You'll photograph mine...", caramba da vontade de ouvir esse refrão toda hora .... toda hora mesmo! Maldito seja David Byrne!!!

O disco fecha com "Road to nowhere" bela canção que foi hit e que conta com um clipe muito legal. Devo ressaltar que esse clipe é anterior ao revolucionário "Sledgehammer" de Peter Gabriel, não é a toa que esse clipe tá no museu de artes de NY.


NOTA: 9,5



16 de abr de 2010

Slash: REFNR (2010)


Antes de tudo, não consegui achar o significado para o "Refnr" que intitula o disco do malucão e eterno gênio do Guns N Roses. Slash , assim como os demais colegas de GNR, sabia fazer muito bem uma pose, mas o cara toca muito. Eu confesso que esse é o primeiro disco dele solo que ouvi após a saída dele do GNR. "Refnr" é o terceiro disco do Slash e que conta com inúmeras participações especiais, que de antemão eu achei que comprometeu na uniformidade do álbum e que fez com que cada faixa fosse algo que tivesse sido feito a parte e não em conjunto. Na minha cabeça as coisas não funcionam desse jeito, eu fui acostumado a um interprete único por banda (com exceção para um convidado aqui ou um baixista que resolveu cantar ali...), se fugir disso já fica parecendo compilação.

Mesmo assim, eu achei um bom disco, lógico que não estou falando de um novo clássico do rock, mas eu garanto que é muito melhor do que essas porras de Jonas Brothers e Fiuk da vida.

Bem falando do disco, de cara eu destaco "Beautiful dangerous" (cantada por Fergie). Quando vi o nome dessa doida pensei que fosse vir algum hip-pop-rap-dance (seja lá a porra que essa mulher canta) e já estava me afiando para ouvir uma bomba. A canção é muito boa, Fergie se mostrou versátil e sensual para uma canção com base no rock e com potencial para hit.

"Ghost" é uma canção feita sob medida para um certo Axl Rose só que cantada por Ian Astbury. Eu curti muito a canção cantada por Lemmy Kilmeister do Motorhead, rock n roll bacana. "I hold on" cantada por Kid Rock é a que tem o melhor refrão, legal mesmo. Não posso dizer o mesmo de "Gotten", apesar do potencial pop (não vou me espantar se toca numa novela), acho que o meu problema é com esse vocalista do Maroon 5, acho a voz dele defeituosa, fina e nasal (Ah porra Blimbou, só aperta no botão pra pular). Tem também a boa instrumental "Watch this" com Dave Grohl e Duff McKagan.

"We all gonna die" Slash compôs para realizar um sonho na verdade, de ser o "Stooges", algo bem no estilo "Raw power". Então porque não convocar o Sr. James Newell Osterberg (vulgo Iggy Pop) para cantá-la?


O disco também conta com Ozzy Osbourne, para muitos pode parecer uma heresia o que direi do "deus" do metal, mas é apenas mais uma música cantada por Ozzy, tudo bem que também feita sob medida, mas e só.

Infelizmente, o disco conta com faixas bônus que só foram disponibilizadas via "itunes", destaco a porrada "Chains and Shackles" com Nick Olivieiri (QOTSA). Ouvi outras faixas bônus, mas resolvi não mencionar, acredito que os fãs mais próximos e habituados de Slash irão apreciar com outros olhos (não só o bônus como as demais do disco), diferente do chato aqui.


Nota: 7,2

9 de abr de 2010

Peter Gabriel: Scratch my back (2010)


Foi com muita alegria que e curiosidade que fui a caça do cd novo do mestre e eterno vocal do Genesis sr. Peter Gabriel. Gabriel não gravava nada desde 2002, o último registro dele foi o álbum de inéditas "Up". Agora ele volta com um disco 100% de covers! E como sempre... eu nunca neguei meu fascínio por covers, ainda sabendo de antemão que teria uma versão para "Heroes" de David Bowie. A próposito, a voz do mestre continua impecável.

Para minha surpresa completa, o disco é orquestrado! O disco já abre de cara com a que eu queria ouvir, não vou negar que prefiro a original, afinal Bowie se revelando no final da música é o bicho (isso sem contar na guitarra infinita do Fripp), mesmo assim é uma audição agradável. O disco todo é recomendado para aqueles que apreciam ouvir música com finalidade de relaxar ou pensar na vida. Não esperem por guitarras ou baixos ou baterias, como o próprio slogan do disco diz "Orchestra, no drums, no guitars".

A canção que mais me impressionou foi "listening winds" do Talking Heads, a versão de Gabriel é incrível, bela e ao mesmo tempo angustiante, chega me lembrar uma canção instrumental do filme "Requiem para um sonho". Ela está muito legal mesmo, pra ter noção eu nem sequer lembrava da original, depois que eu fui conferir , vi que era uma canção que eu pulava sempre quando ouvia o "Remain in light". Gostei muito da evolução que Gabriel e sua orquestra deram à canção chegando a soar como se fosse uma criação dele! Muito legal mesmo, já está na minha lista de covers históricas.

Peter Gabriel sem Photoshop!!!

"Flume" do Bon Iver que soava bem hippie, se transformou em uma verdadeira declaração de amor. Eu não gostei da versão para "Street spirits"do Radiohead, acho que ficou descaracterizada, apesar de se encaixar na filosofia proposta por Gabriel nesse disco. "My body is a cage" do Arcade Fire chega soar num climão bem parecido com o de Johnny Cash no seu último álbum (sim, aquele de covers que tem "Hurt" e otras cositas mas).

Peter Gabriel ainda sem Photoshop!

Dentre as versões, a que mais ficou parecida com a original foi "Philadelphia" de Neil Young (pra quem não lembra, tocava no filme homônimo com Tom hanks), uma linda canção por sinal. Outra que gostei muito foi "The Power of the heart" de Lou Reed (a propósito uma canção muito legal que eu não conhecia... quem me dera ouvir tudo de Lou Reed).

Disco ousado, a altura de um mestre, pena que chega o fato de ser 100% orquestrado mas se faz achar que havia acabado de ouvir algo muito parecido na faixa anterior.


Nota: 8,5

6 de abr de 2010

A magia do K7


Certamente quem tem mais de 30 (ou algo perto disso), viveu intensamente a magia das fitas cassetes (k7), sobretudo nos anos 80 e 90. Pelo que li na net, o k7 é uma invenção da toda poderosa holandesa Phillips (bendita seja !).

A praticidade, tamanho e preço, tornou esse tipo de equipamento o meu favorito e mais comum no meio das minhas tralhas. Haja vista que vinil era caro pra cacete " Ah Blimbou! Seu mão de Vaca Safado!" (vai ser adolescente sem grana nessa época pra ver o que é bom pra tosse!).

Lembro que cada fita era personalisada! Isso! Com direito a capinha e playlist, tudo bem que em sua maioria eram xerox e recortes, mesmo assim o visual ficava muito legal. Pena que não sei por onde anda a sacola com minhas antigas fitas.

Um problema que acontece em função do desuso é o mofo ("Mofo deu!") e outro é a questão da mastigação, caramba eu quase entrei em depressão quando a minha única fita com o Urban Hymns do Verve foi brutalmente mastigada pelo cabeçote do meu rádio. Eu sinceramente não sei o que deu no meu gravador naquela época (um Sony, muito bom e bem básico) e triturou o finalzinho da fita. Imaginem a situação, toda vez que chegava no final eu tinha que parar de ouvir para não correr o risco de enrolar de novo.

Lembro que eu tinha fitas destinadas somente à gravação de músicas da FM. Ééééé... não tínhamos os torrents e emules da vida nesse tipo, vivíamos na torcida (e contando com a sorte também) para que a tal música tocasse, isso sem contar que passávamos a angústia de torcer para que o satanás do locutor não falasse no meio da música (a vinheta da rádio era inevitável). Passava horas com a fita no ""Rec" pausado.

Outra coisa, a gente não tinha essa praticidade de troca de canções, tipo " Ah porra, quero ouvir só a quarta música". Para isso, só avançando a fita mesmo! Eu já estava tão safo com isso, que eu conseguia rebobinar ou avançar sem sequer (eu disse SEQUER) olhar para a janelinha do toca fitas.

Os modelos mais comuns no meu tempo eram: tdk (tinha até uma pirata "TTK"), Basf (hoje Emtec) e Sony (que era um pouco carinho). Eu curtia muito umas Sony transparentes, elas possibilitavam você colar umas coisas legais que poderiam ser vistas do outro lado da fita! Fucking Nice!!!

Tinha também umas fitas cromadas que eram o bicho! Eram perfeitas para se gravar cd, a qualidade era realmente muito boa , o que justificava o preço. Eu também cheguei a ter fitas com 90 minutos de duração "wow!", imaginem só... uma partida de futebol inteira numa fita k7! rsrsrs "Goooool! Cacaio para o Paysandu!!!"

Hoje em dia pode parece algo ultrapassado e limitado, mas era legal pra "cassete"!!!

see ya

1 de abr de 2010

A volta dos Libertines



Essa semana foi marcada pelo show surpresa do Libertines, com direito ao desajustado Peter Doherty nos vocais. Eu vi a notícia na net e gostei muito de saber que eles estão "de boa" tocando juntos, algo que não acontecia desde 2006 se eu não estou enganado (to com preguiça de olhar no wikipedia!).

Se Doherty não fizer nem uma sandice do tipo: injetar substância em alguma pessoa em coma ou limpar a casa de um dos amigos para comprar algumas paradas caóticas.

Informações a parte, vou partir para uma coisa que achei interessante. Ao ver a foto veiculada, pude reparar que ela está estrategicamente similar a seguinte foto do Sex Pistols.


Só faltou a a bandeira do Reino Unido ao fundo, mas isso é o de menos...

see ya

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