6 de abr de 2010

A magia do K7


Certamente quem tem mais de 30 (ou algo perto disso), viveu intensamente a magia das fitas cassetes (k7), sobretudo nos anos 80 e 90. Pelo que li na net, o k7 é uma invenção da toda poderosa holandesa Phillips (bendita seja !).

A praticidade, tamanho e preço, tornou esse tipo de equipamento o meu favorito e mais comum no meio das minhas tralhas. Haja vista que vinil era caro pra cacete " Ah Blimbou! Seu mão de Vaca Safado!" (vai ser adolescente sem grana nessa época pra ver o que é bom pra tosse!).

Lembro que cada fita era personalisada! Isso! Com direito a capinha e playlist, tudo bem que em sua maioria eram xerox e recortes, mesmo assim o visual ficava muito legal. Pena que não sei por onde anda a sacola com minhas antigas fitas.

Um problema que acontece em função do desuso é o mofo ("Mofo deu!") e outro é a questão da mastigação, caramba eu quase entrei em depressão quando a minha única fita com o Urban Hymns do Verve foi brutalmente mastigada pelo cabeçote do meu rádio. Eu sinceramente não sei o que deu no meu gravador naquela época (um Sony, muito bom e bem básico) e triturou o finalzinho da fita. Imaginem a situação, toda vez que chegava no final eu tinha que parar de ouvir para não correr o risco de enrolar de novo.

Lembro que eu tinha fitas destinadas somente à gravação de músicas da FM. Ééééé... não tínhamos os torrents e emules da vida nesse tipo, vivíamos na torcida (e contando com a sorte também) para que a tal música tocasse, isso sem contar que passávamos a angústia de torcer para que o satanás do locutor não falasse no meio da música (a vinheta da rádio era inevitável). Passava horas com a fita no ""Rec" pausado.

Outra coisa, a gente não tinha essa praticidade de troca de canções, tipo " Ah porra, quero ouvir só a quarta música". Para isso, só avançando a fita mesmo! Eu já estava tão safo com isso, que eu conseguia rebobinar ou avançar sem sequer (eu disse SEQUER) olhar para a janelinha do toca fitas.

Os modelos mais comuns no meu tempo eram: tdk (tinha até uma pirata "TTK"), Basf (hoje Emtec) e Sony (que era um pouco carinho). Eu curtia muito umas Sony transparentes, elas possibilitavam você colar umas coisas legais que poderiam ser vistas do outro lado da fita! Fucking Nice!!!

Tinha também umas fitas cromadas que eram o bicho! Eram perfeitas para se gravar cd, a qualidade era realmente muito boa , o que justificava o preço. Eu também cheguei a ter fitas com 90 minutos de duração "wow!", imaginem só... uma partida de futebol inteira numa fita k7! rsrsrs "Goooool! Cacaio para o Paysandu!!!"

Hoje em dia pode parece algo ultrapassado e limitado, mas era legal pra "cassete"!!!

see ya

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