9 de abr de 2010

Peter Gabriel: Scratch my back (2010)


Foi com muita alegria que e curiosidade que fui a caça do cd novo do mestre e eterno vocal do Genesis sr. Peter Gabriel. Gabriel não gravava nada desde 2002, o último registro dele foi o álbum de inéditas "Up". Agora ele volta com um disco 100% de covers! E como sempre... eu nunca neguei meu fascínio por covers, ainda sabendo de antemão que teria uma versão para "Heroes" de David Bowie. A próposito, a voz do mestre continua impecável.

Para minha surpresa completa, o disco é orquestrado! O disco já abre de cara com a que eu queria ouvir, não vou negar que prefiro a original, afinal Bowie se revelando no final da música é o bicho (isso sem contar na guitarra infinita do Fripp), mesmo assim é uma audição agradável. O disco todo é recomendado para aqueles que apreciam ouvir música com finalidade de relaxar ou pensar na vida. Não esperem por guitarras ou baixos ou baterias, como o próprio slogan do disco diz "Orchestra, no drums, no guitars".

A canção que mais me impressionou foi "listening winds" do Talking Heads, a versão de Gabriel é incrível, bela e ao mesmo tempo angustiante, chega me lembrar uma canção instrumental do filme "Requiem para um sonho". Ela está muito legal mesmo, pra ter noção eu nem sequer lembrava da original, depois que eu fui conferir , vi que era uma canção que eu pulava sempre quando ouvia o "Remain in light". Gostei muito da evolução que Gabriel e sua orquestra deram à canção chegando a soar como se fosse uma criação dele! Muito legal mesmo, já está na minha lista de covers históricas.

Peter Gabriel sem Photoshop!!!

"Flume" do Bon Iver que soava bem hippie, se transformou em uma verdadeira declaração de amor. Eu não gostei da versão para "Street spirits"do Radiohead, acho que ficou descaracterizada, apesar de se encaixar na filosofia proposta por Gabriel nesse disco. "My body is a cage" do Arcade Fire chega soar num climão bem parecido com o de Johnny Cash no seu último álbum (sim, aquele de covers que tem "Hurt" e otras cositas mas).

Peter Gabriel ainda sem Photoshop!

Dentre as versões, a que mais ficou parecida com a original foi "Philadelphia" de Neil Young (pra quem não lembra, tocava no filme homônimo com Tom hanks), uma linda canção por sinal. Outra que gostei muito foi "The Power of the heart" de Lou Reed (a propósito uma canção muito legal que eu não conhecia... quem me dera ouvir tudo de Lou Reed).

Disco ousado, a altura de um mestre, pena que chega o fato de ser 100% orquestrado mas se faz achar que havia acabado de ouvir algo muito parecido na faixa anterior.


Nota: 8,5

2 comentários:

sandro hammill disse...

é florida, vai ter gente dizendo : " mas as músicas tão diferentes "

Blimbou disse...

Eu reconheço que a essencia das originais estão lá, mas Gabriel fez com que parecessem de autoria dele. Isso é muito importante para se caracterizar um intérprete safo de covers

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