23 de ago de 2010

EDITORIAL: O maior de todos os estupros


Calma gente, este blog não irá falar de sexo inconsequente ou sobre o filme "Irreverssível" o qual tem, certamente, a cena de sexo mais forte e constrangedora de toda a história do cinema. Todos sabemos que o estupro é um crime sujo, hediondo e desprezível, e que todo o filho da puta que submete alguém a esse tipo de abuso merece morrer lentamente da pior forma possível e arder no tridente do demônio pelo resto da eternidade. Mas seria o estupro algo meramente sexual?
Será que nos obrigar a ouvir algo ou vermos uma (SUB)versão de uma canção querida tocada por um bando de despreparados, muleques, cagões e fedendo a ferro de chapinha já não poderia ser considerado algo tão hediondo quanto?

Bem, na edição do Criança Esperança 2010 aconteceu algo que considero uma heresia, falta de respeito, consideração... pra resumir, foi uma POMBADA forçada nos nossos ouvidos. Não me conformo com o fato de a família brasileira, fãs do rock n roll e sobretudo fãs dos Beatles, serem obrigados a verem o que aconteceu no especial que passou na tv. Vou ser sincero que não vi nada, pois não assisto a maioria desses especiais que passam por puramente uma questão de gosto pessoal, mas mesmo assim fui informado por um amigo hoje sobre o fato (depois de ter visto o maldito vídeo me perguntei "Eu agradeço o Pebertli por me dar mais uma idéia de post ou mato ele por me fazer saber da existência desse fato?").

Bem, são 2:19 de puro aborrecimento ao ver Banda Hori (hahaha como eu já disse, músico BUCETA precisa de um termo como "Banda" ou "grupo" para ser identificado como artista do meio), a bosta do CINE e uma merda chamada HEVO 84.
É um absurdo eles necessitarem de 3 guitarras, 1 baixo, 1 teclado e 2 (eu disse 2!!!) baterias para fazer essa cagada toda! Os beatles só precisavam de 2 guitarras, 1 baixo e apenas a batera BÁSICA de Ringo Starr, eu quero saber cadê os filhos das putas que chamavam o Ringo de limitado?! Se o cara era limitado, imagina esses dois abestados que tocam no vídeo.

Isso sem falar nos 3 babacas cantando (ou pelo menos tentando).

Eu peço encarecidamente ao Fiuk (que porra de nome! Parece som de peido!)... PARE DE CAGAR NA MÚSICA DOS OUTROS! Escangalhe as músicas do teu velho, mas o Beatles é SACANAGEM! Você merece ser torturado por um chinês barrigudo, do peito peludo e de mãos suadas!

Por último, tenho uma sugestão de nome para o grupo "Os Químicos", pois são capazes de transformar música em merda!

PS.: Se você quer se aborrecer, veja o maldito vídeo abaixo, depois não digam que eu não avisei...


21 de ago de 2010

O retorno triunfal de Jordy



No começo dos anos 90, surgia de tudo no mundo da música, desde U2 eletrônico, até hip hop, merda de rap e babaquices eletrônicas como o Milli & Vanilli. No meio de tudo isso, pintou um gurizinho-galeguinho-cute cute francês cantando um refrãozinho colante o tempo todo nas FM de tudo que era lugar. Ele se chamava Jordy.

Jordy fez muito sucesso, isso com apenas 4 de idade. Entretanto, Jordy caiu num ostracismo, ele foi impedido de continuar a carreira sob alegação de que os pais dele eram grandissíssimos filhos da puta que exploravam ele. Pois bem, Jordy ficou congelado. Sim! Foi criopreservado, algo muito parecido com o que aconteceu com o Lion dos Thundercats no primeiro episódio da série, no qual o organismo dele continua a se desenvolver , só que ao contrário do chefe dos Thundercats, Jordy teve uma taxa de crescimento lenta.

Recentemente, Jordy foi libertado de sua crioprisão no Canadá, mas para não ser perseguido pelos franceses, ele teve que mudar sua nacionalidade, o penteado e o próprio nome! Tadinho dele... Depois de ser descongelado, Jordy ficou muito triste ao descobrir que sua Alison já é uma mulher com mais de 20 anos, que tem 3 filhos e que é dependente de anti-depressivos por conta de todas as piadas que ela ouviu ao longo da vida a respeito da música que Jordy fez com tanto esmero.

Jordy, resolveu não cometer mais os erros do passado, de hoje em diante ele irá chamar as suas mulheres apenas por "baby". Outro erro, eram aquelas roupas tão... "90's" que o garotinho usava e pra piorar tudo aquele topete loiro ridículo! Chega!

Agora você irá se vestir igual aos meninos de malhação, terá um cabelo meio EMO todo girado para o lado no melhor estilo boi lambida e fará uma voz o mais próxima o possível de uma bicha querendo ser uma garotinha de marias chiquinhas que nunca menstrou... a seu nome? Esqueça Jordy! Isso é nome de político no Pará! Agora você será JUSTIN BIEBER! Sim! Com um sobrenome que lembra Bidê! Para as meninas lembrarem sempre que estiverem lavando a "paradinha" delas! E não se esqueça Justin... continue fazendo música ruim para imbecis! Você voltará ao estrelato...



see ya

PS.: Né que essa bosta de Justin Bieber tá a cara da Mallu Magalhães no post sobre "caras pintadas" rsrsrs ... essas MENINAS!!!

14 de ago de 2010

Caras pintadas do Rock




No post do Secos & Molhados eu toquei num assunto que até uns tempos atrás eu batia o pé e acusava acidamente o Kiss de ter copiado o visual de Ney Matogrosso e Cia. De fato, são muito parecidos, e além disso, sempre existiu uma lenda de que um suposto empresário haveria assediado Ney , porém o o vocalista recusou. Segundo o próprio Ney, um "tempo" depois apareceu o Kiss. Eu acreditava piamente nesta possibilidade, apesar de a mesma não ser descartável.

Mas seriam o Secos & Molhados os pais da "criança" de cara pintada?

Primeiramente, vamos levar em consideração que o "tempo" que Matogrosso se refere é apenas uma questão de meses. Segundo consta na história, o Kiss fez sua primeira aparição (em 73) pintado alguns meses após a primeira dos Secos & Molhados em 72. Mas será que esses meses de intervalo já seriam suficientes para levar a revolução do SM para os EUA? Eu acho improvável, mas não é descartával.
"We did it?"


Mas fato mesmo é que teve gente que surgiu antes do próprio SM, que já usava pintura no rosto, um exemplo é o senhor Alice Cooper. Também devemos citar o nosso sempre adorado Camaleão do Rock e seu trovão no rosto.




Até onde eu fiquei sabendo, o primeirão a usar tintas na cara foi o senhor Arthur Brown. Brown é um maluco de carteirinha cujo primeiro disco foi produzido por ninguém menos que Pete Towsehend (se você não sabe quem é o Pete, só lamento). O cara é uma mistura de Love com Syd Barrett, e pra completar uma cara pintada que varia entre os Secos e Molhados e o Alice Cooper. Brown fez sua estréia em 68 (acho que por aqui a conversa termina).




Brown em seu mundo louco


Por último, quero mencionar o mais novo integrante desse grupo de caras pintadas, o Teatro Mágico. Banda brasileira que faz um relativo sucesso, sobretudo entre os jovens que se acham poetas de nascença. O TM (calma! Não é "Tensão Menstrual" ou "Tesão do Marcelo", é Teatro Mágico!) tem uma maquiagem que oscila entre o Alice Cooper e aqueles carinhas que vivem daquele papo furado de mímica, não só o vocalista, mas toda a "trupe" está devidamente pintada para fazer os seus números e galhofadas!

TM: muita maquiagem,muito drama,muita metáfora e pouca música!

Bem , eu registro aqui que pretendo falar a impressão que tive desse tal de TM em um próximo post, não vou falar aqui para não queimar cartucho e muito menos fugir do foco.



até +

PS.: Aí você me pergunta "Blimbou, por que tu encerra com a Mallu Magalhães e nem seque diz o nome dela seu cagão?". Pois é, a minha intenção era de mostrar que essa pequena dos Tchuba-rubas não é ruim só de música... de maquiagem também.

8 de ago de 2010

The Beatles: Sgt. Pepper's Lonely hearts club band (1967)



Esse é o post nº 100 desse blog, acredito que deveria ser no mínimo especial, pois não é todo blog que consegue chegar a 100 posts e com número de visitas que temos do mundo inteiro, sempre levando em consideração que não faço nenhum tipo de propaganda para poder justificar esses acessos, mesmo que eu quisesse, as minhas obrigações acadêmicas não deixam tanto tempo sobrando.

Pois bem, optei por comentar, o que teoricamente é, o maior albúm de todos os tempos, o lisérgico e colorido "Sgt. Pepper's" dos Beatles. Sempre que é feita uma lista com os maiores discos da história, 99,99999999% delas dão o primeiro lugar ao referido disco. Aí você me perguntaria quem seria os 0,00000001%? Bem , aquele cagão da revista Playboy que colocou o "london Calling" do Clash em primeiro (dando uma cuspida bem nojenta e azeda na cara dos fãs dos Beatles, Velvet Underground e David Bowie) e outros chatos(tipo eu e o meu amigo Mark) por aí dariam o pódio para outro. Mas a pergunta é... será que é para tanto? Sgt. Peppers é de fato o dono desse pódio que costumeiramente todos temem ousar a mudar? É o que vamos discutir.

Nos anos 60, as bandas gravavam discos as pressas, tipo como se estivessem apertados para aquele cagaço e ficava um produtor te pentelhando as idéias dizendo sem parar "Bora galera! Bora que isso tem que tá estourando na forma de singles no próximo fim de semana!". Com Sgt. Peppers a coisa não foi bem assim, McCartney fixou a idéia de que a coisa deveria ser concebida como álbum, ou seja, uma obra inteira e toda conectada em função de estilo lógico e coerente entre as faixas, ao contrário da filosofia fragmentada dos singles, que na verdade não passavam de momentos individualizados de cada canção.

Bem, de posse da influência inegável dos baixos solados que os Beach Boys apresentaram em "pet sounds" ("Então porque não pet sounds?"), McCartney viu que o rock poderia ser muito mais além do que meros riffs e escalas de ritmo e blues. Mas devemos ressaltar que o uso de orquestras e demais efeitos já haviam sido usados em "Revolver" "Ops! Então porque não é o Revolver o maior discos de todos os tempos piroca?!" Esse questionamento é muito perigoso, ainda mais quando estamos lidando com o "maior disco de todos os tempos". Acredito que toda a concepção artística, desde a capa colorida (talvez a mais parodiada de todas, clique aqui e veja) e cheia de personalidades (Muhamed Ali, Shirley Temple, Bob Dylan,... Chunda rsrsrs e até folha de maconha!) , como também pelo uso de diferentes canais para os diferentes componentes da canção (se você não entendeu o que eu disse, experimente ouvir esse disco com apenas um fone no ouvido e saberá).

Sgt. Peppers não foi idealizado somente para ser lançado como um disco único, as suas músicas são levemente interligadas, algo que veio ser muito bem utilizado pelos dinossauros do progressivo. Esse disco também foi marcado pelo experimentalismo, "Being a benefit for Mr. Kyte" conta com um solo de órgão totalmente ao acaso, a fita foi cortada e depois remontada, e adicionada à canção, essa idéia não era inédita.Os próprios Beatles já haviam feito isso "Rain" e "Tomorrow never knows".Entretanto, a orquestragem apocalíptica de "A day in the life" é realmente algo avassalador e destrutivo, tal como um tsunami dos inferno altamente lisérgico.
Esse disco foi o primeiro (e acredito que o único) a usar uma breve faixa em 20.ooo hertz que só os cães podem ouvi, eu particularmente já ouvi esse disco do início ao fim e NADA de anormal aconteceu com a cachorrada daqui, eu inclusive cheguei ao ponto de deixar o cachorro amarrado perto da sala onde eu ouvia o som pra ver se o bicho se despirocava... NADA, ficou lá na dele abanando o rabo pra lá e pra cá sem entender picas nenhuma!

Eu vou ser sincero, não curto muito "When I'm sixty four", mas reconheço que ela corresponde com a proposta lógica do álbum. Também ressalto que "Within you without you" já havia sido algo parecido com "love you to" , mas eu vou relevar... "Sgt. peppers (Reprise)"é o que eu considero a primeira canção com batida disco da história, podem reparar.

Eu gosto muito de "With a little help from my friends", puro lirismo e baixo perfeito! A verdadeira canção da amizade pura e sincera. "A day in the life" pra mim é um dos maiores clássicos do rock, enquanto uns pensam somente na contestação de "Satisfaction", outros com o enigmatismo de "Another brick on the wall" (Argh! vomito nessa!) ou nos isqueiros acesos de "Stairway to heaven", prefiro me ater a canção cheia de revés feita para um dia em nossas vidas.

A quem diga que o Pink Floyd visitou os caras nos estúdios e blá blá blá, eu pergunto "Tem foto? Tá gravado?"... então, vamos nos ater aos fatos e deixar as lendas para serem discutidas em uma rockada com amigos e muito vinho em tom de piada.


Enfim, os fatos todos indicam, que tudo que foi pregado pela crítica mundial, que este é o maior disco de todos os tempos em todos os aspectos. Será?

see ya

NOTA: 10

PS.: O projeto "Smiley smile" dos Beach Boys, que viria para ser a grande reviravolta do experimentalismo na história do rock, foi engavetado por puro desgosto de Wilson aon ver que McCartney saiu na frente... é filho, quer ficar marcando toca... dá nisso.

3 de ago de 2010

Secos & molhados (1973)



Em 1973, o cenário musical brasileiro viveu um fenômeno, algo próximo à menudomania ou Beatlemania. Em plena ditadura militar, mascarados tocavam e cantavam, sendo que seu vocal é um dos mais excêntricos artistas no que diz respeito a performance que já vi na vida... Ney Matogrosso. Magro, com seu vocal unissex e rebolation duvidoso que deixava todos com quase 100% de certeza de que aquele leite era moça, atitude corajosa dele em se requebrar tanto numa época de tanta repressão. Querendo ou não, isso tudo somando às excelentes canções, serviram de tempero para o estouro e excelente aceitação tanto de público quanto de crítica.

Secos & Molhados... livres, leves e soltos

Não foi a toa que o S & M foram os primeiros artistas brasileiros a atingirem a marca de 1 milhão de discos vendidos (pode ser morder "rei"!). A banda era bem rica instrumentalmente, contando com flauta, viola e violão de 12 cordas. Inclusive, a viola é que dá o ar "sertanejo" (não confundir com Bosta e Marrone ou coisa do gênero) como pode ser ver ao longo da bela "sangue latino". É inegável a qualidade do som e produção do disco, sobretudo para uma banda que passou por inúmeras mudanças e aperreios até conseguir gravar o primeiro disco.

Não se deixe enganar pelo batuque no começo de "Assim assado" , o baixão sem pena e sua guitarra distorcida no melhor estilo "low metal" (definição minha, não sei se existe esse troço) e suas variações para o violão de 12 é demais. Essa música tem um momento especial, aos 1:28 de duração ocorre um revés heavy metal, riff que foi copiada descarada por Red Hot Chilli Peppers em "around the world"... ai se o Guarda Belo ver isso!

"Rosa de hiroshima" e "O vira" são os maiores sucessos comerciais do disco, a primeira foi uma feliz adaptação de um poema de Vinícius de Moraes e a segunda é pura diversão véio!

A minha favorita é "fala", que veio ser revisitada recentemente e até tocou em novela e etc.. Mas não é a mesma coisa que ouvir a original de 73. Infelizmente, o sucesso das canções, shows lotados, propostas internacionais e etc não conseguiu evitar a saída de Matogrosso.

Pra finalizar, essa capa da cabeça dos integrantes servidas em pratos é puro Rock n Roll!!! Poha!


NOTA: 10

PS.: Ahhh as maquiagens... pensam que eu vou dizer que o Kiss copiou eles? Eu prometo que comentarei sobre isso e sobre um certo sr. Brown depois do nosso post 100.


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