8 de ago de 2010

The Beatles: Sgt. Pepper's Lonely hearts club band (1967)



Esse é o post nº 100 desse blog, acredito que deveria ser no mínimo especial, pois não é todo blog que consegue chegar a 100 posts e com número de visitas que temos do mundo inteiro, sempre levando em consideração que não faço nenhum tipo de propaganda para poder justificar esses acessos, mesmo que eu quisesse, as minhas obrigações acadêmicas não deixam tanto tempo sobrando.

Pois bem, optei por comentar, o que teoricamente é, o maior albúm de todos os tempos, o lisérgico e colorido "Sgt. Pepper's" dos Beatles. Sempre que é feita uma lista com os maiores discos da história, 99,99999999% delas dão o primeiro lugar ao referido disco. Aí você me perguntaria quem seria os 0,00000001%? Bem , aquele cagão da revista Playboy que colocou o "london Calling" do Clash em primeiro (dando uma cuspida bem nojenta e azeda na cara dos fãs dos Beatles, Velvet Underground e David Bowie) e outros chatos(tipo eu e o meu amigo Mark) por aí dariam o pódio para outro. Mas a pergunta é... será que é para tanto? Sgt. Peppers é de fato o dono desse pódio que costumeiramente todos temem ousar a mudar? É o que vamos discutir.

Nos anos 60, as bandas gravavam discos as pressas, tipo como se estivessem apertados para aquele cagaço e ficava um produtor te pentelhando as idéias dizendo sem parar "Bora galera! Bora que isso tem que tá estourando na forma de singles no próximo fim de semana!". Com Sgt. Peppers a coisa não foi bem assim, McCartney fixou a idéia de que a coisa deveria ser concebida como álbum, ou seja, uma obra inteira e toda conectada em função de estilo lógico e coerente entre as faixas, ao contrário da filosofia fragmentada dos singles, que na verdade não passavam de momentos individualizados de cada canção.

Bem, de posse da influência inegável dos baixos solados que os Beach Boys apresentaram em "pet sounds" ("Então porque não pet sounds?"), McCartney viu que o rock poderia ser muito mais além do que meros riffs e escalas de ritmo e blues. Mas devemos ressaltar que o uso de orquestras e demais efeitos já haviam sido usados em "Revolver" "Ops! Então porque não é o Revolver o maior discos de todos os tempos piroca?!" Esse questionamento é muito perigoso, ainda mais quando estamos lidando com o "maior disco de todos os tempos". Acredito que toda a concepção artística, desde a capa colorida (talvez a mais parodiada de todas, clique aqui e veja) e cheia de personalidades (Muhamed Ali, Shirley Temple, Bob Dylan,... Chunda rsrsrs e até folha de maconha!) , como também pelo uso de diferentes canais para os diferentes componentes da canção (se você não entendeu o que eu disse, experimente ouvir esse disco com apenas um fone no ouvido e saberá).

Sgt. Peppers não foi idealizado somente para ser lançado como um disco único, as suas músicas são levemente interligadas, algo que veio ser muito bem utilizado pelos dinossauros do progressivo. Esse disco também foi marcado pelo experimentalismo, "Being a benefit for Mr. Kyte" conta com um solo de órgão totalmente ao acaso, a fita foi cortada e depois remontada, e adicionada à canção, essa idéia não era inédita.Os próprios Beatles já haviam feito isso "Rain" e "Tomorrow never knows".Entretanto, a orquestragem apocalíptica de "A day in the life" é realmente algo avassalador e destrutivo, tal como um tsunami dos inferno altamente lisérgico.
Esse disco foi o primeiro (e acredito que o único) a usar uma breve faixa em 20.ooo hertz que só os cães podem ouvi, eu particularmente já ouvi esse disco do início ao fim e NADA de anormal aconteceu com a cachorrada daqui, eu inclusive cheguei ao ponto de deixar o cachorro amarrado perto da sala onde eu ouvia o som pra ver se o bicho se despirocava... NADA, ficou lá na dele abanando o rabo pra lá e pra cá sem entender picas nenhuma!

Eu vou ser sincero, não curto muito "When I'm sixty four", mas reconheço que ela corresponde com a proposta lógica do álbum. Também ressalto que "Within you without you" já havia sido algo parecido com "love you to" , mas eu vou relevar... "Sgt. peppers (Reprise)"é o que eu considero a primeira canção com batida disco da história, podem reparar.

Eu gosto muito de "With a little help from my friends", puro lirismo e baixo perfeito! A verdadeira canção da amizade pura e sincera. "A day in the life" pra mim é um dos maiores clássicos do rock, enquanto uns pensam somente na contestação de "Satisfaction", outros com o enigmatismo de "Another brick on the wall" (Argh! vomito nessa!) ou nos isqueiros acesos de "Stairway to heaven", prefiro me ater a canção cheia de revés feita para um dia em nossas vidas.

A quem diga que o Pink Floyd visitou os caras nos estúdios e blá blá blá, eu pergunto "Tem foto? Tá gravado?"... então, vamos nos ater aos fatos e deixar as lendas para serem discutidas em uma rockada com amigos e muito vinho em tom de piada.


Enfim, os fatos todos indicam, que tudo que foi pregado pela crítica mundial, que este é o maior disco de todos os tempos em todos os aspectos. Será?

see ya

NOTA: 10

PS.: O projeto "Smiley smile" dos Beach Boys, que viria para ser a grande reviravolta do experimentalismo na história do rock, foi engavetado por puro desgosto de Wilson aon ver que McCartney saiu na frente... é filho, quer ficar marcando toca... dá nisso.

1 comentários:

Strawberry Beatles Forever disse...

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