21 de nov de 2010

Especial McCartney:McCartney I (1970)

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Quando um casamento está por um triz,daqueles que qualquer bostinha pode dar o fim em tudo? Mas mesmo assim o casal ainda reluta? E curiosamente, tanto o homem quanto a mulher tem consciência de que está tudo uma merda, mas que falta um "empurrãozinho" para se dar um fim e todo aquele relacionamento que está um cagada bem fedida e sem fim.

Pois então, os Beatles estavam numa rota de colisão em 69. Lennon já estava doido para pular fora (mas não queria tomar a iniciativa), George muito puto no seu canto doido para liberar o roqueiro controlado por cabrestos e Ringo sempre quieto. Foi preciso que McCartney chutasse o balde com a mesma força com que Roberto Carlos cobra uma daquelas faltas. Eis que ele grava na surdina, em apenas um mês, tocando TUDO sozinho, só para mostrar para todos de que ele não precisa de mais 3... se é que vocês me entendem. Será que compensou? Vamos saber agora.

Eu tive esse disco em vinil, era uma cópia original da época e estava em excelente estado. Lembro que foi com grande empolgação que comprei por apenas 2 reais e tempos depois troquei ele pelo cd "Past Masters 1" dos Beatles (Sim! me condenem colecionadores de vinil!).

McCartney I é bem mais rock que "Ram", porém, menos melódico e muito mais cru. O disco abre com a instrumental "Lovely Linda", eu sinceramente não sei onde raios ele diz que ela é adorável, pois é uma canção instrumental é curtíssima. "Valentines day" é outra instrumental, entretanto sem poder nas batidas e solos de guitarra bem tímidos se comparados com o que Harrison fez em "Abbey road", e McCartney ainda pegava no pé dele... McCartney, você é o deus do BAIXO, não se esqueça disso.

O disco segue e só vem ter brilho de fato na sua quarta faixa, a bela "Every night". Canção muito legal mesmo, chega a ser um convite para se pegar o violão e sair tocando à beira de uma lareira "Uhuuuuuuuuu... uhhh... hummm".

"Hot as sun/glasses" é uma bela canção, mas só que instrumental. Acredito que o potencial dessa canção seria mais bem aproveitado se fosse cantada, mas fazer o que...

A jóia do disco é sem dúvida "Junk", inclusive essa canção chegou a ser ensaiada pelo próprio McCartney nos mesmos estúdios nos tempos dos Beatles. "Junk" é o exemplo clássico de uma canção com a marca de McCartney, rica melodicamente, emocionante e intimista. Violão de de melodia simples e perfeitamente arranjada. "Teddy boy" é outra canção que McCartney também ensaiou nos estúdios dos Beatles. No post passado, eu havia comentado uma mania de McCartney que é repetir uma determinada música no começo e no final do disco, o mesmo rola aqui, "Junk" e ""singalong junk".

"Maybe I'm amazed" é o grande sucesso desse disco e a mais visceral do álbum, sem a menor dúvida.

Próximo post "Menções honrosas"

Nota: 7,5


2 comentários:

Amauri Jr disse...

Só pra constar: Você trocou esse álbum comigo![[iuahiuahiauhiua

Foi o primeiro trabalho solo do Mcca que tive o prazer de ouvir na minha vida! Valeu Paulo!!!!!!

Blimbou disse...

Sim... eu lembro que o cd do Past Masters estava no meio da bolada

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