16 de dez de 2011

Seja um verdadeiro Guitar Hero em ROCKSMITH




Não resisti a tentação e comprei o game Rocksmith para Xbox 360, de fato a minha empolgação era tamanha por conta do fato de o game fazer uso de guitarras reais e não aqueles brinquedinhos estúpidos com botões coloridos. A proposta da Ubisoft é muito mais ousada e arriscada que a da Harmonix com o seu Rockband. A grande diferença é que em Rocksmith você de fato toca guitarra e o seu som sai no jogo!!!

O jogo acompanha com um cabo especial "Real tune" que converte o som analógico para digital via USB. Graças a este bendito cabo, que podemos conectar guitarras e até mesmo violão (desde que tenha captação) e jogar o game. Infelizmente, não tem suporte para contra-baixos, inclusive eu vi muitos fãs pedirem esse tipo de opção para os desenvolvedores do game na página do facebook oficial.

O alto preço (pra não dizer "abusivo") praticado aqui no Brasil assusta mesmo (R$279,00)qualquer entusiasta por guitarras e games, quem vai ser louco o suficiente para dar mais da metade de um suado salário mínimo num game? Ok... tem uma meia dúzia por aí que foi capaz. É natal gente...

Vamos ao game:

O jogo logo de cara te pergunta se o padrão das tarraxas da guitarra são 3x3 (como nas Gibson Les Paul e Flying V) ou em linha de 6 (como nas Fenders modelo Strato), além disso, pergunta se o jogador é destro ou canhoto. Logo em seguida, o passo seguinte é ensinar a segurar a palheta e por último a afinação do instrumento.

A didática aplicada neste game é realmente algo excepcional, ou seja, aqueles indivíduos que NUNCA seguraram numa guitarra nesta vida, vão poder dar seus primeiros passos sem medo algum. Se você está nessa situação, não se preocupe, em Rocksmith você não irá se perder em momento algum. Entretanto, o game todo está em INGLÊS. Acredito que a barreira da linguagem será mais complicada do que dar os primeiros passos com o instrumento.

Quanto à opção "destro" e "canhoto", exclui algumas pessoas por conta da dificuldade que é em ter que inverter todas as cordas para que um canhoto possa tocar. Por conta disso, o meu primo não pode experimentar o game, a não ser que se tenha uma segunda guitarra. Pois eu não vou inverter as cordas da minha nem a pau.

Outra informação importante é que é possível se jogar com duas guitarras. Enquanto um jogador fica encarregado de fazer as bases o outro segue a linha um pouco mais complexa com solos. Além disso, é possível utilizar microfone para cantar no game, essas opções ainda não testei, pois não sei de ninguém que more por perto que também tenha um Rocksmith e uma guitarra.

O jogo conta com um playlist com mais de 50 músicas, que contam com gente da pesada como: The Cure, Queens of the Stone Age, Radiohead, David Bowie, The Animals, Franz Ferdinand, The Strokes, The Rolling Stones, Soundgarden, Nirvana, Lynnird Skynird, The white stripes, Interpol... por aí vai.

Quanto a dificuldade do jogo, varia de canção pra canção e pelo modo que você escolhe para "ensaiar". Você pode optar para tocar somente a base "Arrangements" ou ela com tudo "Combo". Se você já é experiente com guitarra ou se já tem uma pequena prática vai achar todas as músicas demasiadamente fáceis no início. Mas aí que está uma ótima sacada de Rocksmith, caso você comece a detonar, o jogo reconhece e vai atribuindo novas informações de comandos durante o gameplay em doses homeopáticas. Além disso, o fato de vir poucas notas, favorece a intuição de quem está tocando, ainda mais quando você conhece a música e sabe que tem um acorde faltando naquele trecho, nada impede de você arriscar...




A interface do gameplay consiste no braço inteiro da sua guitarra e cada cor dos quadrados (ou da linha) são referentes à uma determinada corda da guitarra. O formato dos quadrados também variam, indicando técnicas de guitarra como "bend", "hammer" e o slide. Calma! Não faz idéia de que pirocas são essas técnicas? O game ensina cada uma delas, com direito a vídeo em HD, um exercício prático pra ver se você aprendeu e um pequeno desafio pra checar se você de fato aprendeu.

Outra coisa legal do gameplay, é que no ponto onde você deve tocar, vem uma faixa em azul claro que indica a partir de qual traste você deve colocar o dedo indicador esquerdo.

Na minha opinião, o maior trunfo do game é o fato do som que você produz sair junto com a canção e com o EFEITO DO PEDAL ORIGINAL DA CANÇÃO!!! Enquanto que nos games da concorrência, os botões coloridos só servem para "travar" o som mecânico da gravação que está rolando. Em Rocksmith, você toca mesmo! E pode praticar depois sozinho.

Quanto à prática, tem o modo "Amp", no qual você pode praticar livremente sua guitarra, montar sua pedaleira (com direitos à pedais e seus referidos efeitos), combinar pedais e etc. Quando você "completa" uma canção, você ganha o referido pedal dela. Isso é realmente muito legal, o único inconveniente é ter que ficar fazendo isso na televisão.

Agora vamos ao único ponto NEGATIVO do game... o DELAY! "Delay" é um penqueno atraso (fração de segundo, eu disse "SEGUNDO") que rola entre o bater na corda e o som sair na tv. Pra mim incomodou um pouco no início, mas depois eu não senti tanto, acredito que seja por conta do próprio ritmo das canções ajudarem, mas quando se está praticando no modo "amp", não fica legal.Por causa disso, eu não explorei tanto o modo amp, pois o delay causa o descompasso. Pelo menos comigo isso aconteceu.

É lógico que essa sensação pode variar de jogador para jogador, mas que o delay existe, existe.

O jogo conta com "Guitarcade" que são pequenos games, muito divertidos a propósito, que são jogados com a guitarra. "Ducks" lembra games de nave para Atari, que consiste em você acertar patos vermelhos ao longo da escala de sexta corda. "Super Ducks" é o mesmo game, só que usado todas as 6 cordas. Tem também um de ataques de Zumbis que é baseado somente em acordes e não em solos, e o Baseball (nesse eu tive dificuldades por causa do delay).

O pacote do jogo original vem com adesivos numerados para que os jogadores inexperientes possam se "encontrar" no braço da guitarra. Rocksmith também vem com um bundle que tem uma guitarra de verdade, modelo Epiphone Junior muito bonita, alça, palheta, poster e etc. O preço também é outra problemática... em torno de 800 reais, mas se levarmos em consideração que vem com uma guitarra EPIPHONE, é um caso a se pensar.

Quanto ao cabo que acompanha o game, o mesmo pode ser utilizado em PC, Xbox360 e PS3, desde que você tenha o disco do jogo... Só não sei dizer, se os cabos comuns utilizados por guitarristas para converter analógico em digital para PC's são compatíveis com o game. Eu tentei saber com a galera tanto do site oficial quanto do facebook, mas só um fã disse que não, mas ele não disse em momento algum se testou. Tanto que vi mais gente com a mesma dúvida que eu.

Enfim, Rocksmith é uma experiência única, para quem ama Rock, games e guitarra. A possibilidade de poder tocar canções queridas com bastante liberdade e tocá-las tal como na canção original é realmente algo incrível (pra não usar palavras feias como "Foda" ou "do caralho").


See ya


NOTA: 9

5 de out de 2011

Show do Deep Purple em Belém



Ontem foi um dia histórico para Belém e também para mim. Eu sou fã confesso do Deep Purple, o meu baterista favorito do rock é Ian Paice, o maior solo de guitarra da história (segundo eu) é o de Blackmore para Highway Star e sempre achei o Purple melhor que o Led (ops!). O curioso é que nunca postei nada neste blog sobre o Purple, eu lembro que no meu fotolog eu comentei Machine head e In Rock. Nada melhor do que analisando um show de verdade.

Ok ok ok, como todos sabemos o Deep Purple não é mais o mesmo, é como um time grande que joga desfalcado dos principais titulares e põe reservas para sanar as necessidades do time. Eu ouvi muita coisa do tipo "Eles só tão vindo porque já estão acabados" , "não é a mesma banda" e por aí vai. Pois bem, da formação "clássica" (do álbum Machine head, somente Ritchie Blacmore e John Lord não estão mais).


Tá com calor Gillan? E os joelhos Morse? Amazônia é assim

O show começou religiosamente às 22hs, e a banda já começou com carrão de sena logo de cara mandou "Highway Star". Steve Morse realmente fez uma releitura impressionante para essa música, sobretudo a introdução cheia de efeitos, que chega a lembrar uma sirene insana. Foi muito bacana ver a galera CANTANDO o solo (inclusive eu)!!! O mais engraçado que Morse não parava de rir ao ver a galera cantarolando o solo! Eu não curti Ian Gillan no começo, tava com a voz sumida literalmente, não sei se era ele ou se era o som.


Steve Morse e todo seu virtuosismo

Grandes clássicos foram tocados em sequência: Strange kind of woman, Maybe I'm Leo, Hard Loving man... uma atrás da outra! Foi muito bacana mesmo.

O show só teve uma senhora queda de ritmo (que é natural) quando eles tocaram música mais recentes, como: Contect lost e Rapture of the deep. Eu não conheço essas músicas, e só sei o nome porque o Gillan anunciou as mesmas.

Eu notei que Ian Paice, fez solos mais curtos na sua bateria. Ele ainda continua sendo um baterista incrível, mas acredito que a idade já está pesando nestas horas... ao contrário de Roger Glover que tocou muito e fez um longo solo de baixo antes de "Black Night".


Eles retomaram o ritmo quando tocaram canções como: Knocking at your back door, Perfect Strangers (Morse arrebentou), Lazy, Space trukin' e Smoke on the water (com direito a breves solos de "Back in black" do AC/DC e "Sweet Child O'mine" do Guns n Roses antecipando a música).

O Bis contou com "Hush" e "Black night".



PONTOS NEGATIVOS: Quando o Iron Maiden veio pra Belém, toda uma estratégia de marketing, foi montada. Todo mundo já estava sabendo meses antes, comercial de tv, outdoor e muito vuco vuco. Então por quê pirocas com o Deep Purple só teve um comercialzinho de tv na hora do almoço quando faltava menos de 7 dias para o show? Sem outdoor... NADA!
Foi triste ver uma platéia pequena para um show tão importante na história de Belém, afinal era o Deep Purple! Querendo ou não, os caras tem uma história memorável no rock.

Além do fato da platéia ter sido pequena, coisas desagradáveis aconteceram... ao final do show, quando rolou Smoke on the water, alguém (que não estava na área vip), achou que seria mais divertivo jogar gelo e latas de cerveja no público da frente. E eu digo que não foi pouco gelo e nem pouca lata, a propósito eu fui acertado pelos pedaços de gela em escama! O problema maior foi a lata cheia de cerveja que jogaram no palco bem em cheio da pedaleira de Steve Morse. Puta que pariu velho, já é foda termos um show na nossa cidade, muita gente já taxa paraense de mal educado e etc, e quando temos uma oportunidade de demonstrarmos o amor pelo rock, me aparece meia dúzia de filhos da puta baderneiros pra fazer isso. É muito triste, tanto que no vídeo que eu fiz de Smoke on the water, eu tive que baixar a câmera por conta de tanta coisa que voou! Eu não baixei por imperícia ou nervosismo ou cólicas menstruais! Foi por causa dos malditos pau moles que ativaram coisas!


SALDO FINAL: Como eu já disse, o Purple pode até ter jogado com o time misto, mas mesmo assim ainda tocou muito Rock n Roll. Ontem a noite, Belém pode tripudiar de 95% do Rock in Rio.

See Ya!

Veja a performance do Deep Purple para "Smoke on the water"



20 de set de 2011

Se EU chefiasse o Rock in Rio 2011...


Tudo mundo já viu a listinha ridícula de atrações que o Rock in Rio de 2011 se propôs a fazer. Pois bem, eu resolvi montar uma lista por conta própria, e aposto que seria menos oneroso e os fãs iriam curtir mais!

Vamos lá.


Dia 1 "Britpop":


- Skank

- Beady Eye

- Graham Cox

- Coldplay


Dia 2 "Metaleiros":

- Sepultura

- Megadeth

- Motorhead

- Mettalica


Dia 3 "Indie ou algo assim":

- Paralamas do sucesso

- Cansei de ser Sexy

- Sonic Youth

- The Strokes


Dia 4 "Pop de fato":

- Pitty

- Florence and the Machine

- Lily Allen

- Lady Gaga


Dia 5 "Rock n Roll":

- Cachorro grande

- Jeff Beck

- Roger Daltrey

- Eric Clapton ou Neil Young


Dia 6 "Pop mas com peso":

- Titãs

- Kings of Leon

- Queens of Stone age

- Foo Fighters


Dia 7 "Grand Finale":

- Os Haxinxins

- Interpol

- Radiohead

- Roger Waters


E aí? Não seria um Rock in Rio razoável?

19 de ago de 2011

Nirvana: Nevermind (1991)


O que raios você fazia há 20 anos atrás? Eu tenho visto todo mundo comemorando o aniversário de 20 anos do lendário (porém não excelente) disco "Nevermind" do Nirvana. Em 1991, o garotão aqui tinha seus 12 anos, já olhava timidamente para as meninas e ouvia muito Guns n Roses nas minhas fitas K7, além de ouvir muuuuito a rádio Transamérica (naquele tempo prestava). Exatamente nesta mesma época, começou a tocar muito uma canção de um trio americano chamado Nirvana. O meu irmão conheceu um cara que tinha o "Bleach" em vinil aqui em Belém, e isso ANTES do Nirvana estourar, temos que tirar o chapéu para esse cidadão desconhecido.

A primeira vez que vi e ouvi foi no extinto programa "Kliptonita" da Rede Record, apresentado por um cara chamado Sérginho Café. "Smells like teen spirit" foi realmente um hino naquela época, e uma grande façanha, pois o Nirvana conseguia levar rock, sujo, pesado e cru para as FM, tirando do topo, um monte de porcaria que tocava na época. Quem não lembra de coisas como Deee lite? Acho que não lembram mesmo, rsrsrsrs.

Pois bem, foi num cenário musical bem mal desenvolvido e tedioso que o Nirvana surgiu dividindo as águas, e remexendo tudo da mesma forma que a Beatlemania o fez. Lógico que o Nirvana não conseguiu os mesmo números que os Beatles, mas na época foi uma movimentação intensa. Estilo de roupas, comportamento e o estilo musical se resumia ao "grunge". Eu vi tudo isso acontecer, mesmo não vivendo em Seatle ou em Bangladesh, isso era perceptível até mesmo nos jovens da minha cidade. eu felizmente, não andava por aí de calça rasgada, cabelo grande ou tatuagens, pois nunca curti esses papos furados.

Em 94, pouco antes da morte de Cobain, pude comprar 3 cds do Nirvana (todos importados), Nevermind estava. Eu já havia ouvido Nevermind antes, e por incrível que pareça, sempre achei ele um disco regular. Eu compreendo a importância desse disco pra época, sua capa era realmente "cool", expondo o bebê Spencer Elden com a piroca esfolada em busca de um dólar, muito genial mesmo.

Spencer Elden, 20 anos depois, sem a piroca esfolada.

Dos hits que o Nirvana emplacou, "Lithium" é a minha favorita, a propósito, ouço até hoje como se estivesse ouvindo ainda naquela época. O mesmo não posso dizer de "Smells like teen spirit" que ficou muito desgastada na época, inclusive o próprio Nirvana não tinha mais saco para executar a música ao vivo.

"Drain you" é outra música de nervemind que sempre me deixou piradão, Cobain não tinha nenhum dó da sua fender Jazzmaster azul nessa canção, batia as cordas com vontade mesmo, isso sem falar em Dave Grohl completamente insano na bateria.

Como disse lá no começo, eu particularmente, sempre achei Nivermind um disco regular. Canções como "Breed", "Polly" e "Louge act" tem prazo de validade muito curto. Mas isso é minha opinião, um fã mais fervoroso do que eu certamente irá dizer o contrário. Sem contar que foi tocando "Breed" que um colega meu arrebentou a corda da antiga Gianini do meu irmão, o que fez eu ficar mais puto com essa música.

Enfim, 20 anos se passaram, aquela febre e alegria da época se passaram, restando só a saudade de quem viveu aquilo. Hoje, lembrar disso e ver que foram há 20 anos atrás, percebo que estou velho. O grunge já está na mesma posição de marco histórico da Beatlemania ou do punk, ontem mesmo quando comentei na mesa do bar, os meus colegas que são da faixa de 25 anos disseram "caralho velho, nem era nascido!"(exagerando lógico). Engraçado, que nos 90's, quando eu dizia ouvir Pink Floyd, que era de 20 anos atrás, diziam "Isso é coisa de velho porra!", hahaha.

Agora sempre que formos falar sobre Nirvana, olharemos para trás e com ajuda de óculos...

Seja benvindo à terceira idade Nirvana!

da

27 de jul de 2011

The Stone Roses (1989)


Em 1999, tive a agradável oportunidade de conhecer, tardiamente, uma das melhores bandas que o rock inglês já produziu em toda a sua história. Pode soar meio estranho para muitos, pois praticamente só que curtiu na época (na época mesmo) ou resolveu descobrir que o movimento britpop não se restringia somente ao Blur e o Oasis, conhece e com certeza adora Ian Brown & Cia.

Mas antes de comentar o disco em si, vamos nos reportar para o tal "britpop", termo que designa a retomada do cenário musical mundial para as mãos dos britânicos. Muita gente fazendo muito sucesso mesmo, como exemplo: Blur, Oasis, Spice Girls, Pulp, The Verve, Supergrass, Suede, Ocean Colour Scene, Travis, a lista é realmente longa, e olha que eu nem citei que o cinema inglês nessa época também pegou carona no oba oba cultural que ferveu a velha ilha da rainha.

Muitos dizem que o britpop teve início com os Smiths, eu discordo completamente, os Smiths surgiram e terminaram com o mesmo cenário esfumaçado e sem prosperidade. Em 89, surgiu uma banda que tinha uma proposta muito mais moderna do que as letras ambíguas dos Smiths(não desmerecendo os caras), mas o papel dos Stones Roses para consolidar o estilo musical e visual foi memorável. Guitarras sessentistas mas com efeitos bem rasgados e equalizados, roupas com a cara dos anos 90 e penteados com a cara do legítimo rock inglês. Pode conferir, a cabeleira de muito neguinho por aí, foi copiada dos Stones Roses, como exemplo temos os irmãos Gallagher, Johnny Greenwood do Radiohead e os nerds de classe média do Blur.

Manchester, pra variar, foi o berço dessa banda. Os Stone Roses são caracterizados pelo estilo bem melódico, som limpo, bem produzido, de vocal altamente suave de Brown (não confuda com o estilo chorão-babão de Cris Martin) e com batida dançante (em alguns casos).

"I wanna be adored" é um dos mais belos inícios de álbum que já ouvi. Brown praticamente implora nos refrões "I wanna be adoooooored...." simplesmente de arrepiar, e as guitarras de John Squire são demais. Squire usa muito bem os efeitos, dando a "cara" da guitarra do britpop. A linha de baixo dessa canção é realmente de assustar, o som do Rickenbaker de Gary Mounfield é imponente.

"I'm the ressurection" é a mais complexa de todo o disco, não necessariamente pela sua duração, mas sim, pela riqueza de melodias e mudanças quase que repentinas, tal como se faz no rock progressivo, só que com abordagem completamente moderna. O seu refrão chega soa como a "imploração" que Brown faz em "i wana be adored", só que num tom bem mais exaltado, na medida exata para a batida. Os solos dessa canção são demais, tanto de baixo quanto de guitarra. Gostaria de ressaltar que tem um momento (por volta de 3:45) a sequência de solos lembra muito de "The end" dos Beatles, muito mesmo. Afinal, quem nunca recorreu ao fabfour para ganhar inspiração na vida? Pior seria se eles recorressem à porcarias como um Luan Santana ou um Linkin Park.

A delirante "Don't stop" é uma viagem que aparenta estar soando ao contrário, como eu disse.... "aparenta", é apenas um trabalho excelente de efeitos feito por ele o qual é muito raro nas bandas de um modo geral, só bandas como Beatles, Pink floyd tem culhões para fazer bem feito.

"Waterfall" é marcante por uma levada única, é como se todos os elementos vocais e instrumentais fluíssem em um único caminho. É completamente perfeita. O vídeo abaixo falar por si só:



Essa apresentação de "Waterfall" para a tv eu ainda não tinha visto, e por curiosidade notei que foi justamente nesta apresentação que foram tiradas as fotografias emblemáticas que figuram nos encartes do disco e do cd. Eu pirava só de vê a guitarra e o o baixo pintados como a capa do disco, imaginem a minha emoção em ver isso em vídeo e a CORES!!!! Don't cry babe!


A capa é um show a parte, eu tive o vinil, por questões econômicas tive que me desfazer, mas eu garanto que foi a capa mais bela que já tive em mãos. Os outros discos de rock que me perdoem, mas essa capa dos Stone Roses é uma obra de arte propriamente dita. Dá vontade de pendurar na parede e colocar uma legenda com as informações no rodapé tal qual em um museu.

Outro dia li na internet que o jornal inglês The Observer fez uma enquente entre os críticos e jornalistas ingleses sobre qual seria o maior disco de rock de todos os tempos... adivinha quem foi.

Pois bem, "The Stone Roses" é um disco lançado no apagar das luzes dos anos 80, mas voltado para uma década inteira pela frente. Porque não dizer que este seria o melhor disco dos anos 90? Bah foda-se data de lançamento!

Enfim, postar sobre um dos meus disco mais queridos do rock foi uma forma de presentear no dia de hoje.

See ya

PS.: Sou grato ao meu amigo Aerton "Mark" Reis por ter me apresentado os Stone Roses e por me vender os dois cds (inclusive o raríssimo "second coming").


22 de jun de 2011

Titãs: Cabeça dinossauro (1986)


"ROOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOCK!!!"

É o urro que sempre imaginei para a "Cabeça Dinossauro" desenhada por Leonardo Da Vinci na capa do mais clássico e contundente disco de rock que uma banda brasileira já fez. Mas vamos nos lembrar um pouco antes, nos tempos do "Iê-iê-iê" (não confundir com Yeah yeah yeah dos Beatles), quando os Titãs faziam apresentações coreografadas no Chacrinha e cantavam letrinhas pueris como "Telefone" e "sonífera ilha", os trintões e quarentões de plantão beiram as lágrimas de lembrar estes tempos.

Eu diria que os Titãs eram "pré-adolescentes" nessa época. Foi em Cabeça Dinossauro que a trupe bizarra resolveu mostrar que cresceram, pêlos surgiram no corpo, o palavreado foi enriquecido com muito Beatnik e o foco não era mais o comércio... o Titãs definitivamente havia crescido.

A minha maior lembrança é de estar com os meus 7/8 anos, e adorava cantar "Bichos escrotos". Sem mesmo saber que raios significava "escroto" e nunca entender porque rolava um "piiii" irritante bem no meio do refrão. Acreditem, quando se é criança, até o "pi" eu cantava.

O meu contato com esse disco se restringiu ao que tocava nas rádios, e só vim conhecer "cabeça dinossauro" da fato na adolescência.

"AA UU" foi um dos hits, suas guitarrinhas bem legais e um refrão que pegava, ajudou muito. Mas o fato é que eu via muitos idosos falando "Isso é música de débil mental!". Então vai ouvir Kleyton e Cleydir porra!

"To cansado" tem uma riff logo no começo que me lembra muito uma música do The Offspring, mas eu não lembro o nome (é compreensível, pois não faço questão de conhecer nada dessa banda). Pois bem, "To cansado" é uma espécie de "Satisfaction" brasileira, mas enfoca no tédio de tudo, independente que seja bom ou ruim ("To cansado de bacanal... to cansado de trabalhar").

"Polícia" até outro dia tocava em uma série de tv, essa música foi feita após a prisão do Arnaldo Antunes e Tony Bellotto, assinada pelo sr. Mader. A voz de Sérgio Brito ficou perfeita para essa música, com toda a fúria que a letra precisava. Foi durante a execução dessa canção em um show na Escola Superior de Educação Física daqui de Belém que acertaram uma lata de cerveja (acredito que fosse Cerpa) bem na cabeça do Arnaldo Antunes, dizem que ele ficou mais normal depois dessa. O que sei é que Belém tem uma espécie de maldição, Renato Russo começou a pensar em parar de fazer shows depois de uma havainada que ele levou após oferecer "Índios" para os nossos índios aqui, aí jogaram uma Havaiana nele. O autor dessa façanha? Foi um cara que mora a 3 quarteirões da minha casa.

"Família" é certamente a canção menos "débil mental" do disco, como ela própria sugere, é um reggae feito para a família. Uma coisa que gosto de ressaltar sempre, é o talento de Nando Reis tocando contra-baixo. A letra é engraçada, fala de modo geral de tudo que sempre rola em uma família, mas tem uma coisinha que sempre me chamou atenção:

"mas quando a filha quer fugir de casa/
precisa descolar um ganha pão/
filha de família assim não casa/
papai mamãe não dão nenhum tostão"

É impressão minha ou a filha da família quer rodar a bolsa? Bom, deixa isso para os professores de literatura.

Mas ainda faltou eu falar na big mother fucker!!!

"Bichos escrotos", essa é o expoente máximo de todo o teor contundente e pesado que o titãs colocou nesse disco. E olha que tem "Igreja", na qual eles dizem que odeiam igrejas e os caralhos e tals! O diferencial, é que em "Bichos escrotos" eles querem que o caos seja implantado, chega dessa frescura! Queremos bichos escrotos saindo por todos os buracos, fodam-se bichos coloridinhos. Reparem no solo de baixo de Nando Reis, é realmente demais!!!

E de se imaginar que "dinossauros" caminharam sobre o Brasil em 86, a maioria dos fãs se prendeu a ouvir histórias de Eduardo & Mônica, o Ursinho Bla Blau e tantas outras idiotices sem sentido algum, que ainda demonstravam puros respingos da jovem guarda.

Nota: 10

24 de mai de 2011

José Cid: 10.000 anos depois entre Vénus e Marte (1978)


Essa semana visitei um grande amigo meu, e como de costume ele me mostrou as "novidades" no pc dele. Até que ele me perguntou "Tu conhece o José Cid?", por um segundo achei que fosse algum conhecido ou pessoa que deveria conhecer ou coisa que o valha, mas não, no mesmo segundo eu vi a capa que encabeça o post na tela do pc dele. Pois bem, foi preciso ele deixar rolar um minutinho de uma faixa para me convencer a trazer o trabalho de José Cid para casa e quiçá comentar no blog... dito e feito.

Logo de cara, eu percebi que eles seguem uma linha muito bem praticada pelo Genesis de Peter Gabriel, a qual é contar grandes histórias dentro do rock progressivo. "Ora bolas, já que se trata da mais grandiosa vertente do rock, por que não fazer dela mais épica ainda?". José Cid conta as suas aventuras no espaço, narrando suas decepções ao reencontrar o sistema 10.000 anos após sua última passagem. Eu sei que é algo meio Ziggy Stardust ou coisa parecida, mas devo reconhecer que o trabalho instrumental do álbum é realmente memorável.

Eu sei que tem gente que pode estranhar de início o sotaque lusitano de José Cid, mas isso é frescura. Os caras passaram a vida ouvindo bandas britânicas sem entender porra nenhuma do que os caras falavam. A voz de José Cid me lembra um pouco a do bono vox colombiano Juanes, só que mais suave e menos nasal.

"A partir do zero" tem um trabalho excelente de teclados bastante complexos, isso sem falar no baixo muito bem tocado e rápido. "Memos" fecha o disco com uma vocalização no melhor estilo "The great gig in the sky".

Esse disco está na lista dos 100 melhores discos de progressivo da Billboard, para muitos foi uma surpresa. Eu posso dizer que foi uma "feliz" escolha e que os caras da billboard estão de parabéns no garimpo deles.

see ya


NOTA: 10

8 de mai de 2011

Foo Fighters: Wasting light (2011)


Depois de um certo tempo sumido, o Foo Fighters volta com um ótimo disco do bom e velho rock n roll sem frescura alguma ou pretensão de mudar o mundo ou os rumos da música. Se você é daqueles que gosta que uma banda arrisque e inclua sons de rãs peidando ao contrário ou ligue os sintetizadores em rádios am para fundir o som de uma narração de jogo de futebol ao do instrumento, ESQUEÇA! O Foo Fighters é uma banda de rock "feijão com arroz" ou do tipo "em time que está ganhando não se mexe". O próprio Grohl admite isso, pra que mudar? O rock n roll taí e pronto. Mas não é por isso que vamos viver refém dos compassos de sempre.

O Foo Fighters sempre fez aquele rock cujas guitarras são tocadas com vontade mesmo, ideal para se agitar uma festa. "Wasting Light" cumpre muito bem esse papel, nem eu que não sou tão fã deles gostei. Vamos ao disco.

"Bridge burning" abre o disco, canção bem legal no melhor estilo "The colour and the shape".Eu achei o riff introdutório bem incomum. Algo que pareceu ter sido gravado em uma caverna e com direito a um amplificador bastante surrado. O refrão é realmente muito legal e pega.

"Rope" é um dos hits do disco, com direito à clipe e muitas guitarras... muitas mesmo (sobre as guitarras, eu falo depois). "Rope" pareceu ter sido feita para o segundo disco deles, acho que isso se deve a volta de Pat Smear. Mas como sempre, Grohl aproveitou para "homenagear"(homenagem nada, ele copiou mesmo) um riff bem característico de "Pictures of Lilly" do The Who.

"Dear Rosemary" tem uma levada que lembra Husker Dü no seo refrão, mas quero chamar a atenção de vocês para a parte que precede o refrão... parece que a qualquer momento Grol vai emendar "Steady as she goes..." do The Racounters bem logo em seguida (pensa que me engana hein!). Mas Grohl é um cara legal, Jack White vai passar a mão na cabeça numa boa.

"White Limo" é uma porrada seca que tem até um clipe divertido com participações especiais e tals, mas só pude ouvir a música direito quando ouvi no meu fone e não sob influência das imagens do clipe. Eu sinceramente não conseguia tirar da minha cabeça "You think I ain't worth a dollar but i fell like a milionaire" do Queens of The Stone Age (ok, ok, Grohl é assumidamente fã e camarada de Josh Homme, essa passa).

Eu destaco as belíssimas "Arlandria" e "Walk"(inclusive fecha com chave de ouro o disco). "Walk" é um hit potencial para esse álbum, sucessão mesmo. Já "Arlandria" tem força e um refrão que é pra se cantar com vontade e alto nessa porra.

Não poderia deixar de falar no uso das 3 guitarras, afinal, já Pat Smear resolveu voltar, Grohl disse "Calma cara, só eu quem manda nessa porra! Tu tá dentro!". Pat Smear é parceiro antigo de Grohl, ele participou do acústico mtv do Nirvana e acompanhou o Nirvana durante a turnê "In utero", a propósito, um dos melhores shows do Nirvana que vi foi um que tem Pat Smear arrebentando perto daquele anjo aberto. Mesmo assim, não é desculpa para se enfiar três guitarras nos nossos ouvidos. Funciona bem, como por exemplo, em canções como "Bridge burning" e "these days", mas sinceramente... ainda acho inútil. É disperdício de canal de som, de guitarra e de salário, duas guitarras meninos... rock foi feito para no máximo duas guitarras. Senão, não comentam a estupidez que o Dado-Villa Lobos fez num especial da MTv no qual ele encheu o palco com umas 10 guitarras, todos fazendo um "Ré" quadrado! Vai enganar outro!

Outro amigo de longa data a dar as caras, foi Krist Novoselic (ex-Nirvana) com seu baixo na setentista "I should have known". Sinceridade amigos, a música é muito bonita, mas a contribuição do baixo de Novoselic foi meia boca.

Por último, a capa é realmente bem legal. No melhor estilo anos 70, algo bem retrô mesmo, mas como não podia faltar, eu não posso deixar de ressaltar que essa capa lembra (muito) a idéia usava no disco "Forever changes" do Love lançado no mágico ano de 1967.

Enfim, o disco é realmente muito bom, pode-se deixar tocando do início ao fim. Não há nada de novo, muitas "referências" e tal, no final o que temos é só o Foo Fighters animando o dia de alguém com muita guitarra e refrão.

See ya


NOTA: 9

23 de abr de 2011

Radiohead: The King of the Limbs (2011)


Um amigo sempre me cobrou por eu nunca ter postado algum disco do Radiohead neste blog, pois bem, nada melhor do que começar com um lançamento e que ao mesmo tempo supera o álbum "Amnesiac". "Blimbou, Amnesiac era o seu disco favorito de Yorke e Cia?"... A resposta é NÃO. Eu juro, sou fã dos caras, mas tem certas coisas que o bom senso não pode tolerar, e posso dizer que o meu bom senso e os meus culhões foram pro espaço com a insistência na estranheza que eles impuseram.


Quando o Radiohead anunciou "Ok Computer", chegou a dizer em entrevistas que os fãs estranhariam e tals, mas o disco foi um sucesso. Veio "Kid A", que para muitos foi um suicídio comercial, nem tão suicídio assim, e ao mesmo tempo é um discaço conceitual. Então veio "Amnesiac", disco chato e repleto de músicas estranhas, mas com a obra prima "Knives out".

Anos passaram, e o Radiohead meio que voltou atrás e fez canções algumas canções normais nos últimos discos. Mas em "The King of the Limbs" resolveu contraria de vez isso tudo, e apostou em um chute bem forte no saco na forma de música. O disco conta com 8 faixas, para muitos isso é um problema, eu não acho... já vi discos incríveis com menos faixas, tá certo que se considerarmos que a capacidade de armazenamento de um cd é muito superior a de um disco de vinil, temos que levar em consideração que tem toda uma questão "artística" por trás de tudo.

O disco abre com "Bloom", tudo bem que o vocal de Yorke continua impecável, a parte "cantada" é boa. Mas a instrumental... esse disco é repleto de "loops". Looping é quando um determinado trecho é repetido até a exaustão, isso acontece com a bateria, com batidinhas que remetem à música eletrônica mas não é forte ou pesada o suficiente para se enquadrar no estilo que eu estava habituado a ouvir no radiohead. Malditos loops.

"Little by little" tenta esboçar uma guitarra bem leve e legal, mas a parte cantada é uma referência direta à "2+2=5" de "Hail to the thief", eu considero uma das salvações do disco, pena que teve que remeter à uma já existente do próprio grupo (cover de si mesmo é um pecado grave meninos, os Stones que o digam).

"Feral" é outra coisa estranha (e cheia mesmo dos malditos loopings), se alguém me dizer que gostou disso só para se sentir inteligente, está mentindo. Inclusive, eu conheço uma menina que diz que gosta do Radiohead só para se sentir mais inteligente, espero que ela se sinta uma Phd após ouvir esse álbum. "Give up the ghost" tinha tudo para ser uma ótima canção se não fosse o excesso de elementos confusos e repetitivos ao longo da música.

Uma característica desse disco que também não me agradou, foi o som confuso e quase estourado do contra baixo. Mal é possível se sentir a mudança de notas, chega a soar como uma maldição em um fone de ouvi.

"Lotus flower" é definitivamente a principal canção do disco, o vocal está agradável, apesar dos malditos loopings de novo. O clipe dessa música é bem engraçado, pois, Yorke resolveu dar uma de Michael Jackson e dançou, logicamente que foi no estilo "Yorke", então não esperem um Gene Kelly. O disco fecha com "Separator", essa se encaixaria muito bem em "kid A".

Enfim, a sensação de ouvir esse disco (infelizmente digo isso em relação ao Radiohead) foi a de que eu fiz algo muito errado e a minha mãe me colocou de castigo no canto da casa e disse "Você vai ouvir essa porra até aprender a lição!"

PS.: não me dei o trabalho de buscar link para download, pois não recomendo.

See ya

NOTA: 3,5

20 de abr de 2011

Editorial: O uso de celulares e câmeras em shows


A imagem acima, é uma cena muito comum em shows de rock, sobretudo em momentos quando a banda toca uma balada ou alguma canção que requer uma meditação e etc.. Esse tipo de ritual dos isqueiros foi muito comum nos anos 80, sobretudo em shows de bandas de rock de arena, love metal e coisas como Roxette. Era comum ter gente com isqueiro, mas que não fumava, só mantinha o objeto flamejante para fazer parte da presepada.

Também era comum gente vendendo isqueiros na porta dos shows. Afinal, por quê isqueiros? Devemos levar em consideração que muita gente que curte rock, gosta de dar um tapa em um careta (e alguns em um senhor charro), não é o meu caso, eu sou um careta propriamente dito. Por conta disso, era muito mais prático e barato (como os americanos dizem "Handy").

Os tempos passaram, muita coisa mudou... os shows mudaram, os fãs (passaram a fumar menos) e a música (um pouco, pra não dizer que piorou). Mas uma coisa me chamou atenção quando eu vi o show do Paul McCarteney na globo. Logo quando o show começa, a propósito começa já pegando fogo, em câmera panorâmica da transmissão, eu pude ver um mar de pontos iluminados. E eu garanto categoricamente que não eram isqueiros, e sim, celulares e câmeras filmadoras.

Bom, eu sei o quanto é legal registrar os momentos mágicos da vida, ainda mais quando se trata de um ex-Beatle ou um U2 tocando. Mas... e a curtição?

Os fãs ficam reféns tentando registrar os momentos para jogar no youtube para dizer "Eu estive lá!", mas você realmente curtiu plenamente? Eu percebi que isso não era um mal que ocorria só no início do show, se estendia ao longo do show. Também percebi que o público estava praticamente estático, comportado e comedido demais. Só para critério de exemplo, vou citar o dvd "There and Then" do Oasis de 1996, os fãs todos pulam, a imagem parece de um mar revolto. Também pudera, naquele tempo as câmeras e os celulares não eram tão comuns, logo eles tinham que prestar atenção ao máximo pro show... aproveitando cada segundo sagrado. Hoje em dia não, os caras preferem acompanhar o show olhando atráves de uma tela de LCD. Não importa se a bosta tá em HD ou em 3D, os caras ficam estáticos. E ver o público parado é a última coisa que um grande artista quer.

Não que eu esteja condenando quem filma, fotografa ou o raio que o parta, mas que vocês estão perdendo uma chance de se curtir o rock n roll em seu pleno vapor... ah isso estão. Podem até dizer "Blimbou, isso é despeito teu, porque vc é um liso que não tem grana pra ir pra grandes shows e bla bla bla". Eu lamento muito por perder grandes shows (inclusive, perdi o Iron Maiden em Belém, mesmo não gostando, queria ir), mas eu jamais cometeria a estupidez de acompanhar um show por um LCD.

até mais


PS.: No próximo post o NOVO RADIOHEAD!!!

20 de mar de 2011

Beady Eye: Different gear, still speeding (2011)

http://www.filesonic.com/file/r000216945/273856291/Beady_Eye_-_Different_Gear_Still_Speeding.rar

Como é bom postar novamente no meu blog depois de um certo tempo praticamente hibernando musicalmente. Ainda não será dessa vez que postarei semanalmente, mas garanto que o não ficarei mais de um mês ausente. Pois bem, para marcar a minha volta, resolvi postar sobre um disco no qual eu sempre tive muito expectativa... algo que fosse 100% Liam Gallagher. Sim, Liam sem Noel. Sei que Noel é o mentor por trás de todo o sucesso do Oasis e responsável por hinos como "Wonderwall", "Don't look back in anger", "Stand by me" e por aí vai. Por causa dele, o Oasis tem sua fotinho emoldurada no salão das grandes bandas do rock (queira ou não).

Com a separação, veio à tona uma situação que todos se perguntavam "O que seria do pobre, chato e arrogante Liam sem Noel para compor?". Liam começou a compor no disco "Standing on the shoulder of the giants" de 2000 com a belíssima "Little James". A propósito foi a canção mais bonita daquele disco. A participação de Liam passou a ser mais constante, por conta disso compos também outras pérolas clássicas no Oasis como "Songbird" e "I'm outta time", eu sinceramente, passei a achar que as grandes canções do Oasis estavam nas mãos do "novato" Liam. Desde que conheço o Oasis, sempre fiquei com uma curiosidade tremenda em ver como seria a visão de Liam sobre o rock. Essa curiosidade também era compartilhada pelo meu amigo (praticamente irmão) Mark Lewys "o Júnior".

Enfim, esse dia chegou... e com o nome de Beady Eye e com direito a produção de Steve Lillywhite (que já trabalhou com o U2 em Joshua Tree). Eu evito ler comentários antes de ouvir um disco e tirar minhas próprias conclusões. Pois sei que nunca vou concordar com a maioria que escreve por aí... ainda mais quando o assunto é OASIS ou adjacências. Mas de forma rasteira, o que mais li foi "Beady Eye é o Oasis sem o Noel!". Essa conclusão pode até ser tirada por uma criança de 2 anos (desde que não seja o Eric, ele entende de rock bem mais do que uma conhecida minha chamada Bianca Putz! acabei falando! Não me processa viu...). De fato, o Oasis nos últimos anos estava dando mais espaço para o Liam, o que poderia gerar um um raciocínio reverso "O Oasis nos últimos 2 álbuns era um Beady Eye com o Noel". Eu acho que é por aí... como grande fã do Oasis (sou fã do som e não das babaquices que eles dizem e fazem), posso dizer que enxerguei isso nos últimos tempos, sobretudo em "don't Believe the truth" e "Dig out your soul", discos claramente liderados por Liam com puro Rock n roll.

"Four letter word" abre o disco, com muita guitarra e o vocal de Liam ecoando na melhor forma "Be here now" de ser. Agora já sabemos que toda essa veia Rock n roll que vinha predominando nos últimos discos do Oasis eram graças ao Liam, Gem Archer e Andy Bell. Eles gostam dessa levada com as guitarras bem batidas mesmo e com arcordes completos, nada de riffs nos bordões.

"The roller" é tem uma levada muito legal, afinal, são os mesmos arcodes base de "All you need is love" dos Beatles. Agora sim, podemos acusar um Gallagher sem medo algum de que houve uma cópia. Mas o refrão é muito legal, vou deixar passar.

"Beatles and Stones" é cheia de referências à canções como "get back", "When I get home", "it's only rock n roll"... isso sem falar que a canção é um plágio de "Yer blues" dos beatles com uns "efeitos" pra disfarçar.

Eu gosto muito de "Bring the the Light", rock n roll bem puro, nervoso e ágil, com mulheres cantando e etc. Parece que Liam queria fazer a sua "Let's spend the night together" e conseguiu, eu pirei com esse som mother fucker!!! Há tempos que não via uma canção tão legal e que ao mesmo tempo que revistava o estilo 60's de ser que pode parecer tão manjada. Parabéns por este Masterpiece cara!

As baladas eleitas por mim são as pérolas "Kill for a dream" e "The beat goes on".

Liam fez muito bem o trabalho de casa, espero que ele dê mais liberdade aos amigos Archer e Bell, só assim será garantia de uma auto reciclagem constante. E quanto ao Noel... nada contra, mas dúvido que ele possa se reciclar, não que eu esteja amaldiçoando ele ou que eu não goste dele. Isso seria contradição, pois graças a ele que o Oasis existiu de fato, mas vamos e venhamos, ele meio que se acomodou nos últimos anos. Liam tem razão em reclamar que o Oasis produziu muito pouco durante sua existência. Espero estar errado, e que tanto Noel quanto Liam continuem produzindo material novo e de qualidade (copiado ou não).

see ya!

NOTA: 9

3 de fev de 2011

Out of order


Olá prezados visitantes!

Cerca de 0,00001% de quem mexe com blog, ganha dinheiro com isso; entretanto, os outros 99,9999% não ganha nada por todas as coisas que são postadas. A grande maioria faz simplesmente porque gosta e se diverte muito com isso, levando informação e divertimento para todos.

Eu sou um desses casos, não ganho absolutamente nada, mas posto sempre no meu blog de rock e no meu outro blog, sem me importar se ganharei sequer algum centavo ou "obrigado". Assim como a maioria das pessoas que mexem com blog e não vivem disso, tem seus afazeres. Acreditem, sou muito ocupado, é mestrado... é trabalho... mesmo assim, sempre fiz questão de separar uma horinha e postar algo. Entretanto, passo por um momento muito complicado no meu mestrado e terei que fazer uma viagem para Tefé no Amazonas para resolver tudo isso. Não posso prever quando voltarei a postar, mas espero que seja o mais breve possível. A priori, posso adiantar que por pelo menos 1 mês não postarei nada.

Espero poder resolver tudo no meu mestrado e voltar a postar os discos favoritos e os meus delírios bem humorados.

até a próxima...

PS.: quem sabe retorno com o nome "Solid Snake"


14 de jan de 2011

The Kinks: something else by the kinks (1967)


Já havia um tempo que queria muito postar algo sobre umas das bandas mais legais que o rock já produziu, The Kinks. Hoje em dia é fácil achar discos deles, mas uns tempos atrás eu tive que me contentar com coletânea de 12 músicas. Na tarde de hoje, conversava com meu grande amigo Mark e falei do discaço em questão, o curioso que eu nem reparei que as fotos da capa são as mesmas da camisa que comprei pra ele em Floripa.

Chega de divagações! O Kinks sempre foi mais lembrado pela sua veia R&B, diferentemente da maioria das bandas que optava por caminhos mais melodicamente pop, buscando por algo mais refinado, nostálgico e sentimental. Isso não quer dizer que o Kinks não tenha nada acessível aos nossos ouvidos, muito pelo contrário, acho que eles só não tiveram o contigente merecido, digno de uma "invasão".

"Something Else by The Kinks" não é um álbum qualquer, foi lançado em um ano repleto de concorrentes de peso. Por conta disso, Davies e cia não iam ficar de fora de toda a onda que a época permitia. Assim como os Beatles em Sgt.Peppers, o Kinks usou a guitarra com um pouco mais de parcimônia do que o habitual. "David Watts" é uma espécie de resposta a "Let's spend the night together" dos Stones, com direito a piano e vocal "Fafafa... fa...fa ... faaaa".

"No return" tem uma levada no melhor estilo bossa nova (ou seria Jazz? João Gilberto... seu danado), inclusive os acordes são muito bem trabalhados. "Death of a clown" faz o estilo Dylan, só que bem alegre e com batidas bem marcadas.

Esse disco tem umas das canções mais insanas que já ouvi nessa vida, o Kinks mostrando psicodelismo e sem necessidade de recorrer a trucagens como fitas ao contrário, guitarras ligadas em tomadas de 220volts, bateria pouvilhada com cocaína ou outra loucura que o valha. "Lazy old sun" é praticamente crua! E eles conseguiram algo com uma qualidade impressionante, da mesma forma que somente o visionário Syd Barrett conseguia.

A menina dos olhos desse discaço é certamente a balada "Waterloo sunset", que fecha o disco com chave de ouro. Simplesmente pra se ouvir sem moderação ou limitação de volume ou tempo.

até mais


6 de jan de 2011

A história do Baixo



E aí galera! Tudo beleza? 2011 aí e eu cada vez mais sem tempo pra postar aqui, apesar disso resolvi fazer um post considerável pra compensar minha ausência, não achem que é desinteresse meu, é que ando muuuito enrolado com o meu mestrado. Após ler uma suposta explicação para a história do baixo em um blog no qual sou um Troll ferréneo e depois de ter tido meu comentário barrado (isso não é novidade) sobre os baixos que deveriam ser mencionados barrado, resolvi por conta própria fazer um levantamento um pouco mais apurado que o praticado pelo pessoal do blog chulé.

Ao contrário do que a grande maioria por aí diz, não foi Leo Fender que construiu o primeiro baixo elétrico. Em 1933, Paul Tutmarc (baixo da foto acima) fez o primeiro baixo amplificado que se tem notícia. Entretanto, não foi produzido em escala industrial, algo que o visionário Leo Fender fez. Antes mesmo de Tutmarc, um senhor chamado Lloyd Loar, desenvolveu um baixo elétrico, só que não amplificado para a Gibson. Na metade dos anos 30, Rickenbacker e Gibson passaram a comercializar baixos elétricos, mas tudo ainda em caráter experimental.

Rickenbacker de 1936

O primeiro grande passo veio nos anos 40, quando Tutmarc Jr desenvolveu baixos com trastes, compactos e que poderiam ser tocados horizontalmente, estas comodidades definitivamente tornavam o baixo menos espaçoso e de manuseio menos complexo.

E onde entra o Leo Fender nisso tudo?

Bem, Clarence Leonidas Fender só veio produzir guitarras em escala industrial em 1951 e juntamente com suas "Tele" , Fender apresentou o baixo "Precision" cuja presença de trastes garantiam a precisão nas notas. Nada de novidade até então né? Pois bem, a grande sacada de Fender foi na verdade produzir instrumentos de corpos sólidos e que eram produzidos em escala.

Uma das marcas mais enigmáticas que já vi nessa vida é a Hofner, a fabricante daquele baixo com formato de violino do Paul McCartney. Na verdade, essa marca ganhou notoriedade graças aos Beatles, o mais irônico nisso tudo é que McCartney não optou por essa marca pela qualidade ou coisa do tipo, é que o fato do Hofner ser simétrico favorecia os canhotos. Fora isso, o Hofner tem um som muito poderoso e sem contar que chama bastante atenção. Eu pude conferir um em uma loja de instrumentos quando morei em Florianópolis.

Acreditem, é muito belo pessoalmente

Outra marca espetacular é Rickenbaker, sobretudo o modelo Jet Glo, que foi bastante usado pela galera do progressivo, leia-se: Pink Floyd, Rush, Yes, Genesis ... e até mesmo Paul McCartney (basta conferir a capa do "All the Best" o Sunburst). As guitarras Rickenbaker ficaram mais famosas ainda por terem sido utilizadas pelos Beatles nos tempos áureos de yeah yeah e também pelo The Who.

Jet Glo... sonho de consumo

Mas nem só de cordas vive um baixo, basta lembrarmos dos teclados Hammond de Ray Manzarek do The Doors. O único problema é que esse tipo de "baixo" não produzia bends ou slides... tsc tsc... não é a toa que o Doors resolveu adotar um baixo de fato, basta conferir o disco "L.A. Woman", e mesmo assim, ainda me aparece fã filho da puta dizendo que é o Manzarek fazendo milagre no Hammond.


O tempo passou, os captadores foram sendo aperfeiçoados, novos modelos surgiram, advento de mais cordas e timbres, sempre para atender cada estilo, faz com que o baixo dê sua cara. Se você quer ser um grande baixista e quer chamar atenção, evite usar os modelos que os pagodeiros, galerinha do axé ou outras bostas usam, vá direto num RICKENBACKER POHA! Não tente ser igual a maioria, pois seu som será igual ao da maioria.

Espero que tenham apreciado o post.

See ya



PS.: Dedico esse post a galera do blog "100grana"(ou 100sexo).

PS2.: Galerinha do 100 sexo... agora vocês já sabem qual é a marca do baixo "tipo violino", assim vocês 4 não ficam mais perdidinhos quando os visitantes perguntarem de novo.

1 de jan de 2011

Happy new years day



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