6 de jan de 2011

A história do Baixo



E aí galera! Tudo beleza? 2011 aí e eu cada vez mais sem tempo pra postar aqui, apesar disso resolvi fazer um post considerável pra compensar minha ausência, não achem que é desinteresse meu, é que ando muuuito enrolado com o meu mestrado. Após ler uma suposta explicação para a história do baixo em um blog no qual sou um Troll ferréneo e depois de ter tido meu comentário barrado (isso não é novidade) sobre os baixos que deveriam ser mencionados barrado, resolvi por conta própria fazer um levantamento um pouco mais apurado que o praticado pelo pessoal do blog chulé.

Ao contrário do que a grande maioria por aí diz, não foi Leo Fender que construiu o primeiro baixo elétrico. Em 1933, Paul Tutmarc (baixo da foto acima) fez o primeiro baixo amplificado que se tem notícia. Entretanto, não foi produzido em escala industrial, algo que o visionário Leo Fender fez. Antes mesmo de Tutmarc, um senhor chamado Lloyd Loar, desenvolveu um baixo elétrico, só que não amplificado para a Gibson. Na metade dos anos 30, Rickenbacker e Gibson passaram a comercializar baixos elétricos, mas tudo ainda em caráter experimental.

Rickenbacker de 1936

O primeiro grande passo veio nos anos 40, quando Tutmarc Jr desenvolveu baixos com trastes, compactos e que poderiam ser tocados horizontalmente, estas comodidades definitivamente tornavam o baixo menos espaçoso e de manuseio menos complexo.

E onde entra o Leo Fender nisso tudo?

Bem, Clarence Leonidas Fender só veio produzir guitarras em escala industrial em 1951 e juntamente com suas "Tele" , Fender apresentou o baixo "Precision" cuja presença de trastes garantiam a precisão nas notas. Nada de novidade até então né? Pois bem, a grande sacada de Fender foi na verdade produzir instrumentos de corpos sólidos e que eram produzidos em escala.

Uma das marcas mais enigmáticas que já vi nessa vida é a Hofner, a fabricante daquele baixo com formato de violino do Paul McCartney. Na verdade, essa marca ganhou notoriedade graças aos Beatles, o mais irônico nisso tudo é que McCartney não optou por essa marca pela qualidade ou coisa do tipo, é que o fato do Hofner ser simétrico favorecia os canhotos. Fora isso, o Hofner tem um som muito poderoso e sem contar que chama bastante atenção. Eu pude conferir um em uma loja de instrumentos quando morei em Florianópolis.

Acreditem, é muito belo pessoalmente

Outra marca espetacular é Rickenbaker, sobretudo o modelo Jet Glo, que foi bastante usado pela galera do progressivo, leia-se: Pink Floyd, Rush, Yes, Genesis ... e até mesmo Paul McCartney (basta conferir a capa do "All the Best" o Sunburst). As guitarras Rickenbaker ficaram mais famosas ainda por terem sido utilizadas pelos Beatles nos tempos áureos de yeah yeah e também pelo The Who.

Jet Glo... sonho de consumo

Mas nem só de cordas vive um baixo, basta lembrarmos dos teclados Hammond de Ray Manzarek do The Doors. O único problema é que esse tipo de "baixo" não produzia bends ou slides... tsc tsc... não é a toa que o Doors resolveu adotar um baixo de fato, basta conferir o disco "L.A. Woman", e mesmo assim, ainda me aparece fã filho da puta dizendo que é o Manzarek fazendo milagre no Hammond.


O tempo passou, os captadores foram sendo aperfeiçoados, novos modelos surgiram, advento de mais cordas e timbres, sempre para atender cada estilo, faz com que o baixo dê sua cara. Se você quer ser um grande baixista e quer chamar atenção, evite usar os modelos que os pagodeiros, galerinha do axé ou outras bostas usam, vá direto num RICKENBACKER POHA! Não tente ser igual a maioria, pois seu som será igual ao da maioria.

Espero que tenham apreciado o post.

See ya



PS.: Dedico esse post a galera do blog "100grana"(ou 100sexo).

PS2.: Galerinha do 100 sexo... agora vocês já sabem qual é a marca do baixo "tipo violino", assim vocês 4 não ficam mais perdidinhos quando os visitantes perguntarem de novo.

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