14 de jan de 2011

The Kinks: something else by the kinks (1967)


Já havia um tempo que queria muito postar algo sobre umas das bandas mais legais que o rock já produziu, The Kinks. Hoje em dia é fácil achar discos deles, mas uns tempos atrás eu tive que me contentar com coletânea de 12 músicas. Na tarde de hoje, conversava com meu grande amigo Mark e falei do discaço em questão, o curioso que eu nem reparei que as fotos da capa são as mesmas da camisa que comprei pra ele em Floripa.

Chega de divagações! O Kinks sempre foi mais lembrado pela sua veia R&B, diferentemente da maioria das bandas que optava por caminhos mais melodicamente pop, buscando por algo mais refinado, nostálgico e sentimental. Isso não quer dizer que o Kinks não tenha nada acessível aos nossos ouvidos, muito pelo contrário, acho que eles só não tiveram o contigente merecido, digno de uma "invasão".

"Something Else by The Kinks" não é um álbum qualquer, foi lançado em um ano repleto de concorrentes de peso. Por conta disso, Davies e cia não iam ficar de fora de toda a onda que a época permitia. Assim como os Beatles em Sgt.Peppers, o Kinks usou a guitarra com um pouco mais de parcimônia do que o habitual. "David Watts" é uma espécie de resposta a "Let's spend the night together" dos Stones, com direito a piano e vocal "Fafafa... fa...fa ... faaaa".

"No return" tem uma levada no melhor estilo bossa nova (ou seria Jazz? João Gilberto... seu danado), inclusive os acordes são muito bem trabalhados. "Death of a clown" faz o estilo Dylan, só que bem alegre e com batidas bem marcadas.

Esse disco tem umas das canções mais insanas que já ouvi nessa vida, o Kinks mostrando psicodelismo e sem necessidade de recorrer a trucagens como fitas ao contrário, guitarras ligadas em tomadas de 220volts, bateria pouvilhada com cocaína ou outra loucura que o valha. "Lazy old sun" é praticamente crua! E eles conseguiram algo com uma qualidade impressionante, da mesma forma que somente o visionário Syd Barrett conseguia.

A menina dos olhos desse discaço é certamente a balada "Waterloo sunset", que fecha o disco com chave de ouro. Simplesmente pra se ouvir sem moderação ou limitação de volume ou tempo.

até mais


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