9 de mai de 2013

Paul McCartney: Out There tour - Fortaleza 09/05/2013



Dizem que quando a pessoa vai morrer, um filme de 1 segundo com todas as cenas da sua vida, passam perante os seus olhos. Posso dizer categoricamente que o mesmo acontece quando você vê um ex-Beatle.
Felizmente, pude finalmente realizar o sonho de todo beatlemaníaco, que é ver um beatle vivo.

Mas falar desse tipo de evento sem paixão e história é difícil. A minha vida de fã começou bem cedo, graças ao meu irmão Luizinho e aos inúmeros clipes que passavam normalmente na tv na primeira metade dos anos 80.

Não me perdoava jamais por ter perdido o show em Recife no ano passado, para mim, a chance havia ido embora. Mas para minha sorte, meio que de sopetão, o bom e velho Macca agendou para Fortaleza. Fiz todos os esforços possíveis, comprei na pré-venda, adiantei passagens e etc. Mas por questões de saúde, quase perdi o show. Graças a Deus, que ficou no quase.


Eu fiz questão de ficar no Frontstage, para ver McCartney de perto lógico, afinal de contas, passei toda a minha vida vendo fotos e vídeos, e não será dessa vez que eu vou pra olhar para os telões do palco (que a propósito eram excelentes). O que me desagradou muito foi a (DES) Organização do show. Problemas para arrumar as filas, gente perdendo lugar, uma bagunça completa. Sem falar no atraso épico de abertura dos portões 18:20 (era para ser 17:30). No mínimo uma falta de respeito com as pessoas que pagaram bem caro por aquele.

Um erro gravíssimo da organização foi durante as revistas na entrada, nada de detector de metal, nada de verificar bolsas, bolsos.... NADA. Se eu fosse outro Chapman, poderia ter levado uma pistola e feito estrago. Desse jeito, Fortaleza precisa aprender bem mais coisas para poder estar pronta de fato para a copa do mundo.

A galera "antes" de mim...

...olha o galeroso depois.


Eu estava distante "3 pessoas" da grade

Consegui ficar a 1,5 metros de distância da cerca que separa do palco, bem pertinho mesmo. Às 21h em ponto começou a rolar um slide show de fotos com trilha sonora do McCartney e do fab four. Foi  30 minutos de "enrolação", até que as 21:32 ele apareceu no palco. Sim! Logo ali! Não acreditava, finalmente estava lá. Vou confessar que meus olhos verteram muitas lágrimas, não somente os meus, mas o de várias pessoas. O fenômeno que o meu amigo Amauri disse, de fato acontece, pessoas choram (inclusive, é muito comum ver senhores de idade).

"Eight days a week" abriu o show. Sim, foi o mesmo setlist de Belo Horizonte e Goiânia.

Um setlist que considero bom, mas lamento muito a falta de "My love". Por conta de ser uma lista bem variada, que tem músicas que somente aqueles fãs (do naipe do Amauri) irão saber de cor e salteado. Uma coisa que observei, a maior parte do feedback do público vinha do front stage e pista premium. Eu olhava para as aquibancadas e em certos momentos, confesso que vi um pouco de frieza.

Belíssimo momento de Let it Be. Esse estádio é incrível

Os pontos máximos do show foi quando tocou "And I Love her" , Yesterday, Let it Be ( o estádio ficou belo com as luzes de celulares, com elogios do Paul) e Hey Jude ( com balões em verde e amarelo, que também arrancou um "Vocês são demais!" do Paul, em português bem claro). Até citou a copa do mundo e as olimpiadas no Brasil.

Eu sinceramente fiquei impressionado com a qualidade do som, realmente impecável, parecia até que tinha um disco tocando. Mas também pudera, a qualidade dos equipamentos, era demais. McCartney fez questão de exibir a Epiphone utilizada em Paperback Writter.

Momento "Let me roll it"

Os instrumentos eram um show a parte, todos de época. O clássico baixo Hofner de McCartney ia e voltava o tempo todo para o palco. Senti falta de Rickembaker no palco. McCa usou uma Gibson Les Paul rosa, cheia de enfeites e uma Les Paul igual a de Jimmy page. Curiosamente, o baixo Hofner só era tocado pelo Paul, quando era necessário que  Brian Ray tocasse baixo, era passado um Epiphone pra ele. Ciúmes? talvez rsrsrs, eu teria. Eu gostei muito do guitarrista, o cara faz tudo exatamente igual à gravação original.

Uma novidade desta turnê foi o pequeno palco que se eleva, bem na frente do palco principal. Neste momento, ele tocou a favorita da minha mãe "Blackbird"" e "Here today" de tug of war.

Momento "Blackbird", esse OK, pode ter sido pra qualquer um, mas na land rover foi exclusivo!

Vou abrir um parentese especial neste texto, este velho lobo do rock, já confessou ter se emocionado ao ver a lenda, mas mais emoções vieram durante o show. Sobretudo, quando Paul tocou "The long and widing road" (exatamente como no disco Let it Be NAKED). Lembrei de minha falecida avó. Música dos Beatles é assim, sempre nos remete às pessoas amadas e lembranças agradáveis.

Em "Hope of  deliverance" até o baterista tocou baixo. Foi um momento legal, em que todos os 5 membros da banda estavam tocando instrumentos de corda.

O calor estava terrível, fiquei exausto ao final de quase 3 horas de show (sem falar na espera interminável! desdes 13:45 na fila) e nem a chuvinha que rolou no meio do show aliviou, tava tudo muuuuito espremido.

Não tinha espaço nem pra um peidinho

Na saída, tive uma agradável surpresa e logo em seguida, presenciei algo desagradável. A land rover que trouxe Paul, passou lentamente no meio de todo mundo despercebida. Uma ótima estratégia não colocar aquelas motos escandalosas, pois tava engarrafadíssimo, e um reconhecimento, geraria tumultos. Quando a land rover passou do meu lado, olhei bem para dentro, somente pude ver o contorno de duas cabeças. Uma feminina e a outra (com certeza) do McCartney. Eu olhei bastante e dei tchau e ele deu tchau de volta.
A bronca é que uns 4 metros à frente, a land rover passou no bico do sapato de uma mulher bêbada, revoltado, o acompanhante (também bêbado) deu 2 socos no carro (1 na janela do carona e outro no banco de trás, o do Paul). Cena desagradável, que ninguém irá noticiar, pois não tinham jornalista.

Incrível como taxista abusa nesses momentos, todos que eu pergunta simplesmente cobravam R$100, nem sequer perguntavam o destino. R$100!!! Como uma cidade que irá receber uma copa do mundo, tem gente explorando turistas dessa forma ? Deal with it!

Tirando essas reclamações, o show foi memorável. Com direito a elogios de Paul ao "Welcome to fortaleza, paul" logo na saída do aeroporto e ao público.

Eu que agradeço!

Fecho esse post muito feliz e com a sensação de que cumpri com a minha missão apaixonado pelo Rock n Roll. Agora, posso sentar arrodeado por mais jovens e dizer "Vi um Beatle nesta vida!"

see ya

2 comentários:

Anônimo disse...

Então, o que eu posso te dizer né?
Em Poa ele tocou My Love e eu chorei. The long and widing road também é forte né?
E o Paul abanou pra ti, que tudo!!!
Ele é um querido né?
Tipo, um cara que é um Beatle, ainda faz um show de 3 horas e é super gente boa com os fãs. A gente vê cada coisa de artistas que não chegam no dedinho do pé dele...

bjo!

Blimbou disse...

Ele é muito carismático, sabe convencer facilmente toda a platéia de que tudo aquilo é uma grande festa.
Sobre o tchauzinho dele eu dei sorte de sair do estádio na mesma hora que ele e eu memorizei o carro que ele chegou, uma Land Rover dyscovery. Eu fiz um migué... andei perto, e como tava engarrafado demais. Cheguei na janela, eu pensei "não posso gritar PAUL! senão virava tumulto". mas foi interessante, na chegada todos gritaram, mas na saída ele passou completamente despercebido!

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